Monday, March 2, 2015

Forte. Sobre tudo o que deixamos para um certo Depois.

“Amo-te tanto mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo. Amo-te tanto mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projecto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho. Amo-te tanto mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe?, só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos. Amo-te tanto mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, deixa-me cá ligar, ninguém atende, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes. Amo-te tanto mas hoje tenho de me separar de ti, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem afazeres nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes que não; as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas… podias ficar por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou. Amo-te tanto mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo”. ( Pedro Chagas Freitas)

Das singularidades de cada um.

"Nunca existiu uma pessoa como você antes, não existe ninguém neste mundo como você agora e nem nunca existirá. Veja só o respeito que a vida tem por você: Você é uma obra de arte - impossível de repetir, incomparável, absolutamente única." (Osho)

Da Profissão que Escolhi.

[Isto de ter escolhido uma profissão destas às vezes é um "pau de dois bicos": ] O grau de consciência com que ficamos na leitura de nós próprios e, de quer queiramos quer não (torna-se implicito e involuntario), do funcionamento dos outros e das relações, torna-se por vezes avassalador. Por vezes torna-se-nos dificil ver mais do que "está à vista". E ver quase sem "pedir para ver". Ver o que está lá; ver o que não está à vista mas está "nos escombros"; ver o que está lá mas as pessoas não estão a ter acesso e consciência sobre, ou, mesmo tendo noção das dificuldades que têm, escolhem o caminho mais facil: o de ficar reféns eternas dessas mesmas dificuldades; entregando os pontos e não enfrentar a vida de frente, o "touro plos cornos". Mesmo que isso implique e signifique perderem-se a si mesmas no caminho e perderem as relações de qualidade que abdicam de ganhar, de estimar. Num registo puramente desistente e masoquista. O potencial interno pode estar lá mas não chega, não ganha a luta com a vontade de evoluir. Temos de aceitar. Respeitar o tempo e o caminho dos outros. Ainda que tenhamos a possibilidade de "prever" onde vai terminar se esse outro continuar no registo que perpetua, que repete. É por isso por vezes ingrato e impotente ver as coisas mais a nú. Retira-nos os floreados. Retira-nos a esperança ou, quem sabe, apenas a ilusão ! E devolve-nos a realidade. Tal qual ela é. O que, ao mesmo tempo, nos permite amar os outros apenas e só com base no que são verdadeiramente, na sua inteira verdade, no doce e no amargo, na sua luz e na escuridão. Amar com base na realidade é um amar mais justo, mais honesto, mais inteiro, mais desprovido de interesse e de projecções nossas. É o outro como ele é, está ali, assim, apresentando-se despido de coisas nossas. Isso torna tudo mais dificil mas também mais verdadeiro e significativo. Mas implica coragem, implica verdade, implica escolha, implica entrega. Implica dar de si, receber, entender, mergulhar em si mesmo e no outro. Implica deixar-se ajudar, olhando para dentro. Enfrentando-se, sem medos; ou com medos mas deixando vençer a coragem. Implica tanta coisa que talvez seja por isso que, como diria a Mafalda Veiga, há lugares onde só chega quem não tenha medo de Naufragar. E eu cá acho que ela tem absoluta razão.

Nao ha como saber o que faz algo acontecer, em vez de outra coisa.

" O que leva a algo. O que destrói algo. O que faz algo florescer. Ou morrer. Ou tomar outro rumo. E se eu me perdoar? E se eu me arrependesse? Mas se eu pudesse voltar no tempo, nao faria nada diferente. E se tudo o que eu fiz foi o que me trouxe ate aqui?! E se eu nunca me redimisse? E se eu ja tivesse redimida? Nunca estamos preparados para o que esperamos". (Wild, movie)

" Só o Desejo de aí Permanecer Eternamente nos Fará Chegar ".

(Santo Agostinho)

Mar é sempre Beira para quem tem Medo de Fundo.

A esperança é inevitável.

" Ela é parte de nós. Circula em nossos órgãos e irriga a nossa alma a despeito de nosso desejo. Talvez seja como o ar que se respira. Quando há afeto, verdadeiro afeto, é impossível não sonhar que ele prevaleça. A esperança encharca as pessoas. Entretanto, é preciso viver. Um dia depois do outro é necessário pôr de lado a esperança, é preciso admitir a realidade. Em meio à esperança, há que entender que as coisas mudaram. Profundamente. Aquilo que existia, da forma como existia, não há mais - e muito provavelmente não voltará. O mundo tem de ser organizado em torno dessa nova realidade. Algo acabou. Admitir isso é o primeiro passo para que algo recomece. Ainda que seja a mesma coisa, renovada. Ou outra coisa inesperada, inventada pela vida. Nos últimos dias, tenho pensado que somos capazes de muitas coisas simultâneas. Manter os laços. Cultivar a esperança. Admitir as rupturas. Recomeçar. Nada disso nos impede de sofrer. Nenhum desses sentimentos impede noites em claro e manhãs vazias. Na derrocada dos nossos relacionamentos, parte de nós é levada de roldão, inevitavelmente. Sentimentos são arrastados e não há antídoto contra isso. Nem remédio e nem postura. A gente tem de seguir, simplesmente, da forma que pode. Nos últimos dias, tenho achado isso bonito. Saber que acabou, mas ter esperança. Estar ligado ao outro e sobreviver à sua ausência. Sorrir, viver, tentar ". (Ivan Martins)

Quando duas pessoas que se amam terminam, para onde é que vai o amor?

“ Onde é que fica? Quem é que guarda ou destrói? Eu sei onde ficaram as tuas coisas... Devolvi-te a camisola com que dormia e tu provavelmente nunca mais a usaste porque cheira a mim. Guardei as fotografias na caixa que está debaixo da cama e as nossas músicas surpreendem-me por vezes e parece que dão murros no estômago. Guardei os teus presentes todos, até os bilhetes de cinema. Sei onde é que está tudo, sei onde estão todas as coisas... Mas então e o amor? Ficou onde? Ficou para quem? Claro que pouco a pouco nos vamos refazendo e daqui a uns tempos tu vais amar outra pessoa e eu também. Mas isso é outro amor. O mesmo amor não acontece duas vezes e o que é que aconteceu ao nosso? Quando uma pessoa morre, deixa para trás tudo o que lhe pertenceu e cada um escolhe no que acreditar. Uns acreditam no céu, outros no inferno, outros acreditam que a pessoa está simplesmente debaixo da terra e outros não acreditam em absolutamente nada. Mas existe uma opção, existem vários cenários possíveis. No amor não. O amor acaba e deixa de se falar dele. O amor acaba e não há céu, nem inferno, nem falecido nem adormecido. É nada. É tabú. Vira algo do qual não se fala, do qual se foge para não magoar. E passado uns anos vamos-lhe esquecendo o gosto e os traços, como esquecemos aquelas pessoas que conhecemos no campo de férias quando éramos miúdos. O amor quando separa as pessoas fica a pairar no ar. Ninguém o reclama, ninguém o olha. Fica nos perdidos e achados na vida, que ninguém sabe onde são. Há quem mate o amor e fique para o ver partir. Há quem o vá matando com mentiras, com descuido, há que o vá matando a discutir e com silêncio. Há quem o mate, e assim que o amor morrer, larga-lhe da mão e parte. Mas nós não matámos o nosso, não. Claro que o maltratámos, em parte. Mas regámo-lo tanto, alimentámos amor com amor. E houve um dia em que decidimos que apesar do amor, não podíamos continuar. Não foi o fim do amor, não foi depois de já não haver amor, não foi por falta de amor. Foi apesar do amor. Entao eu dei-te as tuas coisas e guardei as nossas. Tu deste-me as minhas e puseste as nossas no lixo. Escolhemos um lugar para as coisas. Mas e o amor? Guardamo-lo onde? Cá dentro? Se calhar é isso. Se calhar quando se termina com alguém apesar do amor, o amor fica cá dentro. Arrenda um quarto pequeno no nosso corpo. É um vizinho silencioso que não nos lembramos que existe até nos cruzarmos com ele no hall de entrada. Quando se termina apesar do amor o amor fica cá dentro. Apesar de custar, apesar de não estar certo, apesar de não fazer sentido. Apesar de ser amor, tive de te deixar apesar do amor. Quando duas pessoas terminam o amor fica onde estava. E os pés mudam de direcção e as almofadas também. Mas ele continua lá. À espera que o ressuscitem, ou o matem de vez naquele lugar das coisas incertas das pessoas que quase foram felizes”. (Carolina Deslandes)

A honestidade é uma droga.

" Vicia-nos. Com razão. Nunca se esquece quem não só não nos mente como nos diz a verdade. Tal qual a conhece. Que é sempre melhor do que nós.” [Miguel Esteves Cardoso]

Connections.

“I guess when you’re young you just believe there’ll be many people with whom you connect … Later in life, you realize it only happens a few times.” [Céline, Before Sunset]

Não penses que te esqueço.

" Então ainda não sabes que trago comigo todos aqueles que amo? Não sabes que o coração é infinito e que há tantas formas de amor quantas pessoas há no mundo? É que eu acredito mesmo que o amor liga as almas mesmo quando os corpos não se encontram e os olhos não se cruzam. Não te queiras esquecer de mim. Esquecer é perder. Pelo contrário. Guarda. Guarda e lembra-te e será teu para sempre. Não sabes que quanto mais guardares mais pleno serás? Não sabes que corações cheios são corações vivos? Dizes-me que chegou ao fim e eu acho que começou. O amor não tem tempo e sem tempo não há princípio nem fim. Dizes-me que é difícil e dói. Sim. Mas não esqueças aquilo que dói. Dói porque é importante. Dói porque está vivo. Dói porque é amor. E pelo amor, tudo. Pelo amor, mais. Ele acrescenta-nos sempre". (Sofia Pracana) [Tenho uma melhor amiga que é Poeta. Na alma, na pele e no coração.

Das Metamorfoses.

"Primeiro a Lagarta Sonha que Voa - Depois Ganha Asas. Há sempre uma Lagarta no passado de uma Borboleta". [José Eduardo Agualusa]

Frente a Frente com a Vida.

" Às vezes a vida vai exigir que você se confronte com partes suas das quais você eventualmente não gosta. Às vezes a vida vai te confrontar em tudo aquilo que você acredita ou diz que acredita, e às vezes ela vai esfregar o seu focinho no jornal feito cachorro que faz xixi no lugar errado. E, às vezes, você vai sentir o chão fugir aos seus pés e vai sentir o ar faltar e vai sentir medo medo medo de que o futuro futuro futuro não seja do jeito que você quer quer quer e, ainda assim, vai estar tudo bem. Porque assim é a vida e quanto mais você resistir a enxergar a si mesmo de frente e quanto mais você resistir a se perdoar por não ser perfeito e quanto mais você resistir resistir resistir a fazer do seu presente o seu eterno agora, mais vai doer doer doer. A vida acontece no agora e não existem garantias. Sua única certeza é o risco de, a qualquer momento, perder perder perder tudo o que você acha que tem. Isso, e os aprendizados. Então: não resista. Então: mergulhe na dor quando ela vier. Então: aceite, de uma vez por todas, que o pote de ouro no final do arco-íris é uma metáfora muitas vezes perversa. A menos que você queira adiar, para o momento da sua morte, a oportunidade de olhar para a sua vida e perceber o quão feliz você foi e quantos motivos você tinha para se sentir grato. O que você escolhe? " Obrigada, Flavia Melissa *

Quem Tudo Dá, Tudo perde.

Do Amor Próprio.

"And when you Find the person that you trust and you Love and you feel is Gonna Respect you and take all the sh*t that you have and turn it Around and bring out the best in you, it Feeds you. it is the most Powerful thing that you could ever feel in your Life. Happiness comes from You. You make you Happy".

É infinito tudo o que Falhando nos faz Melhores.

(Pedro Chagas Freitas)

Do que Perdura.

" - Como é que tu e a mãe chegaram tão Longe? - Não sei bem. Persistência. No início, todos pensam que é para sempre. Mas as coisas ficam difíceis, numa hora ou outra. Outras coisas não saiem como planeado. Acho que o truque é não largar tudo, mesmo quando parecer a atitude mais razoável". [in The Disappearence of Eleanor Rigby]

O destino.

"isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha recta. O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, é imaginar o destino como uma flecha apontada directamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se. Há que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte". (José Saramago)

A Teoria de Tudo.

“One, remember to look up at the stars and not down at your feet. Two, never give up work. Work gives you meaning and purpose and life is empty without it. Three, if you are lucky enough to find love, remember it is there and don't throw it away.” "There should be no boundaries to human endeavor. We are all different. However bad life may seem, there is always something you can do, and succeed at. While there's life, there is hope.”

Ele me mudou tanto.

" Não consigo entender exatamente onde as mudanças começaram. Mas foram muitas. E acho que foi devagar. Se fosse rápido eu teria sentido. E talvez tivesse pisado forte no freio. Ninguém gosta de mudança, já que toda mudança implica uma perda. Quando a gente muda acaba saindo da zona de conforto. E a zona de conforto é, como o próprio nome diz, confortável, segura, boa. Ele me deixou mais forte. A gente nunca percebe a força que tem até acontecer algo. E quando esse algo acontece surge aquela força absurda. E a gente se surpreende com as reações, pensamentos, sensações. Ele me levou algumas pessoas. Eu lamento dizer isso, mas ninguém é eterno. E sabe aquele seu amigo muito amigo? Ele vai te deixar chateado. E sabe aquela pessoa incrível que você contava? Ela vai te decepcionar. E sabe aquela colega que almoçava todas as quartas junto com você? Ela vai passar a almoçar com outra pessoa depois que uma de vocês mudar de emprego. A vida é assim: traz algumas pessoas e afasta outras. Ele me mostrou o que é um sentimento. É que nem sempre a gente sabe. Às vezes é necessário um empurrãozinho. Um beliscão. Uma queda ou um peteleco na orelha. A coisa está ali, ao seu lado, e nem sempre os seus olhos estão bem abertos para enxergar. Ele me ensinou que os dias nem sempre são ensolarados. E que a chuva tem a sua beleza. O cinza também. E que nada é eterno. E que ninguém ganha sempre. E que esse é o grande barato de tudo. Essa inconstância, essa incerteza, essa interrogação. Ele me fez ver que a beleza vai além de um salto alto, uma sombra preta, uma chapinha e unhas bem feitas. E que dinheiro não compra caráter. E que educação não está em nenhuma prateleira do supermercado. Ele me fez acreditar que tudo passa. Que nenhuma dor é para sempre. Que nenhuma alegria dura 365 dias. Que a gente vive numa gangorra. E que o ditado “um dia é da caça, o outro do caçador” é a coisa mais verdadeira que existe. Ele me deixou enciumada. É que todo mundo sabe quem ele é. Todo mundo já sentiu os efeitos que ele traz. Todo mundo já provou o seu sabor. E já se jogou em seus braços. Ele, o tempo". [Clarissa Corrêa]

A sorte não é algo para se esperar, mas para se conquistar".

Completamente. A Sorte Faz-se.

Não percas a tua essência em busca da ideia de... (seja o que for).

" ... Sê tu mesma no aqui e no agora, sem projeções e sem quereres controlar.... (e se fluíres com a Vida, a Vida vai-te levando aonde precisas de estar e vais sendo quem precisas de ser). Não vejo o processo de iluminação como um processo em que largamos a nossa maneira de ser para nos tornarmos noutra coisa qualquer, vejo o processo de iluminação como um processo em que largamos aquilo que não interessa em nós para sermos mais quem já somos verdadeiramente, na nossa essência. E, já agora, uma pergunta (não resisto!)...... (não é uma pergunta para me responderes, é uma pergunta para ti, para refletires): És uma pessoa frágil ou pensas que és uma pessoa frágil? (E aproveito para te relembrar uma frase da Louise Hay que gosto muito: É apenas um pensamento, e um pensamento pode ser mudado.) Uma última pergunta: Não estarás a confundir fragilidade com sensibilidade? É que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa (e é importante termos as coisas claras em nós, porque essa claridade, ou a falta dela, determina a maneira como olhamos e abordamos as coisas, o que por sua vez determina o tipo de experiências que temos)". Tão bom. Alimento para os pensamentos e para a Alma. [a propósito das Conversas sérias da Marta Gautier]

Lá consegui encontrar o meu silêncio de dentro...

"...e é nele que começo a sentir tudo mais fácil. Em vez de pensar ‘eu tenho que, eu tenho que’, por magia passei a sentir ‘sou o que sou, sou o que sou’. Se estiver alegre, é isso que mostro, se estiver triste, é isso que mostro, se estiver insegura é isso que mostro. Se for sempre forte é batota e as pessoas vão-se sentir longe de mim, vão-se sentir aquém, porque ninguém é assim. E então, relaxando assim, permitindo-me ser assim, lembrando-me que não tenho de me preocupar com o que as pessoas precisariam (porque é assim, saído do nosso próprio centro, que as perdemos), que tudo ficou leve e na leveza tudo fica solto". (Marta Gautier) Sermos quem somos e existir livres nessa verdade. [Há pessoas, de facto, inspiradoras].

What God asks of men is faith.

“ His invisibility is the truest test of that faith. To know who sees him, God makes himself unseen.” [in Invencible Movie]

Temos de olhar de Frente para os nossos fantasmas interiores.

Persistência.

Dear Karen,

"If you’re reading this, it means I actually worked up the courage to mail it. So, good for me. You don’t know me very well, but if you get me started I have a tendency to go on and on about how hard the writing is for me. But this… this is the hardest thing I ever had to write. There is no easy way to say this, so I’ll just say it: I met someone. It was an accident, I wasn’t looking for it, I wasn’t on the make. It was a perfect storm. She said one thing and I said another and the next thing I knew I wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. Now there is this feeling in my gut that she might be the one. She is completely nuts in a way that makes me smile highly neurotic, a great deal of maintenance required. She is you, Karen… that’s the good news. The bad news is that I don’t know how to be with you right now, and that scares the shit out of me. Because if I am not with you right now I have this feeling we will get lost out there. Its a big bad world full or twist and turns and people have a way of blinking and missing the moment. The moment that could have changed everything. I don’t know whats going on with us and I can’t tell you should waste a leap of faith on the likes of me. But damn, you smell good, like home and you make excellent coffee that has to count for something, right? Call me! Unfaithfully yours, Hank Moody" [in Californication]

Sunday, January 11, 2015

Have patience with everything that remains unsolved in your heart.

“ Try to love the questions themselves, as if they were locked rooms or books written in a very foreign language. Don’t search for the answers, which could not be given to you now, because you would not be able to live them. And the point is to live everything. Live the questions now. Perhaps then, someday far in the future, you will gradually, without even noticing it, live your way into the answer ”.

Em si, a vida é neutra.

" Nós a fazemos bela, nós a fazemos feia. A vida é a energia que trazemos dela ". (Osho)

Há coisas que nos marcam e ficam dentro de nós.

"... E há momentos em que dizemos que sim, que ultrapassámos e que não vamos mais pensar naquilo... mas eu acho que quando nós nos negamos a viver uma situação - porque nos magoou e porque na altura nós negamos e dizemos que somos fortes e conseguimos ultrapassar -, esse sentimento, ou essa angústia, ou o que for, isso persegue-nos e vem atrás de nós. Porque nós temos de viver as coisas. E temos de saber perdoar; temos de viver aquele momento. Não podemos estar sempre a passar por cima de coisas, guardando-as e tentanto esquecê-las para sempre. Porque elas, mais tarde ou mais cedo, rebentam dentro de nós". (Dânia Neto em Alta Definição)

Life will break you.

“ Nobody can protect you from that, and living alone won't either, for solitude will also break you with its yearning. You have to love. You have to feel. It is the reason you are here on earth. You are here to risk your heart. You are here to be swallowed up. And when it happens that you are broken, or betrayed, or left, or hurt, or death brushes near, let yourself sit by an apple tree and listen to the apples falling all around you in heaps, wasting their sweetness. Tell yourself you tasted as many as you could.” [Louise Erdrich]

A man's Ego is just as Fragile as a Woman's heart.

Saturday, January 3, 2015

Se nada mudar, inventa.

" E quando mudar, entende. Se ficar dificil, enfrenta. E quando ficar facil, agradece. Se a tristeza rondar, alegra-te. E quando ficares alegre, contagia. Se o caminho for longo, persiste. E quando chegares, comemora. Se achares que acabou, recomeça. E quando recomeçares, acredita". (Tati Bernardi)

Somos casas.

"Quem está de fora não sabe o que se passa dentro das nossas paredes. Às vezes, há quem entre e veja todas as fissuras e imperfeições. Então há os que fogem a sete pés, com medo que o tecto caia. E os que ficam: na esperança de um dia morarem em nós". (PedRodrigues)

Thursday, January 1, 2015

A new Book with 365 Pages. Let's Write a Bestseller.

"Que seja Doce".

Ele.

"Estávamos no natal e eu era empregada de mesa. vivia numa casa que tinha o tamanho de um quarto. eu e ele estávamos juntos há poucos meses. naquele dia eu comecei a chorar: eu que trabalhava de manhã à noite. o cliente que me tratou mal. a minha máquina de lavar roupa que não funcionava. chorei e depois continuei a trabalhar. quando cheguei a casa vi a minha roupa alinhada num estendal improvisado. ele lavou-a toda: uma a uma. no dia que a maria nasceu, depois de as visitas sairem, ele olhou para mim: amo-te mais. disse-o depressa. olhei para ele e sorri, a maria pequenina deitada ao meu lado: não te amo mais, amo-te de maneira diferente. guardei aquelas palavras. quando o miguel nasceu o dinheiro não chegava para tudo. um dia fui ao martim moniz: vendi a libra de ouro que a minha avó me deu. ela deu-ma porque eu ia ser jornalista, eu vendi-a para pagar a luz. quando cheguei a casa dei-lhe o dinheiro: ele chorou. ele passou 6 meses sozinho: perdeu o dia em que ela fez 2 anos, o dia em que ele se sentou e gatinhou pela primeira vez. o dia em que ele deu a primeira gargalhada. ele perdeu tudo porque nos queria dar mais. melhor. discutimos muito, quase todos os dias: pequenas coisas, nunca grandes. eu nunca atendo o telefone, não aviso que o detergente acabou, faço-lhes as vontades todas, perco as chaves, encho demasiado o saco do lixo. ele revira os olhos e bufa quando está impaciente: eu detesto. ele é insuportável quando tem fome. um dia ele acordou-me às 4 da manhã para me mostrar um peixe muito grande que tinha apanhado: tira-me uma fotografia. ele deixa as meias sujas no chão: ao lado da cama, todos os dias. ele esquece-se das datas. nunca me compra flores. mas também refila comigo porque eu ando descalça com este frio. porque não me sento para comer. ele deixa-me sempre um prato de sopa na prateleira de baixo: eu não chego lá acima. ele é sempre o primeiro a pedir desculpa. às vezes o único. ele chama-nos: meus amores. nos últimos anos eu mudei. eu não sou a mesma, não sou como ele me conheceu: já não tenho abdominais definidos. as minhas sobrancelhas não estão sempre alinhadas. não uso maquilhagem ou lingerie com renda. não faço amor com ele todos os dias. não faço todas as semanas. não digo amo-te muitas vezes: antes dizia. eu mudei: sou sempre mãe, não sou sempre mulher. e sei que ele gosta de mim na mesma. que ele me vê para lá de todas estas coisas. e eu também vejo. e amo-o ainda mais: sempre que o vejo a adormecê-los, a levá-los às cavalitas, a correr atrás deles no parque. sempre que ele traz no saco as bolachas que eles gostam, uma carteira de cromos para a maria. quando ele vai ao cinema ver a sininho e decora o nome das fadas. quando ele dá banho à maria e lhe desembaraça devagarinho os cabelos. quando o vejo a fazer ginástica no dia dos pais: a saltar mais alto que os outros. hoje, quando foi trabalhar com os olhos embargados. não desejo melhor para 2015, desejo o mesmo: 2014 foi um bom ano. juntos, com saúde. mas quero mais de nós: eu e ele. quero voltar a passear de mão dada. beijá-lo mais. dizer que o amo mais vezes. quero ser mais paciente, mais dedicada. quero casar com ele numa tarde quente de verão". (in eueleeamaria.blogspot.pt)

Aos fins e aos (re)começos.

"Todos os últimos dias de cada ano são um marco. Se nos fazem não só olhar para a frente e valorizar o que está ainda por vir, as emocionantes possibilidades e a forma renascida de começar de novo, também faz com que olhemos para a passagem de tantos momentos que, bons ou maus, de uma forma ou de outra marcaram quem somos hoje, aqui e agora".

Despedida a 2014.

Há anos que nos lançam perguntas; outros que nos trazem respostas. Agradeço à vida e a este ano por todos os esclarecimentos, ensinamentos; por todos os erros e por todas as bençãos. É certo que quando uma coisa boa ou várias acontecem na nossa vida, começamos a ligar os pontos. E percebemos que o que ficou para trás tinha que ter ficado. Levo daqui também a vontade de saber perder o medo e relaxar. Que sera, sera. Whatever will be, will be. “Que a vida resolve-se sozinha”. Não precisamos do ano novo para recomeçar mas temos agora mais 365 chances à nossa frente por isso usemo-las com respeito, gratidão e em consciência. “i dare you to believe in yourself. You deserve all things magic”. Let’s believe. And deserve. Um ano Grandioso a todos.

Da gratidão.

" Há quem não entenda quando digo que em vez de me lamentar, agradeço tudo o que de menos bom me acontece na vida. É uma questão de perspectiva, uma forma de ser e de estar. Agradecer as desilusões que tive de enfrentar, agradecer todas as quedas que dei. Hoje sei que foi com elas que aprendi a levantar-me sozinha. Agradecer aos amigos que não foram assim tão meus amigos, aos amores-impossíveis e quase-possíveis que me obrigaram a aprender a amar na saudade e na espera e, tantos anos depois, conhecer o amor de uma outra forma. Agradeço a todas as coisas e pessoas que saíram do meu caminho e que deixaram espaço, tempo e ar para que outras pudessem entrar, conquistar um lugar e ficar. Agradeço a quem me disse não, a quem me obrigou a sair da minha zona de conforto e encarar de frente a verdade da vida. Agradeço ter aprendido, com dor, a olhar nos olhos os meus erros. Não para me lamentar, mas para ter a certeza de onde não devo recomeçar. Agradeço os muitos dias em que remei contra a maré, os dias em que conheci e aprendi a respeitar a palavra resiliência e os dias que me fizeram tatuar na pele o mantra que está sempre presente em mim: «Duas coisas nos definem: a nossa paciência quando não temos nada, e a nossa atitude quando temos tudo.» Obrigada. (in as 9 no meu Blogue)

E que seja eu a prova de que é possível voar.

" O que ficou para trás e o que está à nossa espera é pequeno, comparado com o que permanece dentro de nós ".

Amigos são a família que escolhemos para chamar de nossa.

"E quando olhamos para trás e vemos que lá se foram muitos anos e o amor e o cuidado permanecem os mesmos - apesar das eventuais distâncias - a gente tem certeza: tinha que ser assim, como foi, do jeito que foi. Porque a gente tinha que se conhecer e tinha que se amar e tinha que se dar as mãos nos momentos complicados. Porque Deus faz as pessoas aos lotes e nós descemos pra Terra todos separados, e nossa única tarefa é irmo-nos reencontrando. Tudo vai dar certo - simplesmente porque Tem que dar. E, um dia, vamos olhar para trás e agradecer por todas as lições aprendidas. Que Deus nos dê a humildade necessária para aprender o que tem que ser aprendido - para que, o quanto antes, passemos para a outra fase da vida. Amor, amor ♡"

É impossível errar o caminho quando a voz que fala contigo vem do lado de dentro.

(in as 9 no meu blogue)

Assim como lavamos o corpo devíamos lavar o destino.

mudar de vida como mudamos de roupa. (Fernando Pessoa)

Do Natal 2014.

Não, não é por ser Natal. Estes desejos prevalecem em qualquer dia do ano, da vida. Mas já que é Natal, e o Natal também é tempo de dizer verdades, é bom recordar o que tende a esquecer-se no corropio dos dias: Que o nosso bem faça bem ao outro. Que carreguemos connosco todos os sonhos e todas as forças. Que nos foquemos no que nos faz bem; alimentemos quem nos ama e o que nos faz feliz. Que sejamos, hoje e sempre, uma coisa boa que mora dentro de cada um que passou por nós. Acredito que não precisamos de ser heróis. Precisamos sim de ser pessoais reais, autênticas, que saibam contornar as dificuldades e permitir-se a ser. Que sejam suficientemente corajosas para deixar baixar a sua guarda e mostrar que, afinal, somos todos humanos. A vida é pequena demais para perdermos tempo a gastar energias em algo que não envolva amor. A maior verdade é essa. O resto é paisagem.

A vida Traz.

No tempo certo a vida traz tudo o que nos pertence, que é nosso e que merecemos. Mas primeiro, ensina-nos a aceitar com a serenidade necessária tudo o que vamos ter de aprender, a ser, para lá chegar.
Curioso o quanto, por tantas vezes, enquanto faço terapia aos meus pacientes, eles também "a fazem a mim". Sem o saberem, com as suas reflexões, com o que questionam, o que pensam e o que descobrem: Sobre si mesmos, os outros, as relações e a vida. Chega a ser um banho de humildade pensar que apesar das histórias de vida serem sempre diferentes, ha um pano de fundo comum, nas questões que se cruzam e nos tornam apenas humanos; em aprendizagens e entendimentos constantes. A procura do sentido de cada um e da verdade pessoal é transversal a todos. Ha dias em que agradeço ao Universo por aprender, ver e receber o que mais preciso de onde menos espero.

Algumas batalhas têm de ser travadas dentro de nós.

(Travadas e Vencidas).

O que eu tenho é pouco.

Mas esse pouco é tão meu que pouco importa o valor.

Mergulhe.

Never, Ever.

“Não é o amor que sustenta o relacionamento. É o modo de se relacionar que sustenta o amor.”

Mantinha a mão no coração e repeti para dentro:

" Só há um coração no mundo a bater. Se falares com o teu, toda a gente entende.' Larguei a mão do coração. Ele tomou-me e comecei". [Porque quando falamos de coração para coração somos sempre entendidos. (Marta Gautier, obrigada pela inspiração de sempre*)]

Seja no que for, só recebes na medida do que dás.

«Não esperes ser amado para amar. Não esperes ficar sozinho para dar valor a quem está ao teu lado. Não esperes ficar de luto para reconhecer quem é importante para ti hoje. Não esperes cair para te lembrares dos avisos. Não esperes ter muito dinheiro para então poder ajudar. Não esperes por pessoas perfeitas para então te apaixonares. Não esperes a mágoa para pedir perdão. Não esperes pela iniciativa do outro se o erro foi teu. Não esperes pelo ‘amo-te’ para dizer ‘eu também’. Não esperes pela separação para fazer as pazes. Não esperes pelo último dia para começar a amar a vida. E não esperes por elogios para acreditar em ti mesmo.» (in as 9 no meu blogue)

Às vezes é tempo de ir embora.

" Quantas vezes prolongaste demais situações que sabias não terem volta a dar? Insististe em momentos e criaste expectativas do que sabias ser impossível vir a acontecer? Achamos sempre que temos em nós a força para mudar o mundo e com ele mudar as pessoas, mas sejamos sinceros, só muda quem quer ser mudado e só conseguimos inverter as situações que são passíveis de ser invertidas. Tudo o resto são lutas inglórias, verdadeiras perdas de tempo ou experiências que devemos guardar para não serem repetidas. Só temos uma vida e com tantos problemas que vemos todos os dias à nossa volta é fundamental consciencializarmo-nos de que ou apostamos todas 'as nossas fichas' no que vale realmente a pena ou ela passa-nos ao lado. Acredito que quem vive mais intensamente, quem dá mais de si, quem confia mais e se expõe de uma forma superior está sempre muito mais perto de sofrer dissabores, mas também a uma distância muito mais curta de se sentir verdadeiramente preenchido. É bom correr atrás de um objectivo, fundamental não desistir à primeira, lutar pelo que acreditamos e acima de tudo não nos desviarmos do nosso caminho porque os outros não o farão seguramente por nós. Devemos ser condescendentes e perceber que ninguém é perfeito, dar o benefício da dúvida e deixar de lado algum egoísmo - hoje em dia tornou-se muito mais fácil desistir e virar a página, mas, por vezes, temos que arranjar forças para superar os momentos menos bons, as adversidades que se nos deparam e ter a força para ultrapassar os obstáculos do dia-a-dia. Mas tudo com conta peso e medida, pois há um momento em que temos que dizer basta, já chega. Um momento em que deixamos de lado a emoção e decidimos pelo pragmatismo, custa, é verdade, mas um pouco de orgulho e amor próprio nunca fez mal a ninguém. Existem tantas boas razões para seguirmos em frente, nem que seja para começar do zero, não há que ter vergonha do recomeço. Muitas são as vezes que por uma razão de insegurança, de medo do desconhecido ou simplesmente por habituação a uma rotina temos dificuldade em aceitar que na vida não vale tudo e que todos merecemos o respeito e consideração, e que todos merecem a dignidade que nos diferencia e que supostamente nos retrata. Bem sei que esta crónica é destinada aos temas relacionados com a noite, a juventude e o entretenimento, mas se não sensibilizarmos os mais jovens para os temas mais difíceis nunca os poderemos acusar de não estarem preparados, nunca lhes poderemos exigir que estejam à altura. Tudo isto para dizer que estamos perto do dia Internacional pela eliminação da Violência contra as Mulheres, e que nos últimos cinco anos centenas não sobreviveram aos maus tratos. Está na altura de perceberem que o mundo já não é compatível com este tipo de atitudes, que não são desculpáveis por razão alguma que seja. Por isso digo a quem agride e a quem é agredido, às vezes é tempo de ir embora, antes que seja tarde demais!" (José Paulo do Carmo)

Na vida, não importa tanto onde vamos, mas quem vai connosco.

"Não importa tanto como vamos, mas quando decidimos ir. Não se explica tudo o que nos acontece com azar, má sorte, praga ou castigo. Percebe-se que muitas vezes é só a nossa mente a jogar contra nós. Muitas vezes é a vida a testar a vontade, a fibra, a decisão, se é mesmo isto que queremos. Esquecemos, com alguma frequência, as coisas importantes que temos, que somos. É bom dar tréguas a nós mesmos, aos outros. Parar de reclamar tanto da vida. Parar de nos culparmos tanto de tudo. Parar de procurar do lado de fora as falhas que existem do lado de dentro. Parar de dizer aos outros como devem viver as suas vidas, e de pouco tentar corrigir aquela que nos carrega todos os dias. Parar de achar que sabemos tudo, que sabemos mais. Julgar menos, elogiar mais. Sentir mais amor, menos maldade. Mais fé, menos desconfiança. Mais consciência, menos ego. Mais perdão, menos orgulho ".

Ensinaram-nos a nunca nos zangarmos.

" e por isso pensamos que uma pessoa que nunca se zanga será sempre uma pessoa cheia de amor para dar. Estamos errados. Uma pessoa que nunca se enfurece também nunca será capaz de amar. Estas duas emoções andam sempre de mãos dadas, vêm no mesmo pacote. Uma pessoa que ama verdadeiramente por vezes ficará zangada. A raiva é algo belo porque surge do amor. A sua energia é quente e não nos sentiremos magoados por ela. Ficaremos até gratos pelo facto dessa pessoa se ter zangado connosco. Já reparou nisso? Se faz algo de errado e a pessoa que ama fica realmente furiosa consigo, você sente-se grato porque ela o ama tanto que se pode zangar consigo. Porque haveria de o fazer se não o amasse? Quando amamos, podemos sentir raiva. Quando amamos, somos capazes de a sentir. Se temos amor-próprio - e isso é essencial na nossa vida, caso contrário simplesmente não a vivemos -, nunca seremos repressivos; seremos uma expressão de tudo o que a vida nos oferece. Expressaremos as nossas alegrias e tristezas, os nossos pontos altos, os nossos pontos baixos, os nossos dias e as nossas noites". Há Livros tão bons que deveriam vender-se em Farmácias. Osho in "Bem-estar emocional".

Ser Feliz e nada Mais.

«Não é que seja exactamente corajoso, o meu coração. O que ele tem de especial (para mim) é que não ocupa espaço com mágoas ou rancores e aprendeu a usar a amnésia para assuntos de frustração. Quando me apercebo ali está ele de novo, a acreditar, a confiar, a planear. Com um sorriso de orelha a orelha, um bater compassado e a frescura de um coração que (parece) nunca ter sido magoado. Claro que se vêem umas cicatrizes aqui e ali, as cicatrizes não morrem. Mas o meu coração procura nem se lembrar que elas ali estão. Não é teimosia, é mesmo vontade de ser feliz, de acreditar. É isso, o meu coração gosta de acreditar, nas pessoas, no lado bom de tudo, na vida. E eu, eu também. Sempre.» (in as 9 no meu Blogue)
" Deus é quem escolhe as pessoas que vão cruzar o meu caminho e, quanto a isso, tem sido muito generoso. Acredito que nenhuma folha nesse mundo se mova sem a sua supervisão ".

Prometi.

" Prometi nunca gostar de alguém como te gosto e nem assim me sinto incoerente, ou talvez sinta e a coisa mais bela do mundo seja mesmo a incoerência, fazer agora o que não seria capaz de fazer antes; toda a razão está sobrevalorizada, pois se o que nos faz feliz raramente tem qualquer motivo porque haveríamos de colocar a razão acima de tudo? " (Pedro Chagas Freitas)

A pessoa havia transformado o Lugar.

"O lugar estava ali, a pessoa apareceu, depois a pessoa partiu, o lugar continuou, o lugar tinha feito a pessoa, a pessoa havia transformado o lugar".

O amor é paciente, o amor é bondoso.

"Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". (Coríntios 13:4-7)

Eu não duvido do poder do abraço.

« Ele transforma corações. Aproxima uma alma da outra. É a ponte para o reencontro. Traz de volta a paz. Remove qualquer impureza do espírito. Eu não duvido do poder do perdão. Ele faz as cicatrizes ficarem mais suaves, devolve a luz da pele, ilumina o dia e o passado. Eu não duvido do poder da fé. Ela ampara, acalenta, acolhe, aconchega, nos pega no colo e cantarola uma linda canção de embalar. Eu não duvido do poder do amor. Ele traz o apoio, oferece o suporte, segura forte a mão, ajuda a segurar qualquer fardo, por mais pesado que possa parecer.» | ana jácomo |

Superamos tudo.

A partir do momento em que decidimos o que merecemos.

Good stuff:

«Não há pessoa que eu conheça que não se orgulhe da sua frontalidade. Quando questionados, a resposta não é só afirmativa como assume cariz de bandeira- "eu sou frontal!". Não levar recados para casa, responder a tudo na cara, dizer literalmente o que se pensa é entendido como o expoente máximo da liberdade de expressão de qualquer pessoa que se defina como genuína. Quando, com todas as letras, assumo que sou pouco frontal, sinto o silêncio a pairar. Como se tivesse acabado de defender a pesca de baleias ou o espancamento à paulada de focas bebés. E é mais ou menos por esta altura, em que o silêncio se estende até aos limites da confortabilidade, que interrompo o espanto e fundamento. Não sou muito frontal, não. Tenho um terrível receio de magoar quem recebe a minha mensagem e, creio mesmo, que nem tudo deve ser dito. A dialética causa- efeito tem tempos diversos, para mim. As mensagens podem ser passadas de outras formas, noutras alturas, através de outros contextos. Acredito que a melhor forma de dar uma lição a alguém é colocado na situação inversa e fazê-lo perceber como seria se recebesse a reação que está habituado a dar. Obviamente que nem sempre o outro entende o alcance ou sequer, quer saber. Mas, não acredito nessa frontalidade que se apregoa com orgulho. Nem acredito em quem a veste como um manto. Acredito, sim, que mais nobre é a capacidade de ouvir, de perceber as razões dessa reação, e de agir sem magoar e, acima de tudo, sem se magoar. Ando por aqui. Por aproximações. A ouvir alguns, a perceber outros e à espera que outros percebam. Tranquila.»

O mundo é um lugar que faz eco.

Tudo o que semeamos, colhemos. Tudo o que damos, recebemos.

Tão assim.

Partilhar é uma das melhores coisas do mundo.

"Acho que no amor é a melhor de todas. A que aproxima nas diferenças, a que une nas imperfeições, a que cimenta na dúvida, a que se dá sem medos, a que não está à espera de receber para poder retribuir, a que ajuda a compreender e a aceitar a bagagem que todos trazemos, as peças de um todo que sozinhas não fazem sentido. É a partilha que deixa as maiores marcas em momentos que até podem ser difíceis, mas que serão os recordados como os mais fortes e importantes da vida. Porque é aí, e não nos dias fáceis, que reside a força do amor. A força de gostarmos daquela pessoa connosco, e de gostarmos de nós e de quem somos quando estamos com aquela pessoa. É desta partilha e deste sentir que eu falo quando me perguntam se sou feliz."

Amigos.

“Só mesmo amando um amigo para permitir que ele se jogue no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno e para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços, só liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entrarem em sua vida, não deixe que sumam.” Não deixarei .

A vida é grande e nós podemos ser tão grandes quanto ela.

De bem com a vida e com o que ela me traz. O importante não é ser perfeito mas sim inteiro.

Do perdão.

«Não é uma forma de descrença, ainda menos desistência. É seguir em frente sem olhar para trás, para o lado, para o que (ou quem) não adianta, só atrasa. Não é querer mal, pelo contrário, quero sempre bem, desejo sempre bem. Não guardo rancor, nada, de ninguém. Fecho ciclos, encerro capítulos, guardo o que foi bom, elimino (mesmo) tudo o que me fez mal ou desiludiu ou entristeceu. Passou, é passado, não pertence aqui, ao agora, e ainda menos ao que está por vir. É uma forma de estar. A minha. A que me faz bem, a que me permite olhar para a vida de forma resolvida, positiva, de queixo levantado e olhar no horizonte. A verdade é que as pessoas e as coisas que nos acontecem, que cruzam o nosso caminho e que um dia fizeram parte de alguma das esferas da nossa existência, têm a importância que lhes dermos. E quanto mais nos apegarmos a elas, em palavras, imagens, gestos ou contradições, mais nos apegamos ao passado, ao que foi e já não volta, ao que era e já não é, à verdade de uma mentira que queremos manter. Porque mudar custa. É como crescer, dói. E quando sabemos que vai doer preferimos evitar, ou ir evitando. Até dar. Muitas vezes a mudança (do sentido das coisas) é bem mais simples do que imaginamos, do que supomos, do que achamos que sentimos. Chama-se desapego, e treina-se. Todos os dias. Se quisermos. A irritação, a dor e o ressentimento não alcançam nada. Só nos impedem de viver melhor. Ficar agarrado ao ressentimento é como comer um prato de veneno e esperar que faça mal à outra pessoa. Quem sofre não são as pessoas que nos magoaram, somos nós. A forma de nos libertarmos desse ressentimento é simplesmente – e dificilmente – perdoarmos quem nos magoou. Largar a dor, largar a culpa, largar o ressentimento, e perdoar. Para começar um ressentimento são precisas duas partes, para terminá-lo basta apenas uma.» (in as 9 no meu Blogue)

Uma das qualidades que mais admiro nas pessoas é a capacidade de saber estar feliz.

« Que é diferente de apenas ser feliz - e bem mais difícil. Podemos estar numa onda má na vida, longe da família, longe da nossa terra, longe de quem gostamos, mas a capacidade de saber estar feliz faz superar tudo isto e faz-nos manter o sentido de humor afinado, a capacidade de gozo sempre presente, e o riso pronto a disparar. Saber estar feliz não é um estado de alma, é uma forma de viver.»

Acreditar que tudo o que queremos está perto.

E tudo o que precisamos está connosco.

E são nesses Fins que encontramos nossos Meios para Recomeçar .

A minha avó disse-me:

" se Deus te põe no Mundo é porque há lugar para ti"; a vida, depois, é o que tu fazes, o que fazem contigo e o que deixas que façam contigo". (Gisela João)

Ser Feliz é simples.

O difícil é ser tao simples.

Let go of the old to make space for the new.

" Don't let your present be dictated by your past. What's done is done! Be grateful for where you are today and use the best of your abilities to manifest a beautiful tomorrow. Don't focus on what once was. Direct your attention towards the love that's present in your life today and tomorrow will bring more of the same. I guarantee it ".

Trago-te nos meus dias, assim como tu me trazes nos teus.

"Trago-te porque me fazes bem. Porque, neste momento, por mais que quisesse imaginar-me sem ti, não conseguiria. Os dias que passo contigo, são dias de felicidade. Ver-te sorrir faz-me bem. Às vezes – e isto tu não sabes – invento textos enquanto olho para ti. Invento-os e guardo-os para mim. É um acto egoísta da minha parte, mas não gosto de te partilhar. Sei que, ao leres isto, vais achar que esta é uma daquelas liberdades que às vezes tomo nos textos, mas não é. Na minha cabeça escrevo histórias paralelas à nossa história. Depois sorrio baixinho, por dentro, para que ninguém saiba, nem mesmo tu, que nos estou a escrever de mãos dadas ao longo do tempo. " (Pedro Rodrigues)

Foges a sete pés do lugar comum.

"...porque te ensinam quando és novo que é aí que habita a piroseira. E com a idade deixas de te importar um pouco. Tens mais em que pensar: tens de pensar em viver, perceber porque é que andas por cá. Nasceste para fazer o quê? Para querer o quê? Para te dares e receberes. Sendo a solidão a mais terrível de todas as coisas vivas, demoramos a perceber. E muitas vezes não nos entregamos por medo. Por cálculo. Porque pensamos prós e contras, como se estivéssemos a fazer uma compra para a casa. Relaxa. Será sempre impossível saber o que ai vem, ou o que poderia ter sido, poupemo-nos a exercício tão penoso... Mas não pode deixar de nos impressionar que duas criaturas deixem de se encontrar porque lhes ensinaram que há demasiados riscos na entrega. Como negociantes prósperos, alimentam-se da desconfiança, seguros de que lhes bastará deitarem-se, a cada noite, convencidos de que não se deixaram enganar. Não é talvez o problema de pensarem isto, mas é talvez o problema de pensarem que "isto" é uma vitória. Será impossível imaginar o que poderia ter sido. Aqui, como noutras ocasiões, quando o destino nos parece amargo. Mas devia talvez impressionar-nos, se ainda formos a tempo, as mil e uma maneiras que hoje há à nossa disposição para nos afastarmos, ainda por cima mil e uma maneiras mascaradas de oportunidades, de mecanismos ditos de proximidade. Eu, vocês, os nossos vizinhos, os vossos amigos, queremos afinal pouco. Muito pouco comparado com o que nos fazem crer que queremos. Uma oportunidade, uma chance pequenina, de conhecermos a maravilha de sermos de alguém e sentir que alguém quer ser nosso. E por momentos, nem que seja por um momento, sabermos o que é partilhar um momento, saborear o espanto de conseguirmos esquecer-nos de nós, por um momento, um pequeno momento, imaginarmos que ao nosso lado um outro coração corre à mesma velocidade serena, ansioso por chegar ao mesmo lugar, onde nos espera o mesmo destino, por um momento, um momento simples, pequeno, que nos garante estarmos vivos porque alguém deseja que estejamos vivos, ao nosso lado, a tocar-nos ao de leve, apenas o suficiente para sabermos que não estamos sós, que não estamos sós nesse momento, esse pequeno, irrepetível momento, em que o caminho nos parece suave, quando por um momento, que queremos guardar por ser irrepetível, podemos por segundos fechar os olhos e abrir os braços, seguros de que alguém nos vai segurar, subitamente leves numa relva fresca, tranquilos por um momento, amados por um momento, que provavelmente não se repetirá, mas que não trocaríamos por nada, nessa absoluta necessidade de viver enquanto há um sopro de vida, apesar do medo, apesar das regras, das probabilidades, das mais-do-que-evidentes certezas, esse momento, esse pequeno, singelo, inesperado momento, em que nos cicatrizam as feridas de uma existência aflita. E o coração pode serenar. Cheio de feridas, talvez, rasgado e colado, talvez. Mas a pulsar, ainda. A bater, que é para isso que viemos cá". (Rodrigo Guedes de Carvalho)

I believe.

in the person i want to become. (Lana del Rey)

A nossa força.

Somada à dos que nos querem muito bem, é capaz de tudo.

A não esquecer:

A Vida Traz. A vida vai dando as respostas. A vida resolve-se sozinha.

19 de Junho de 2014.

Último dia de aulas AP, nesta jornada que durou 4 anos. É impossível pensar neste Adeus sem pensá-lo enquanto até já. Agradeço aos colegas que se partilharam comigo, na humildade e vontade de aprender, de saber mais; aos professores e formadores a disponibilidade, sabedoria e entusiasmo com que nos passaram a sua paixão e humanidade. Tão bom tudo o que se trocou, se viveu, se entendeu, se cresceu. Hoje o dia soube a emoções que são um misto. Que nos lembraram do quanto há sempre mais para ver, aprender, conhecer, reflectir, questionar, crescer. Guardam-se as pessoas boas, grandes, que daqui levo pra vida, muito além do contexto clínico e de colegas de profissão. Fica-nos a vontade acrescida e mais madura de ir sempre mais além; que o saber não ocupa lugar e há tanto mais a desbravar. Obrigada à AP por nos incentivar a pensar livremente, a ser quem somos e a nunca desistir do que nos podemos tornar."O bom terapeuta vale mais por aquilo que é do que por aquilo que sabe". Aqui tornei-me mais válida em quem sou e no que sei. Firmei os meus horizontes e carácter profissional. Obrigada por tanto. ...Feliz e, confesso-me, ainda incrédula por me ver, agora, a passos curtos de me tornar em breve Psicoterapeuta e Psicanalísta. E "perdoem-me" o pretenciosismo, hoje necessário e legitimo, mas estou orgulhosa de mim. E muito. A par, claro está, do orgulho genuíno que sinto dos colegas que terminam hoje este percurso e dos que me seguem os passos. Dispensam-se os nomes, que eles sabem quem são. Vocês são grandes. Todos, todas, sem excepção.

Tenho amigas que são anjos da guarda "disfarçados" de gente.

Sou abençoada. E não é pouco. Hoje era isto. Só isto. Ou melhor: tudo isto.

Pensamentos Felizes fazem-nos Voar.

Aposte todas as suas fichas.

"Seja um apostador! Arrisque tudo, pois o momento seguinte não é uma certeza. Então, por que se importar com ele? Por que se preocupar? Viva perigosamente, viva com prazer. Viva sem medo, viva sem culpa. Viva sem nenhum medo do inferno ou sem ansiar o céu. Simplesmente viva". (Osho)

Tatuagens

"Também é comum admirarem-se com o carácter definitivo das tatuagens, perguntarem-me se não tenho medo de me arrepender. Sorrio. Emociono-me com a inocência daqueles que não percebem que tudo é definitivo e deixa marcas. Eu escrevo livros. Sei que tudo é definitivo e nada é eterno". José Luís Peixoto.
" Uma última recordação: sê bom! Sê bom através de tudo, até quando tenhas de responder à maldade dos outros. A Glória humilde, a glória íntima do coração é a maior e a mais bela de todas. Não poder continuar a fazer bem aos outros, a ser, ao menos, gentil para com eles, é agora o meu maior sofrimento..." (por Marta Gautier)

Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade.

❝ Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação. Temos o costume de confundir amizade com omnipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente. Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado! O que é mais importante: a proximidade física ou afectiva? A proximidade física nem sempre é afectiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio. Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade. Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Eles me ajudaram e não necessitam actualizar o cadastro para que sejam lembrados. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim. Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes. Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade". (Fabricio Carpinejar) Verdade mas nem sempre fácil. Still Learning....

"The idea of my life as a fairy tale is itself a fairy tale.

I believe in fairytales. I believe they can come true. I believe the world will not always be full of hatred and conflict if we are prepared to sacrifice enough. That's what Monaco means to me. I don't think anyone should have the right to crush happiness or beauty. It's not how I was raised." (Grace Kelly)

Não sei a mulher que sou mas sei a mulher que não sou.

" Não sou a mulher que se esconde nos tachos, a mulher que se cala nas horas, que se entrega ao embuste da segurança, à fraude suportável de ver passar o tempo. Não. Não sou. Não sou a mulher do fado e das lágrimas, a mulher do enfado e das rotinas, dos sonhos que se arrastam pelas esquinas. Não. Não sou. Não sou mulher de sorrisos quando existe a gargalhada, de aldeias quando existe o mundo. Não sou nem um milímetro menos do que aquilo que posso ser, e se um dia cair foi porque tentei saltar e não porque preferi aceitar". (In "Prometo falhar", PCF)

"Quem está Feliz faz os outros felizes ".

(Anne Frank)

Mãe.

" A minha mãe foi o meu primeiro país, o primeiro lugar onde vivi " (Nayyirah Waheed) Porque ser mãe é bem mais além do que trazer ao mundo. É cuidar, ensinar, educar, preparar-nos para o mundo e para a vida. Para o medo e para voar, apesar do medo. Tarefa de uma vida, difícil. Que exige tacto, dedicação, incondicionalidade. Cada uma faz o que pode e o que sabe. E, dentro das suas próprias limitações, concerteza que cada uma é a melhor. A melhor do nosso Mundo. Do nosso infinito Particular. A todas as mães que o são, às que o são e a quem admiro bem de perto, às que estão quase a ser e às que o foram recentemente, o meu beijinho bem especial. Mas, o mais especial de todos, vai para a minha. Love you, Mum! E à minha avó, que é uma segunda-mãe-mãezona também. O vosso dia não é este mas sim todos, desde que nascemos e fomos imaginados enquanto "sementinha", na vossa cabeça, útero e coração.

Tao bonito e tao verdadeiro. Nao tem como rebobinar.

Às vezes, o que precisamos está tão próximo.

" Passamos, olhamos, mas não enxergamos. Não basta apenas olhar. É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração. O primeiro passo para existir é imaginar. O segundo é nunca se esquecer de que querer fazer é poder fazer, basta acreditar." (Pedro Bial)
"...É uma coisa terrível ser alguém de quem toda a gente gosta. Porque para isso acontecer é preciso estar sempre a mudar para agradar a toda a gente. É preciso ter 100 máscaras diferentes. É preciso deixar de ser autêntico e passar a ser um personagem inventado. Personagem que por ser inventado não consegue ser feliz".

Perdão é uma decisão só nossa.

" Arrancada às entranhas. Que esse esquecer só depende de nós. Que se nos determinarmos tais amarras não voltarão a prender-nos. Que a vida dos outros segue em frente [segue sempre] e que somos nós que ficamos presos a uma terra estéril onde já nada há para semear. Tem dias em que a oiço: sabes, querida, quando decidimos perdoar ou desculpar, como queiras, alguém que nos fez mal, ou não soube estar à altura das expectativas que nela depositámos, isso não quer dizer que toda a mágoa se vá embora naquele instante. Não. Significa tão só que chegou a tua hora de partir em busca de algo melhor do que aquilo que te prendeu. O resto, o resto deixa para o tempo que o tempo resolve". E resolve mesmo.

«El corazon tiene más quartos que un hotel de putas»

(Gabriel Garcia Marquez)

Quero tudo na Vida e não acredito quando me dizem que não é possível.

"Quero trabalhar no que gosto. Sentir-me necessária, reconhecida, subir na carreira. Quero Cozinhar. Quero ser bonita. Quero ir ao dermatologista, ter tempo para ir ao cabeleireiro, arranjar os pés, fazer uma massagem. Quero ter um bom casamento. Quero sentir-me apaixonada pelo meu marido, quero sentir-me muito amada por ele, mesmo depois de tantos anos, quero que lhe apeteça dançar comigo à chuva, quero rir-me com ele, quero o meu coração a bater. Quero divertir-me. Deitar-me na relva de um jardim, lanchar com uma amiga, fazer o que me passar pela cabeça. Quero ter uma casa à minha medida. Quero que os meus filhos acreditem que é possível. Quero ir com eles de fato-de-banho para a banheira a fingir que é uma piscina, deixar que me lavem a cabeça , ficar nos baloiços até ser noite, jantar lá, ensiná-los a fazer o pino, fazer rir os seus amigos. Quero ser feliz em todas as partes da minha vida. Tudo ao mesmo tempo. Estou-me nas tintas para a conversa do «não se pode ter tudo», do «ter de escolher», e não quero saber das tretas de que «o tempo não dá para tudo».

O que tens de diferente é o que tens de mais bonito.

Hoje um amigo disse:

“Ique tem 18.000 mulheres querendo sair com você. Porque você está saindo só com uma?” Estou saindo com uma garota. Todas as vezes que ela entra no carro, pula em cima de mim com um sorriso, e diz: “ABRAÇO DE URSO” Ela me chama de “Bolota”, (o cachorro que morde as havainas) porque mordi o chinelo dela uma vez. Estou saindo com uma garota. Que pesquisou a doença do meu pai na internet. No outro dia, comprou várias coisas que ele precisava. Que desde o primeiro dia que saímos, até hoje, me liga para dizer: “Boa noite. Estou rezando para o seu pai” Estou saindo com uma garota. Que vai deixar de fazer uma prova de concurso, que ela estudou 2 anos, para poder viajar comigo, e levar meu pai para ver o mar pela última vez. Estou saindo com uma garota. Que nunca me enrolou. Que não jogou. Que todos os finais de semana me procurou. Estou saindo com uma garota. Que perguntou se eu poderia viajar no Reveillon. Eu disse que não, por causa do meu pai. Então, ela deixou de viajar com as amigas, para passar comigo, meu pai e meus amigos. Estou saindo com uma garota. Que não se importa se meu cabelo está caindo ou não. Se as amigas me acham feio ou não. Estou saindo com uma garota. Que manda mensagem as 22:30 de terça-feira dizendo: “Estou com saudades.” 10 min depois, estou na porta da casa dela. E respondo: “Saudade a gente não responde, a gente mata. Estou na porta da sua casa.” Ela desce. Entra no carro e pula em cima de mim sorrindo. Estou saindo com uma garota. Que ama Pearl Jam. Canta, grita e dança dentro do carro. Que faz sexo com amor. Que sorri, me dá beijo e morde. Estou saindo com uma garota. Que sonho com ela dormindo. E acordo pensando. Estou saindo com uma garota. Que não liga se saio de boné a noite. All-star. Bermuda. Estou saindo com uma garota. Que não deixa de sair com as amigas. Que não briga se eu sair com os amigos. Que ficar junto não é uma obrigação, é um escolha. Estou saindo com uma garota. Que quando eu choro no cinema, ela me aperta e diz: “Não chora. É tudo mentirinha” Respondo chorando: “MAS É BASEADO EM FATOS REAIS!” Ela começa a rir. Estou saindo com uma garota. Que não está presa no passado. Em medo. Ou ex-namorado. Estou saindo com um garota. Que quando meu telefone toca, eu espero que seja ela. Estou saindo com uma garota. Que quando ela me beija, esqueço por 2 minutos, que meu pai está morrendo. Quando ela me abraça, esqueço por 2 minutos, o peso e a dor que estou vivendo. Quando ela sorri, volto a sentir, que a vida pode ser leve e pura. Que esse sentimento, não são 18.000 mulheres que me fazem sentir. É uma. É ela" SpeachLess.

Look back. Forgive all.

Look forward. Trust everything.

Exemplos de Vida.

Acredito cada vez mais que há pessoas que são anjos, que vêm para cá com uma missão tão reduzida quanto essencial. Parece-me que o Manuel Forjaz foi uma delas. É de facto a sublime diferença entre TER uma doença e/ou não se permitir, recusar-se, a SER essa doença. Há pessoas que são iluminadas, guerreiras, especiais, inspiradoras e que nos transmitem uma quase "obrigação" em evoluir, em nos tornarmos melhores seres humanos. Há que sair da posição do queixume, da vitimização, e abraçar a vida. Não deveríamos precisar de saber que nos resta pouca vida para começar a saber aproveitá-la, nos pequenos nadas que são tudos. Ponhamos os olhos nisto ! Obrigada a ele por todo o legado que, directa ou indirectamente, nos deixou. Grande Homem. R-e-s-p-e-c-t mesmo. Espero que todas as pessoas que passam por este suplicio, na pele e na família directa - infelizmente também sei bem o quanto amargo e desesperante sabe -, se deixem tocar por esta onde de luta e de esperança. Aqui envio a elas toda a minha energia, compaixão e força.

Quem não deixa o que não basta, não descobre o que lhe falta.

Pai.

Feliz dia dedicado ao Pai, pai. Que o de seres meu pai foi todos os dias desde que vim ao Mundo, ainda que nem sempre tenhas conseguido sê-lo da forma mais presente. Deste e fizeste o que pudeste, o que soubeste. Já te perdoei as faltas e os poucos. Estive durante demasiado tempo zangada contigo mas hoje sei e entendo que a zanga só é possível onde cabe o afecto, que é forte o suficiente para resistir a ela. Sou grata por a vida te ter deixado ficar, por o teu "mal maior" nos ter aproximado tanto e tão bem, por não terem ficado abraços por (te) dar, coisas por te falar. Hoje estou em paz contigo. Connosco. E apesar de tudo, és o pai que tenho e orgulho-me de tudo aquilo pelo que agora te arrependes. Acredita que, a mal ou a bem, me ensinaste muito mais do que poderás algum dia supor.

So True.

No final do dia, antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício:

escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio. É a memória que surge mais presente a que queremos guardar. É a essa a força que queremos para o dia seguinte: adormecer com um sorriso". (Catarina Beato)

Onde fores feliz, fica.

Onde dormes em paz, sonha. Onde os abraços forem os mais fortes, demora-te. O afecto é um bem escasso, cuida-o.

É proibido não ter esperanças porque o tempo pode tudo praquele que crê.

" E eu creio em dias azuis, cheios de paz dentro. Acredito na força dos sentimentos bons, na energia positiva e na colheita dos sonhos, que chega sempre nas mãos de quem semeia o bem, de quem espalha alegrias miúdas. Acredito que a bondade tem voz e acredito, também, num hoje maior que o ontem e que o amanhã. Acredito na beleza e na força de um sorriso, no encanto e energia das palavras. Acredito num Deus que tudo vê e que tudo ampara, da maneira correcta e no tempo exacto. Acredito na bondade sem disfarce, nos rostos sem máscaras e doses de paciência que movem montanhas; no carinho e na amizade. Creio na palavra que cura, nos risos gratuitos, na bússula do lado esquerdo que sempre indica o caminho. Eu nasci pra acreditar. E esperança, minha gente, é o que anda comigo ".

Algumas pessoas merecem o nosso amor; outras precisam dele.

With Love in your Heart.

And Flowers in your Hair.

De algumas opiniões Alheias.

E geralmente a ultima bolacha do pacote costuma vir partida.

As memórias da minha infância também sabem a isto:

a liberdade e malandragem. Daqueles tempos em que somos felizes sem saber que o somos e, a sê-lo, somos com e por tão pouco...

O amor está em tudo.

No que fazemos, nas amizades, na família, no trabalho, na nossa forma de estar e de ser. Há muitas variantes para o amor. Tenho aprendido que o amor próprio, como dizia a canção, é mesmo "the greatest love of all" e o amor melhor e maior é o que dedicamos e absorvemos das pequenas (grandes) coisas que acontecem no dia-a-dia. Por isso, como diria o MEC, "irritam as pessoas que esperam que o amor traga a felicidade; é como esperar que os morangos tragam as natas. O amor não é um meio para atingir um fim, não é através do amor que se chega à felicidade". É, penso eu, e por contrário, através da nossa felicidade pessoal que se pode chegar ao amor. Especialmente ao romântico, que chega em consequência e quando estamos totalmente "distraídos" e "desfocados" dele. Mais vale só que mal apaixonado, já que cada vez mais há por ai uma colecção de "solteiros apaixonados e muitos casais fingindo que se amam", ou acreditando nisso. Por isso, penso que "a chave" é não nos entregarmos por pouco ou pelo que não serve. Lá porque "andamos a ver as montras" não temos de entrar e comprar a "loja". Há que escolher bem. E, até lá, aprendamos a estar sozinhos, na nossa companhia, a amar e preencher a pessoa que somos. "Não procures alguém que te complete. Completa-te a ti mesmo e encontra alguém que te transborde". O resto vem. Chegará. Sem pressas, medos, ou carências. "Apenas o que podemos admirar é amor, o resto é apenas confusão mental". E confusões mentais não são talhadas a trazer felicidade a ninguém. A felicidade, a verdadeira, plena e pura, pode e deve estar em nós. A que vem, que nos trazem, é sempre um acréscimo a essa. Eu cá, vou ficar à espera, sem esperar, da minha Masterpiece*

Pequena reflexão sobre o dia dos namorados.

"Amanhã é dia quinze. Imagino que este seja o pensamento de muitas pessoas: “Hoje é dia catorze, mas amanhã é dia quinze.” Nunca entendi muito bem a finalidade de celebrar este dia. Não o sinto mais especial que outro dia qualquer do calendário. Talvez este seja o meu lado cínico e amargurado a falar mais alto – quem sabe? Há um ano partilhei este dia com alguém: não trocámos prendas, não fomos jantar fora, não ligámos sequer a esta data, mas amámo-nos como se fosse outro dia qualquer. No ano anterior passei este dia sozinho, no ano anterior a esse também, no anterior a esse também. Passei maior parte dos dias dos namorados sozinho a cultivar o culto pelo amor próprio. Em todos os outros que partilhei com alguém nunca liguei muito a isso. Não que não acredite no amor, nas demonstrações de carinho, na celebração dos sentimentos. Nada disso. Acredito piamente no amor. Acredito em tudo o que esse amor engloba. Acredito nas palavras e nos gestos que fazemos por amor. Talvez daí este meu cinismo por esta data. Daí este meu descrédito pelos corações de peluche, os cartões e as rosas vermelhas de dia catorze. O amor celebra-se todos os dias. O amor celebra-se a todos os momentos, em todos os gestos - mesmo nos mais pequenos. Aliás, mais nos mais pequenos. Amar implica uma continuidade. Amar e ser amado obriga-nos a darmos o nosso melhor constantemente. Obriga-nos a estarmos atentos. Obriga-nos a construir, todos os dias, uma base para o futuro. De nada valem os cartões, os jantares a dois, os passeios pelos jardins regados de beijos e clichés românticos, se forem, apenas, a consequência de uma data no calendário. O amor está tão banalizado nos dias que correm, não o banalizem ainda mais. Não o marquem com uma cruz no calendário para o celebrarem de ano a ano. Acreditem no amor. Cultivem o amor. Colham os frutos desse amor. Não hoje, não amanhã, mas sempre. Sejam os melhores para quem amam: todos os dias, a todas as horas. Amanhã é dia quinze: não se esqueçam de celebrar o vosso amor". (Pedro Rodrigues)
Creio que apenas quem é da minha área poderá entender a dimensão do que direi a seguir, mas há uma beleza indescritível, quase poética, no que fazemos. É nestas alturas, e ao reler trechos como este, que me relembro o porquê de ser tão apaixonada por esta profissão, esta forma de pensar o mundo, as pessoas e a nós próprios. Por nada ser inócuo, óbvio ou evidente. Tudo em nós é mais alguma coisa do que o que mostramos ou sabemos e é nessa descoberta que reside o mais fantástico dos percursos. Tornar consciente, tornar claro, reescrever a história que em todos nós resulta da estória que tivemos e das relações que fomos estabelecendo, ganhando e perdendo. Nós somos, de facto, nós e as nossas circunstâncias. O bonito é saber que a história pode passar a ser contada, vivenciada e lida de outra forma. É esse o nosso trabalho. O de devolver a esperança, a liberdade e a vida. (Sobre a compulsão à repetição): "Eu corria tão depressa que a minha mãe não conseguia apanhar-me. Então esperava que eu adormecesse e vinha ao meu quarto, durante a noite, para me bater com o cinto... Não recebi afecto, portanto não consigo dar. De facto, não consigo dizer à minha filha que a amo. Então sacrifico-me por ela. Através dos meus comportamentos digo aquilo que não consigo dizer por palavras. Dou às escondidas e sem uma palavra. Espero que ela compreenda". A repetição de uma transmissão desajeitada de afecto é uma estratégia de defesa que mutila a expressão da personalidade e altera as relações entre a mãe e a filha. É um contra-senso de afecto. Neste exemplo, a mãe repete exprimindo um afecto esquivo, distante, talvez mesmo gélido, porque não ousa verbalizar o afecto. Quanto à filha, lida com a mãe que adopta uma postura de adulto dominado, dedicando-se à filha e anulando-se perante ela. Será necessário esperar que a filha cresça para entender o sentido dessa estratégia comportamental. E, como a retirada da mãe fez da criança um bebé grande, é de esperar que passem várias décadas antes de descobrir o que isso significava". ( Boris Cyrulnik) ... E isto quando (e se) se descobre.*

Ao completo e ao que procura completar-se: Amor e Apego.

" Ao Apego, a dependência. A compensação, no outro, de uma falha básica de amor ao próprio, amor estrutural. A procura de ser-se amado porque o outro ama ou, amar para se sentir amado. A procura do amor para colmatar a tal falha essencial - dependência, possessão, necessidade de controlo e manipulação. Preenchimento de um vazio interno. A salvação!? Apego, no ser inseguro que busca completude em variáveis e circunstâncias externas que não do próprio. Egoísmo e não amor próprio. No apego, não se dá sem esperar receber de volta. Amor imaturo em que há a anulação da identidade do próprio.Porque tudo passa e, para tudo há um fim, o sofrimento voluntário, na dependência de um outro que é impermanente. É meia pessoa à procura de meia pessoa, com vista à completude. Erro! Tem por base a ideia de um amor uno, em que dois seres se completam. Não fossemos nós já completos antes do Amor a um outro. A junção de dois meios que perverte o que deveria ser Amor. Contudo, existe no imaginário e potencia um engano dos cinco sentidos em simultâneo. Mentir-SE a um próprio que nunca se amou. Apego como uma relação simbiótica, de dois sistemas que se auto-alimentam e, por isso dependem um do outro para viver.Por oposição, o Amor. A liberdade, autonomia e co-existência, partilha... uma homeostase de dois sistemas, precisamente em equilíbrio. A ausência de ganância, de egoísmo. É um conceito anterior a qualquer relação, no sentido em que existe um amor próprio, que permite que o Amor pelos outros seja mais honesto. Porque me amo, dou, partilho. Não procuro no outro compensações, valorizações ou preenchimento de vazio. Dar, sem esperar retorno. Genuinamente, isto! O espelho da felicidade do outro, numa dádiva sem expetativa de retorno. Amor, não porque se é amado, nem para que se seja amado. Amor, como define o dicionário, disposição dos afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém. É querer genuinamente a felicidade do outro, em detrimento de "interesses" do próprio. O amor não mente, acontece... " (Andreia Aires Oliveira)

Scars are Souvenirs we never Loose.

Não sou saudosista por natureza:

"Vivo no dia de hoje com aquilo que tenho e com as pessoas que me acompanham. Mas, ainda assim, sinto saudades de tantas coisas. E de algumas pessoas. Sinto saudades principalmente de quem sei que não posso ver mais. De quem se ausentou sem pedir permissão. De quem foi "ali" e já não volta. Saudades daqueles perante quem a vida (me) trocou os planos. Saudades infinitas. Que o tempo não apagará nunca"

O Amor num McBurger.

" Pessoa ficaria chocado se visse o que andamos a fazer ao amor. Esgotou-se o tempo para escrever cartas à Ofélia. Perdeu-se a paciência para romances longos. Em vez disso, multiplicam-se sites e chats com promessas de amor – não eterno, mas rápido. Não surpreende na sociedade que fomos construindo: queremos tudo para ontem e pedimos tudo para amanhã. Profissões esgotantes, horários loucos, cursos intermináveis e créditos em catadupa. Vivemos mais tempo, mas somos pressionados a atingir mais coisas e cada vez mais cedo. Parece que o prazo de validade dos sonhos encurtou. Mais ambiciosos e sonhadores, somos também menos tolerantes às contrariedades, dissabores e infelicidades. Escravos dos prazos que nos impõem, fomos perdendo tempo para nós próprios e passámos a querer o amor tal como o almoço do trabalho: rápido, fácil e, de preferência, já embalado. Sinto um salto gigantesco entre a minha geração e a dos meus pais: desde o tempo dos beijos roubados às escondidas de uma sogra distraída, para os dias do amor apregoado por anúncio. Nesta época de inquietação em que queremos viver tudo apressadamente, várias páginas prometem facilitar-nos a vida derramando slogans aliciantes como “rápido e eficaz”, “eles são felizes” ou “começa já uma relação”, tudo acompanhado de fotos que parecem saídas de promoções para um branqueamento dentário. Ao ouvido chegam-me relatos constantes de encontros múltiplos e falhados — daqueles que dão um arrependimento danado de sequer ter saído de casa. E não foi só porque o par era entediante, chato ou inconveniente, mas sobretudo porque as expectativas e a pressão nos tramaram o encontro. 
Criamos grandes expectativas com base em imagens que a sociedade nos pedincha: lindos, sorridentes e felizes em tudo o que é rede social. Espreitamos o Facebook e avaliamos fotos, séries ou músicas comuns para ver se faremos faísca. Mas a pressão social e a impaciência tiram-nos a capacidade de esperar por quem valha mesmo a pena, e roubam-nos o tempo e a vontade para realmente conhecer o outro. Expectativas elevadas podem trazer desilusões desastrosas. E desilusões repetidas tiram credibilidade ao futuro, como se ele não reservasse nada mais a não ser mais do mesmo. Alimentamo-nos mal quando não temos tempo: gordura e hidratos dão uma sensação rápida de saciedade. Andamos a fazer o mesmo com o amor: para nos satisfazermos, confundimo-lo com atenção e aceitação, mas nenhuma delas é companheirismo ou entrega. A atenção é fugaz, impaciente e alimenta-se de imagens; o amor é lento, pachorrento e cria-se com o tempo. 
E assim seguimos: juntos, mas cada vez mais isolados e desconectados. Comunicamos, mas não empatizamos. O desejo de nos sentirmos acompanhados e acarinhados está na nossa natureza e ainda bem que assim é. Mas não há como fazer do amor uma entrega ao domicílio. É preciso ir lá para fora de coração aberto, mas não desesperado. Por isso, ponham o calendário social na gaveta e, a saborear, que seja um amor “gourmet”: especial, doseado e memorável". (in P3 Publico)

As coisas grandes da vida só chegam com muito trabalho:

é preciso cultivar, cuidar, regar, esperar interiormente… e depois dão frutos cá fora, de mil formas diferentes.

Há 30 anos atrás foi assim...

Dizem que "surgi de uma ovulação extra e inesperada" da minha mãe; 9 meses depois esperavam-me paragens cardíacas num parto difícil e de urgência e, a muito custo, lá vim ao mundo. Já desde então vinha a lutar e, até aqui, creio que é algo que me define: não baixar os braços, não calar a voz. Nada acontece por acaso e acredito que estava escrito algures que eu tinha que cá estar. Havia um propósito para eu cumprir. E tenho estado, com tudo. Vim para ficar. Para acreditar, para ser, para viver na entrega do que sou e do que faço. Não sei ser outra que não eu. Estou aqui para descobrir e fazer o meu percurso, ser melhor pessoa a cada dia, mês, ano. Mantenho os meus principios e valores, o brilho no olhar e a coragem e "fome" de mais no coração, mesmo derrota após derrota. E hoje digo "à boca cheia" que tenho muito orgulho em quem me tornei. Hoje chego aos intas. 30. Número redondo mas pequeno, comparado com a imensidão de vida e de mundo que ainda me falta e me espera, que tenho pela frente. "Crescer, afinal, custa. Demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas, ou com poucas, onde o adversário somos nós mesmos". E, na maioria dos dias, posso dizer que venci-me. Superei-me. E tenho de me orgulhar de mim. Consegui manter a genuinidade de menina mas ganhei o bom senso, a sabedoria, profundidade, simplicidade, e cabeça de uma mulher que se tornou cheia e dona de si. Hoje já não sou quem era; devo ser quem me tornei. E gosto muito mais de mim assim. Desejo continuar a acreditar na felicidade que o mundo inteiro carrega, nas pequenas coisas; desejo que consiga aproveitar cada minuto da minha vida com um sorriso aberto e que nada nem ninguém me impeça de continuar a crescer, por dentro, sobretudo por dentro; desejo que o impossível seja apenas uma palavra e não um obstáculo; que os meus próprios desejos não se desvaneçam, que cresçam; desejo que os meus sonhos inteiros continuem a ser sonhados e, na hora certa, realizados. Desejo sentir-me sempre serena e segura na minha pele. Desejo nunca parar de desejar (e de querer). "Festejar o aniversário de alguém é mostrar que a sua existência merece o nosso contentamento". E chegar aqui a sentir-me tão "festejada", tão certa e tão feliz deixa-me grata e, portanto, tenho que agradecer, mesmo que não precise: À vida e ao mundo; a mim mesma; aos meus pais que me trouxeram "para cá" sem eu pedir e aos avós que foram mais que pais; às pessoas que fui perdendo pelo caminho mas que fizeram parte e me ensinaram sobre elas e sobre mim; mas, sobretudo, aos amigos-irmãos, que me conhecem como a palma da mão e, ainda assim, ou talvez por isso, me guardam e se deixam guardar. Que insistem em permanecer e me fazem sentir tão imprescindivel, amada, insubstituivel, única. Obrigada. Aos mesmos, poucos mas grandes, enormes, aos de sempre. Que me sabem tão bem, no bom e no mau, e me aceitam como eu sou, com tudo o que dou, sei, faço, aconteço. São talvez as únicas pessoas que podem verdadeiramente falar de mim, sem julgamentos ou artifícios. Agradeço por terem aparecido e permanecido, agradeço por todas as palavras que já me disseram, atitudes que tiveram, lágrimas que acolheram e todos os risos que já me arrancaram. Vos amo e não é pouco. É daqueles amores que não cabem em palavras... nem na vida.* Hoje estou feliz. Sou muito, tão, feliz. E hoje sei que a felicidade é a de cada um...

2013, foste um óptimo professor.

Soubeste ser tanto “besta como bestial”, o que me ajudou a contrabalançar e a relativizar as coisas; a valorizá-las também. Por vezes foste “madrasta” mas lembraste-me sempre do quão forte sei ser, mantendo a cabeça levantada, as crenças renovadas e o coração forte, mesmo quando esteve frágil. Permitiste-me surpreender-me a mim mesma, uma vez mais. Agradeço. Descobri de novo que errar faz parte da nossa verdade e do nosso crescer, independentemente do que aconteça. E eu volto a preferir errar sendo fiel a quem sou do que acertar não sendo eu. Portanto, erros, tropeções, e falhas à parte, mantive-me, mal ou bem, sempre fiel a mim própria, nunca passando por cima de mim nem de ninguém. E mesmo os meus erros são isso mesmo: meus; portanto tenho direito a eles. Mas vou errando melhor, sempre melhor. O tempo, esse, mostrou-me de novo que precisa de tempo e pede paciência. Além de ser rei e um grande mestre, ele assusta as pessoas; por sermos todos intolerantes à dúvida, à imprevisibilidade dos dias, às ausências, às inseguranças, ao "não saber o plano para amanhã". Tendemos assim a controlar o frenesim dos dias, as rotinas e as coisas, porque o controlo nos traz uma ilusão de segurança, de previsibilidade. Mas a realidade é que ninguém sabe o minuto a seguir e se não estamos predispostos "a arriscar o ano que vem" e o dia seguinte, então não devemos levar “pela mão” e pela vida as pessoas com quem nos damos a cada momento. Há que arriscar, portanto, com a certeza cega de quem acredita que não há qualquer hipótese de falhar. Porque, no fundo, tudo é um tiro no escuro. Trouxeste-me um amor de mãos pequenas e de um coração que, na altura, conheci grande. Intenso, bonito, mas fugaz. Esse amor ensinou-me tanto. Entendi, com ele, que a criação de uma relação de amor pode ser tortuosa de vez em quando; nem tudo são rosas e mesmo as rosas trazem espinhos. Os problemas, desencontros e conflitos são inevitáveis, mas esses problemas tanto podem ser encarados como fontes de ressentimento e rejeição ou como, por outro lado e de forma construtiva, oportunidades repetidas para aprofundar a intimidade, o carinho e a confiança. É sempre uma escolha nossa. O ingrato é que só podemos escolher da nossa parte, já que “para bom amor meio coração não basta”. O que rápida e dolorosamente me fez perceber que, a estar, temos de estar no mundo dos outros quando chove e quando faz sol, mas nem todos têm essa capacidade. E já dizia “a outra”: “O amor não foi feito para os preguiçosos, foi feito para os soldados”. E tinha toda a razão. Dei-me conta também que facilmente confundimos e camuflamos relações com dependência e chamamos-lhes amor. Por outras palavras, “insultamos” vezes demais o amor, porque o tomamos por tanta coisa diferente dele: Egos, rejeições, faltas, vazios e carências nossas. O amor, esse, é gratuito e não deverá ser auto-centrado. É, antes, livre e absoluto, um complemento ao que somos, um transbordar no que já existe de completo em nós e não as peças que nos faltam ao “puzzle”. Torna-se portanto perigoso pensarmos que fulano ou fulana é o homem ou a mulher da nossa vida. Pode, quanto muito, trazer mais vida à nossa vida, mas como acrescento, nunca como “o ar que respiramos”. Prefiro portanto saber e dizer que “Não posso ser a mulher da tua vida porque já sou a mulher da minha”. E hoje sou mesmo, profundamente. É então na autonomia emocional, afectiva e psicológica que podemos estabelecer verdadeiras ligações e relações. A dependência é traiçoeira, cega-nos, e faz-nos ser egoístas e virados sobre o nosso umbigo… e pouco mais. Apercebi-me, nestes 365 dias, que hoje sou e sei-me mais feliz por me sentir segura ao ser amada sobre toda a minha verdade. E isso basta-me. Já sei, vou sabendo, cuidar do que e de quem é verdadeiro e deixo (sobre)viver em mim sempre esta vontade bonita, toda e só minha, de crescer por dentro. Já me sei rir dos meus choros, aprendi a tratar a tristeza como a uma anedota, a não lhe dar tanta importância, por já trazer a certeza de que tudo o que vai, volta. Mas nem tudo o que volta encontra o que deixou. O que hoje é, amanhã já se transformou. Acalmo assim a alma e ando mais devagar porque já tive pressa e, em parte, estou cansada. Cansada mas serena e realizada, mais cheia e dona de mim. Confirmei, no passar dos dias e do ano, que somos a soma de todos os momentos e todas as pessoas que vivemos e que viveram e coexistiram connosco, em diferentes proximidades e afinidades. E são esses momentos que se transformam na nossa história. A felicidade é, no fundo e portanto, uma colecção de momentos e vem de dentro. Sempre de dentro. Procurá-la (apenas) cá fora, no mundo e nos outros, é uma ilusão que gera frustração e dependência. Ser livre é, por isso, ser o que e quem se é, em vez de ter; de esperar. De reagir ao agir do outro. Somos nós que nos fazemos felizes. Somos nós o nosso “euromilhões”. Por isso, é bom que apostemos, todas as semanas da nossa vida, todos os dias da nossa vida, tudo o que temos em tudo o que somos. Porque somos nós tudo o que temos. No fim de contas, rendo-me à evidência de que não vale muito a pena arquitectar e guardar pensamentos e ruminações. A bússola melhor é sempre a da intuição e do coração, porque sentir é uma forma de saber (a melhor, diria eu). Guiemo-nos então por ela. Pensar muito não significa que estejamos a pensar bem. Revela-se-me portanto em vão a energia que despendemos a ter pena de nós próprios e a chorar o que já lá vai. Desprendamo-nos do passado, de ficar à espera do que já não vem. É ilusório esperar que “de uma árvore de limões acabem por cair laranjas”. Não nos serve, vamos embora. Simples assim. Aprendamos com isso mas saiamos do lugar da vítima, do azarado, do coitadinho. A sorte somos nós que a fazemos, o sofrimento é opcional, e ninguém tem o poder de nos deixar mal sem o nosso consentimento. Por isso em vez de pensarmos que o mundo esta contra nós, mudemos as correntes e estejamos nós a nosso próprio favor, façamos por isso. As rédeas e a responsabilidade da nossa vida são nossas e só nossas. Usemo-las. Aceitemos o que nos acontece. Não podemos prever o que dai vem mas podemos sim mudar a forma como lidamos com isso. Crescer. Evoluir. Tenho e acredito para mim, cada vez mais, que estamos, no aqui e agora, precisamente no lugar e no tempo de consciência e aprendizagem em que era suposto estarmos. E, mais cedo ou mais tarde, sem nos apercebermos, todas as coisas se alinham e conspiram de forma a juntar os pontos, a ganharem um sentido. Mas nos entretantos, nos compassos de espera e até lá, temos de ser nós a preparar e cultivar a nossa paz. As relações que queremos manter e preservar, investir, cuidar. Parece-me que se torna necessário ter várias experiências para nos desafiarmos, para nos expressarmos, para oferecermos algo a mais alguém; para conhecermos do que somos capazes e o limiar dos nossos limites. É essencial, diria. Isso e agradecermos as coisas boas. É um óptimo exercício que nos ajuda a perceber o quão ingratos e cegos podemos ser/estar perante a vida. Ajuda a lembrar o bom de cada dia, e isso vale muito. Vale tudo. Sejamos mais flexíveis e menos duros connosco e com os outros. Paremos de julgar sem estar na pele do outro, nos sapatos do outro. Somos todos diferentes e há que aceitar que os outros têm um tempo e um modo diferente do nosso. Por isso, não temos o direito de interferir no caminho deles, de os apressar. Mesmo que acreditemos que é o melhor para eles. Bom… Melhor?! Prepotência a nossa! Cada um é que pode e deve aprender, fazer o seu percurso, entender com o tempo e as experiências o que é o seu melhor e o seu pior. Mesmo que estejamos a ver que quem nos é querido se irá “espetar”, não nos compete a nós decidir, opinar, aconselhar, fazer, pensar e sentir por eles. Resta apoiar, respeitando, no matter what. Eis o nosso papel. E já é muito. Outras pequenas-grandes aprendizagens: - Ninguém muda ninguém. E, caso o faça, apenas o fará pelo exemplo; - É o medo de perdermos as coisas que nos faz perde-las. Quantas coisas perdemos então por medo de perder?! Demasiadas. Livremo-nos do medo. Agarremos a coragem; - Tudo o que damos recebemos em dobro, basta estarmos atentos e gratos. Há que abrir os olhos ao que nos rodeia; e há que fechar o coração e a vida a quem não nos queira bem; - No caminho que trilho sou responsável (apenas e só) por mim e pela pessoa que decido tornar-me de dia para dia. Por isso vivo para ser melhor e maior. Para ser enorme. É o meu pressuposto. E quem quiser que me acompanhe. “ A vida é tão grande e tudo se resume a tão pouco”. Ao importante. Por isso: A 2013 o que é de 2013. 2014: estou de braços, alma e coração abertos para ti. Chega logo que eu vou-lhe usar… e muito bem. Obrigada a quem me ama e a quem eu amo por nunca me deixar esquecer quem sou e o que valho, mesmo e quando eu própria me esqueço. Por me ajudarem a crescer por dentro. Não seria metade do que sou sem os que, a mal ou a bem, me conduziram até aqui. Até mim. Grata por tudo e tanto disso. Desejo com força um ano cheio e grandioso a todos. Com saúde e paz, que o resto a gente corre atrás. Façamos destes 365 dias uma história para contar e lembrar*