Thursday, January 1, 2015

Às vezes, o que precisamos está tão próximo.

" Passamos, olhamos, mas não enxergamos. Não basta apenas olhar. É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração. O primeiro passo para existir é imaginar. O segundo é nunca se esquecer de que querer fazer é poder fazer, basta acreditar." (Pedro Bial)
"...É uma coisa terrível ser alguém de quem toda a gente gosta. Porque para isso acontecer é preciso estar sempre a mudar para agradar a toda a gente. É preciso ter 100 máscaras diferentes. É preciso deixar de ser autêntico e passar a ser um personagem inventado. Personagem que por ser inventado não consegue ser feliz".

Perdão é uma decisão só nossa.

" Arrancada às entranhas. Que esse esquecer só depende de nós. Que se nos determinarmos tais amarras não voltarão a prender-nos. Que a vida dos outros segue em frente [segue sempre] e que somos nós que ficamos presos a uma terra estéril onde já nada há para semear. Tem dias em que a oiço: sabes, querida, quando decidimos perdoar ou desculpar, como queiras, alguém que nos fez mal, ou não soube estar à altura das expectativas que nela depositámos, isso não quer dizer que toda a mágoa se vá embora naquele instante. Não. Significa tão só que chegou a tua hora de partir em busca de algo melhor do que aquilo que te prendeu. O resto, o resto deixa para o tempo que o tempo resolve". E resolve mesmo.

«El corazon tiene más quartos que un hotel de putas»

(Gabriel Garcia Marquez)

Quero tudo na Vida e não acredito quando me dizem que não é possível.

"Quero trabalhar no que gosto. Sentir-me necessária, reconhecida, subir na carreira. Quero Cozinhar. Quero ser bonita. Quero ir ao dermatologista, ter tempo para ir ao cabeleireiro, arranjar os pés, fazer uma massagem. Quero ter um bom casamento. Quero sentir-me apaixonada pelo meu marido, quero sentir-me muito amada por ele, mesmo depois de tantos anos, quero que lhe apeteça dançar comigo à chuva, quero rir-me com ele, quero o meu coração a bater. Quero divertir-me. Deitar-me na relva de um jardim, lanchar com uma amiga, fazer o que me passar pela cabeça. Quero ter uma casa à minha medida. Quero que os meus filhos acreditem que é possível. Quero ir com eles de fato-de-banho para a banheira a fingir que é uma piscina, deixar que me lavem a cabeça , ficar nos baloiços até ser noite, jantar lá, ensiná-los a fazer o pino, fazer rir os seus amigos. Quero ser feliz em todas as partes da minha vida. Tudo ao mesmo tempo. Estou-me nas tintas para a conversa do «não se pode ter tudo», do «ter de escolher», e não quero saber das tretas de que «o tempo não dá para tudo».

O que tens de diferente é o que tens de mais bonito.

Hoje um amigo disse:

“Ique tem 18.000 mulheres querendo sair com você. Porque você está saindo só com uma?” Estou saindo com uma garota. Todas as vezes que ela entra no carro, pula em cima de mim com um sorriso, e diz: “ABRAÇO DE URSO” Ela me chama de “Bolota”, (o cachorro que morde as havainas) porque mordi o chinelo dela uma vez. Estou saindo com uma garota. Que pesquisou a doença do meu pai na internet. No outro dia, comprou várias coisas que ele precisava. Que desde o primeiro dia que saímos, até hoje, me liga para dizer: “Boa noite. Estou rezando para o seu pai” Estou saindo com uma garota. Que vai deixar de fazer uma prova de concurso, que ela estudou 2 anos, para poder viajar comigo, e levar meu pai para ver o mar pela última vez. Estou saindo com uma garota. Que nunca me enrolou. Que não jogou. Que todos os finais de semana me procurou. Estou saindo com uma garota. Que perguntou se eu poderia viajar no Reveillon. Eu disse que não, por causa do meu pai. Então, ela deixou de viajar com as amigas, para passar comigo, meu pai e meus amigos. Estou saindo com uma garota. Que não se importa se meu cabelo está caindo ou não. Se as amigas me acham feio ou não. Estou saindo com uma garota. Que manda mensagem as 22:30 de terça-feira dizendo: “Estou com saudades.” 10 min depois, estou na porta da casa dela. E respondo: “Saudade a gente não responde, a gente mata. Estou na porta da sua casa.” Ela desce. Entra no carro e pula em cima de mim sorrindo. Estou saindo com uma garota. Que ama Pearl Jam. Canta, grita e dança dentro do carro. Que faz sexo com amor. Que sorri, me dá beijo e morde. Estou saindo com uma garota. Que sonho com ela dormindo. E acordo pensando. Estou saindo com uma garota. Que não liga se saio de boné a noite. All-star. Bermuda. Estou saindo com uma garota. Que não deixa de sair com as amigas. Que não briga se eu sair com os amigos. Que ficar junto não é uma obrigação, é um escolha. Estou saindo com uma garota. Que quando eu choro no cinema, ela me aperta e diz: “Não chora. É tudo mentirinha” Respondo chorando: “MAS É BASEADO EM FATOS REAIS!” Ela começa a rir. Estou saindo com uma garota. Que não está presa no passado. Em medo. Ou ex-namorado. Estou saindo com um garota. Que quando meu telefone toca, eu espero que seja ela. Estou saindo com uma garota. Que quando ela me beija, esqueço por 2 minutos, que meu pai está morrendo. Quando ela me abraça, esqueço por 2 minutos, o peso e a dor que estou vivendo. Quando ela sorri, volto a sentir, que a vida pode ser leve e pura. Que esse sentimento, não são 18.000 mulheres que me fazem sentir. É uma. É ela" SpeachLess.

Look back. Forgive all.

Look forward. Trust everything.

Exemplos de Vida.

Acredito cada vez mais que há pessoas que são anjos, que vêm para cá com uma missão tão reduzida quanto essencial. Parece-me que o Manuel Forjaz foi uma delas. É de facto a sublime diferença entre TER uma doença e/ou não se permitir, recusar-se, a SER essa doença. Há pessoas que são iluminadas, guerreiras, especiais, inspiradoras e que nos transmitem uma quase "obrigação" em evoluir, em nos tornarmos melhores seres humanos. Há que sair da posição do queixume, da vitimização, e abraçar a vida. Não deveríamos precisar de saber que nos resta pouca vida para começar a saber aproveitá-la, nos pequenos nadas que são tudos. Ponhamos os olhos nisto ! Obrigada a ele por todo o legado que, directa ou indirectamente, nos deixou. Grande Homem. R-e-s-p-e-c-t mesmo. Espero que todas as pessoas que passam por este suplicio, na pele e na família directa - infelizmente também sei bem o quanto amargo e desesperante sabe -, se deixem tocar por esta onde de luta e de esperança. Aqui envio a elas toda a minha energia, compaixão e força.

Quem não deixa o que não basta, não descobre o que lhe falta.

Pai.

Feliz dia dedicado ao Pai, pai. Que o de seres meu pai foi todos os dias desde que vim ao Mundo, ainda que nem sempre tenhas conseguido sê-lo da forma mais presente. Deste e fizeste o que pudeste, o que soubeste. Já te perdoei as faltas e os poucos. Estive durante demasiado tempo zangada contigo mas hoje sei e entendo que a zanga só é possível onde cabe o afecto, que é forte o suficiente para resistir a ela. Sou grata por a vida te ter deixado ficar, por o teu "mal maior" nos ter aproximado tanto e tão bem, por não terem ficado abraços por (te) dar, coisas por te falar. Hoje estou em paz contigo. Connosco. E apesar de tudo, és o pai que tenho e orgulho-me de tudo aquilo pelo que agora te arrependes. Acredita que, a mal ou a bem, me ensinaste muito mais do que poderás algum dia supor.

So True.

No final do dia, antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício:

escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio. É a memória que surge mais presente a que queremos guardar. É a essa a força que queremos para o dia seguinte: adormecer com um sorriso". (Catarina Beato)

Onde fores feliz, fica.

Onde dormes em paz, sonha. Onde os abraços forem os mais fortes, demora-te. O afecto é um bem escasso, cuida-o.

É proibido não ter esperanças porque o tempo pode tudo praquele que crê.

" E eu creio em dias azuis, cheios de paz dentro. Acredito na força dos sentimentos bons, na energia positiva e na colheita dos sonhos, que chega sempre nas mãos de quem semeia o bem, de quem espalha alegrias miúdas. Acredito que a bondade tem voz e acredito, também, num hoje maior que o ontem e que o amanhã. Acredito na beleza e na força de um sorriso, no encanto e energia das palavras. Acredito num Deus que tudo vê e que tudo ampara, da maneira correcta e no tempo exacto. Acredito na bondade sem disfarce, nos rostos sem máscaras e doses de paciência que movem montanhas; no carinho e na amizade. Creio na palavra que cura, nos risos gratuitos, na bússula do lado esquerdo que sempre indica o caminho. Eu nasci pra acreditar. E esperança, minha gente, é o que anda comigo ".

Algumas pessoas merecem o nosso amor; outras precisam dele.

With Love in your Heart.

And Flowers in your Hair.

De algumas opiniões Alheias.

E geralmente a ultima bolacha do pacote costuma vir partida.

As memórias da minha infância também sabem a isto:

a liberdade e malandragem. Daqueles tempos em que somos felizes sem saber que o somos e, a sê-lo, somos com e por tão pouco...

O amor está em tudo.

No que fazemos, nas amizades, na família, no trabalho, na nossa forma de estar e de ser. Há muitas variantes para o amor. Tenho aprendido que o amor próprio, como dizia a canção, é mesmo "the greatest love of all" e o amor melhor e maior é o que dedicamos e absorvemos das pequenas (grandes) coisas que acontecem no dia-a-dia. Por isso, como diria o MEC, "irritam as pessoas que esperam que o amor traga a felicidade; é como esperar que os morangos tragam as natas. O amor não é um meio para atingir um fim, não é através do amor que se chega à felicidade". É, penso eu, e por contrário, através da nossa felicidade pessoal que se pode chegar ao amor. Especialmente ao romântico, que chega em consequência e quando estamos totalmente "distraídos" e "desfocados" dele. Mais vale só que mal apaixonado, já que cada vez mais há por ai uma colecção de "solteiros apaixonados e muitos casais fingindo que se amam", ou acreditando nisso. Por isso, penso que "a chave" é não nos entregarmos por pouco ou pelo que não serve. Lá porque "andamos a ver as montras" não temos de entrar e comprar a "loja". Há que escolher bem. E, até lá, aprendamos a estar sozinhos, na nossa companhia, a amar e preencher a pessoa que somos. "Não procures alguém que te complete. Completa-te a ti mesmo e encontra alguém que te transborde". O resto vem. Chegará. Sem pressas, medos, ou carências. "Apenas o que podemos admirar é amor, o resto é apenas confusão mental". E confusões mentais não são talhadas a trazer felicidade a ninguém. A felicidade, a verdadeira, plena e pura, pode e deve estar em nós. A que vem, que nos trazem, é sempre um acréscimo a essa. Eu cá, vou ficar à espera, sem esperar, da minha Masterpiece*

Pequena reflexão sobre o dia dos namorados.

"Amanhã é dia quinze. Imagino que este seja o pensamento de muitas pessoas: “Hoje é dia catorze, mas amanhã é dia quinze.” Nunca entendi muito bem a finalidade de celebrar este dia. Não o sinto mais especial que outro dia qualquer do calendário. Talvez este seja o meu lado cínico e amargurado a falar mais alto – quem sabe? Há um ano partilhei este dia com alguém: não trocámos prendas, não fomos jantar fora, não ligámos sequer a esta data, mas amámo-nos como se fosse outro dia qualquer. No ano anterior passei este dia sozinho, no ano anterior a esse também, no anterior a esse também. Passei maior parte dos dias dos namorados sozinho a cultivar o culto pelo amor próprio. Em todos os outros que partilhei com alguém nunca liguei muito a isso. Não que não acredite no amor, nas demonstrações de carinho, na celebração dos sentimentos. Nada disso. Acredito piamente no amor. Acredito em tudo o que esse amor engloba. Acredito nas palavras e nos gestos que fazemos por amor. Talvez daí este meu cinismo por esta data. Daí este meu descrédito pelos corações de peluche, os cartões e as rosas vermelhas de dia catorze. O amor celebra-se todos os dias. O amor celebra-se a todos os momentos, em todos os gestos - mesmo nos mais pequenos. Aliás, mais nos mais pequenos. Amar implica uma continuidade. Amar e ser amado obriga-nos a darmos o nosso melhor constantemente. Obriga-nos a estarmos atentos. Obriga-nos a construir, todos os dias, uma base para o futuro. De nada valem os cartões, os jantares a dois, os passeios pelos jardins regados de beijos e clichés românticos, se forem, apenas, a consequência de uma data no calendário. O amor está tão banalizado nos dias que correm, não o banalizem ainda mais. Não o marquem com uma cruz no calendário para o celebrarem de ano a ano. Acreditem no amor. Cultivem o amor. Colham os frutos desse amor. Não hoje, não amanhã, mas sempre. Sejam os melhores para quem amam: todos os dias, a todas as horas. Amanhã é dia quinze: não se esqueçam de celebrar o vosso amor". (Pedro Rodrigues)
Creio que apenas quem é da minha área poderá entender a dimensão do que direi a seguir, mas há uma beleza indescritível, quase poética, no que fazemos. É nestas alturas, e ao reler trechos como este, que me relembro o porquê de ser tão apaixonada por esta profissão, esta forma de pensar o mundo, as pessoas e a nós próprios. Por nada ser inócuo, óbvio ou evidente. Tudo em nós é mais alguma coisa do que o que mostramos ou sabemos e é nessa descoberta que reside o mais fantástico dos percursos. Tornar consciente, tornar claro, reescrever a história que em todos nós resulta da estória que tivemos e das relações que fomos estabelecendo, ganhando e perdendo. Nós somos, de facto, nós e as nossas circunstâncias. O bonito é saber que a história pode passar a ser contada, vivenciada e lida de outra forma. É esse o nosso trabalho. O de devolver a esperança, a liberdade e a vida. (Sobre a compulsão à repetição): "Eu corria tão depressa que a minha mãe não conseguia apanhar-me. Então esperava que eu adormecesse e vinha ao meu quarto, durante a noite, para me bater com o cinto... Não recebi afecto, portanto não consigo dar. De facto, não consigo dizer à minha filha que a amo. Então sacrifico-me por ela. Através dos meus comportamentos digo aquilo que não consigo dizer por palavras. Dou às escondidas e sem uma palavra. Espero que ela compreenda". A repetição de uma transmissão desajeitada de afecto é uma estratégia de defesa que mutila a expressão da personalidade e altera as relações entre a mãe e a filha. É um contra-senso de afecto. Neste exemplo, a mãe repete exprimindo um afecto esquivo, distante, talvez mesmo gélido, porque não ousa verbalizar o afecto. Quanto à filha, lida com a mãe que adopta uma postura de adulto dominado, dedicando-se à filha e anulando-se perante ela. Será necessário esperar que a filha cresça para entender o sentido dessa estratégia comportamental. E, como a retirada da mãe fez da criança um bebé grande, é de esperar que passem várias décadas antes de descobrir o que isso significava". ( Boris Cyrulnik) ... E isto quando (e se) se descobre.*

Ao completo e ao que procura completar-se: Amor e Apego.

" Ao Apego, a dependência. A compensação, no outro, de uma falha básica de amor ao próprio, amor estrutural. A procura de ser-se amado porque o outro ama ou, amar para se sentir amado. A procura do amor para colmatar a tal falha essencial - dependência, possessão, necessidade de controlo e manipulação. Preenchimento de um vazio interno. A salvação!? Apego, no ser inseguro que busca completude em variáveis e circunstâncias externas que não do próprio. Egoísmo e não amor próprio. No apego, não se dá sem esperar receber de volta. Amor imaturo em que há a anulação da identidade do próprio.Porque tudo passa e, para tudo há um fim, o sofrimento voluntário, na dependência de um outro que é impermanente. É meia pessoa à procura de meia pessoa, com vista à completude. Erro! Tem por base a ideia de um amor uno, em que dois seres se completam. Não fossemos nós já completos antes do Amor a um outro. A junção de dois meios que perverte o que deveria ser Amor. Contudo, existe no imaginário e potencia um engano dos cinco sentidos em simultâneo. Mentir-SE a um próprio que nunca se amou. Apego como uma relação simbiótica, de dois sistemas que se auto-alimentam e, por isso dependem um do outro para viver.Por oposição, o Amor. A liberdade, autonomia e co-existência, partilha... uma homeostase de dois sistemas, precisamente em equilíbrio. A ausência de ganância, de egoísmo. É um conceito anterior a qualquer relação, no sentido em que existe um amor próprio, que permite que o Amor pelos outros seja mais honesto. Porque me amo, dou, partilho. Não procuro no outro compensações, valorizações ou preenchimento de vazio. Dar, sem esperar retorno. Genuinamente, isto! O espelho da felicidade do outro, numa dádiva sem expetativa de retorno. Amor, não porque se é amado, nem para que se seja amado. Amor, como define o dicionário, disposição dos afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém. É querer genuinamente a felicidade do outro, em detrimento de "interesses" do próprio. O amor não mente, acontece... " (Andreia Aires Oliveira)

Scars are Souvenirs we never Loose.

Não sou saudosista por natureza:

"Vivo no dia de hoje com aquilo que tenho e com as pessoas que me acompanham. Mas, ainda assim, sinto saudades de tantas coisas. E de algumas pessoas. Sinto saudades principalmente de quem sei que não posso ver mais. De quem se ausentou sem pedir permissão. De quem foi "ali" e já não volta. Saudades daqueles perante quem a vida (me) trocou os planos. Saudades infinitas. Que o tempo não apagará nunca"

O Amor num McBurger.

" Pessoa ficaria chocado se visse o que andamos a fazer ao amor. Esgotou-se o tempo para escrever cartas à Ofélia. Perdeu-se a paciência para romances longos. Em vez disso, multiplicam-se sites e chats com promessas de amor – não eterno, mas rápido. Não surpreende na sociedade que fomos construindo: queremos tudo para ontem e pedimos tudo para amanhã. Profissões esgotantes, horários loucos, cursos intermináveis e créditos em catadupa. Vivemos mais tempo, mas somos pressionados a atingir mais coisas e cada vez mais cedo. Parece que o prazo de validade dos sonhos encurtou. Mais ambiciosos e sonhadores, somos também menos tolerantes às contrariedades, dissabores e infelicidades. Escravos dos prazos que nos impõem, fomos perdendo tempo para nós próprios e passámos a querer o amor tal como o almoço do trabalho: rápido, fácil e, de preferência, já embalado. Sinto um salto gigantesco entre a minha geração e a dos meus pais: desde o tempo dos beijos roubados às escondidas de uma sogra distraída, para os dias do amor apregoado por anúncio. Nesta época de inquietação em que queremos viver tudo apressadamente, várias páginas prometem facilitar-nos a vida derramando slogans aliciantes como “rápido e eficaz”, “eles são felizes” ou “começa já uma relação”, tudo acompanhado de fotos que parecem saídas de promoções para um branqueamento dentário. Ao ouvido chegam-me relatos constantes de encontros múltiplos e falhados — daqueles que dão um arrependimento danado de sequer ter saído de casa. E não foi só porque o par era entediante, chato ou inconveniente, mas sobretudo porque as expectativas e a pressão nos tramaram o encontro. 
Criamos grandes expectativas com base em imagens que a sociedade nos pedincha: lindos, sorridentes e felizes em tudo o que é rede social. Espreitamos o Facebook e avaliamos fotos, séries ou músicas comuns para ver se faremos faísca. Mas a pressão social e a impaciência tiram-nos a capacidade de esperar por quem valha mesmo a pena, e roubam-nos o tempo e a vontade para realmente conhecer o outro. Expectativas elevadas podem trazer desilusões desastrosas. E desilusões repetidas tiram credibilidade ao futuro, como se ele não reservasse nada mais a não ser mais do mesmo. Alimentamo-nos mal quando não temos tempo: gordura e hidratos dão uma sensação rápida de saciedade. Andamos a fazer o mesmo com o amor: para nos satisfazermos, confundimo-lo com atenção e aceitação, mas nenhuma delas é companheirismo ou entrega. A atenção é fugaz, impaciente e alimenta-se de imagens; o amor é lento, pachorrento e cria-se com o tempo. 
E assim seguimos: juntos, mas cada vez mais isolados e desconectados. Comunicamos, mas não empatizamos. O desejo de nos sentirmos acompanhados e acarinhados está na nossa natureza e ainda bem que assim é. Mas não há como fazer do amor uma entrega ao domicílio. É preciso ir lá para fora de coração aberto, mas não desesperado. Por isso, ponham o calendário social na gaveta e, a saborear, que seja um amor “gourmet”: especial, doseado e memorável". (in P3 Publico)

As coisas grandes da vida só chegam com muito trabalho:

é preciso cultivar, cuidar, regar, esperar interiormente… e depois dão frutos cá fora, de mil formas diferentes.

Há 30 anos atrás foi assim...

Dizem que "surgi de uma ovulação extra e inesperada" da minha mãe; 9 meses depois esperavam-me paragens cardíacas num parto difícil e de urgência e, a muito custo, lá vim ao mundo. Já desde então vinha a lutar e, até aqui, creio que é algo que me define: não baixar os braços, não calar a voz. Nada acontece por acaso e acredito que estava escrito algures que eu tinha que cá estar. Havia um propósito para eu cumprir. E tenho estado, com tudo. Vim para ficar. Para acreditar, para ser, para viver na entrega do que sou e do que faço. Não sei ser outra que não eu. Estou aqui para descobrir e fazer o meu percurso, ser melhor pessoa a cada dia, mês, ano. Mantenho os meus principios e valores, o brilho no olhar e a coragem e "fome" de mais no coração, mesmo derrota após derrota. E hoje digo "à boca cheia" que tenho muito orgulho em quem me tornei. Hoje chego aos intas. 30. Número redondo mas pequeno, comparado com a imensidão de vida e de mundo que ainda me falta e me espera, que tenho pela frente. "Crescer, afinal, custa. Demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas, ou com poucas, onde o adversário somos nós mesmos". E, na maioria dos dias, posso dizer que venci-me. Superei-me. E tenho de me orgulhar de mim. Consegui manter a genuinidade de menina mas ganhei o bom senso, a sabedoria, profundidade, simplicidade, e cabeça de uma mulher que se tornou cheia e dona de si. Hoje já não sou quem era; devo ser quem me tornei. E gosto muito mais de mim assim. Desejo continuar a acreditar na felicidade que o mundo inteiro carrega, nas pequenas coisas; desejo que consiga aproveitar cada minuto da minha vida com um sorriso aberto e que nada nem ninguém me impeça de continuar a crescer, por dentro, sobretudo por dentro; desejo que o impossível seja apenas uma palavra e não um obstáculo; que os meus próprios desejos não se desvaneçam, que cresçam; desejo que os meus sonhos inteiros continuem a ser sonhados e, na hora certa, realizados. Desejo sentir-me sempre serena e segura na minha pele. Desejo nunca parar de desejar (e de querer). "Festejar o aniversário de alguém é mostrar que a sua existência merece o nosso contentamento". E chegar aqui a sentir-me tão "festejada", tão certa e tão feliz deixa-me grata e, portanto, tenho que agradecer, mesmo que não precise: À vida e ao mundo; a mim mesma; aos meus pais que me trouxeram "para cá" sem eu pedir e aos avós que foram mais que pais; às pessoas que fui perdendo pelo caminho mas que fizeram parte e me ensinaram sobre elas e sobre mim; mas, sobretudo, aos amigos-irmãos, que me conhecem como a palma da mão e, ainda assim, ou talvez por isso, me guardam e se deixam guardar. Que insistem em permanecer e me fazem sentir tão imprescindivel, amada, insubstituivel, única. Obrigada. Aos mesmos, poucos mas grandes, enormes, aos de sempre. Que me sabem tão bem, no bom e no mau, e me aceitam como eu sou, com tudo o que dou, sei, faço, aconteço. São talvez as únicas pessoas que podem verdadeiramente falar de mim, sem julgamentos ou artifícios. Agradeço por terem aparecido e permanecido, agradeço por todas as palavras que já me disseram, atitudes que tiveram, lágrimas que acolheram e todos os risos que já me arrancaram. Vos amo e não é pouco. É daqueles amores que não cabem em palavras... nem na vida.* Hoje estou feliz. Sou muito, tão, feliz. E hoje sei que a felicidade é a de cada um...

2013, foste um óptimo professor.

Soubeste ser tanto “besta como bestial”, o que me ajudou a contrabalançar e a relativizar as coisas; a valorizá-las também. Por vezes foste “madrasta” mas lembraste-me sempre do quão forte sei ser, mantendo a cabeça levantada, as crenças renovadas e o coração forte, mesmo quando esteve frágil. Permitiste-me surpreender-me a mim mesma, uma vez mais. Agradeço. Descobri de novo que errar faz parte da nossa verdade e do nosso crescer, independentemente do que aconteça. E eu volto a preferir errar sendo fiel a quem sou do que acertar não sendo eu. Portanto, erros, tropeções, e falhas à parte, mantive-me, mal ou bem, sempre fiel a mim própria, nunca passando por cima de mim nem de ninguém. E mesmo os meus erros são isso mesmo: meus; portanto tenho direito a eles. Mas vou errando melhor, sempre melhor. O tempo, esse, mostrou-me de novo que precisa de tempo e pede paciência. Além de ser rei e um grande mestre, ele assusta as pessoas; por sermos todos intolerantes à dúvida, à imprevisibilidade dos dias, às ausências, às inseguranças, ao "não saber o plano para amanhã". Tendemos assim a controlar o frenesim dos dias, as rotinas e as coisas, porque o controlo nos traz uma ilusão de segurança, de previsibilidade. Mas a realidade é que ninguém sabe o minuto a seguir e se não estamos predispostos "a arriscar o ano que vem" e o dia seguinte, então não devemos levar “pela mão” e pela vida as pessoas com quem nos damos a cada momento. Há que arriscar, portanto, com a certeza cega de quem acredita que não há qualquer hipótese de falhar. Porque, no fundo, tudo é um tiro no escuro. Trouxeste-me um amor de mãos pequenas e de um coração que, na altura, conheci grande. Intenso, bonito, mas fugaz. Esse amor ensinou-me tanto. Entendi, com ele, que a criação de uma relação de amor pode ser tortuosa de vez em quando; nem tudo são rosas e mesmo as rosas trazem espinhos. Os problemas, desencontros e conflitos são inevitáveis, mas esses problemas tanto podem ser encarados como fontes de ressentimento e rejeição ou como, por outro lado e de forma construtiva, oportunidades repetidas para aprofundar a intimidade, o carinho e a confiança. É sempre uma escolha nossa. O ingrato é que só podemos escolher da nossa parte, já que “para bom amor meio coração não basta”. O que rápida e dolorosamente me fez perceber que, a estar, temos de estar no mundo dos outros quando chove e quando faz sol, mas nem todos têm essa capacidade. E já dizia “a outra”: “O amor não foi feito para os preguiçosos, foi feito para os soldados”. E tinha toda a razão. Dei-me conta também que facilmente confundimos e camuflamos relações com dependência e chamamos-lhes amor. Por outras palavras, “insultamos” vezes demais o amor, porque o tomamos por tanta coisa diferente dele: Egos, rejeições, faltas, vazios e carências nossas. O amor, esse, é gratuito e não deverá ser auto-centrado. É, antes, livre e absoluto, um complemento ao que somos, um transbordar no que já existe de completo em nós e não as peças que nos faltam ao “puzzle”. Torna-se portanto perigoso pensarmos que fulano ou fulana é o homem ou a mulher da nossa vida. Pode, quanto muito, trazer mais vida à nossa vida, mas como acrescento, nunca como “o ar que respiramos”. Prefiro portanto saber e dizer que “Não posso ser a mulher da tua vida porque já sou a mulher da minha”. E hoje sou mesmo, profundamente. É então na autonomia emocional, afectiva e psicológica que podemos estabelecer verdadeiras ligações e relações. A dependência é traiçoeira, cega-nos, e faz-nos ser egoístas e virados sobre o nosso umbigo… e pouco mais. Apercebi-me, nestes 365 dias, que hoje sou e sei-me mais feliz por me sentir segura ao ser amada sobre toda a minha verdade. E isso basta-me. Já sei, vou sabendo, cuidar do que e de quem é verdadeiro e deixo (sobre)viver em mim sempre esta vontade bonita, toda e só minha, de crescer por dentro. Já me sei rir dos meus choros, aprendi a tratar a tristeza como a uma anedota, a não lhe dar tanta importância, por já trazer a certeza de que tudo o que vai, volta. Mas nem tudo o que volta encontra o que deixou. O que hoje é, amanhã já se transformou. Acalmo assim a alma e ando mais devagar porque já tive pressa e, em parte, estou cansada. Cansada mas serena e realizada, mais cheia e dona de mim. Confirmei, no passar dos dias e do ano, que somos a soma de todos os momentos e todas as pessoas que vivemos e que viveram e coexistiram connosco, em diferentes proximidades e afinidades. E são esses momentos que se transformam na nossa história. A felicidade é, no fundo e portanto, uma colecção de momentos e vem de dentro. Sempre de dentro. Procurá-la (apenas) cá fora, no mundo e nos outros, é uma ilusão que gera frustração e dependência. Ser livre é, por isso, ser o que e quem se é, em vez de ter; de esperar. De reagir ao agir do outro. Somos nós que nos fazemos felizes. Somos nós o nosso “euromilhões”. Por isso, é bom que apostemos, todas as semanas da nossa vida, todos os dias da nossa vida, tudo o que temos em tudo o que somos. Porque somos nós tudo o que temos. No fim de contas, rendo-me à evidência de que não vale muito a pena arquitectar e guardar pensamentos e ruminações. A bússola melhor é sempre a da intuição e do coração, porque sentir é uma forma de saber (a melhor, diria eu). Guiemo-nos então por ela. Pensar muito não significa que estejamos a pensar bem. Revela-se-me portanto em vão a energia que despendemos a ter pena de nós próprios e a chorar o que já lá vai. Desprendamo-nos do passado, de ficar à espera do que já não vem. É ilusório esperar que “de uma árvore de limões acabem por cair laranjas”. Não nos serve, vamos embora. Simples assim. Aprendamos com isso mas saiamos do lugar da vítima, do azarado, do coitadinho. A sorte somos nós que a fazemos, o sofrimento é opcional, e ninguém tem o poder de nos deixar mal sem o nosso consentimento. Por isso em vez de pensarmos que o mundo esta contra nós, mudemos as correntes e estejamos nós a nosso próprio favor, façamos por isso. As rédeas e a responsabilidade da nossa vida são nossas e só nossas. Usemo-las. Aceitemos o que nos acontece. Não podemos prever o que dai vem mas podemos sim mudar a forma como lidamos com isso. Crescer. Evoluir. Tenho e acredito para mim, cada vez mais, que estamos, no aqui e agora, precisamente no lugar e no tempo de consciência e aprendizagem em que era suposto estarmos. E, mais cedo ou mais tarde, sem nos apercebermos, todas as coisas se alinham e conspiram de forma a juntar os pontos, a ganharem um sentido. Mas nos entretantos, nos compassos de espera e até lá, temos de ser nós a preparar e cultivar a nossa paz. As relações que queremos manter e preservar, investir, cuidar. Parece-me que se torna necessário ter várias experiências para nos desafiarmos, para nos expressarmos, para oferecermos algo a mais alguém; para conhecermos do que somos capazes e o limiar dos nossos limites. É essencial, diria. Isso e agradecermos as coisas boas. É um óptimo exercício que nos ajuda a perceber o quão ingratos e cegos podemos ser/estar perante a vida. Ajuda a lembrar o bom de cada dia, e isso vale muito. Vale tudo. Sejamos mais flexíveis e menos duros connosco e com os outros. Paremos de julgar sem estar na pele do outro, nos sapatos do outro. Somos todos diferentes e há que aceitar que os outros têm um tempo e um modo diferente do nosso. Por isso, não temos o direito de interferir no caminho deles, de os apressar. Mesmo que acreditemos que é o melhor para eles. Bom… Melhor?! Prepotência a nossa! Cada um é que pode e deve aprender, fazer o seu percurso, entender com o tempo e as experiências o que é o seu melhor e o seu pior. Mesmo que estejamos a ver que quem nos é querido se irá “espetar”, não nos compete a nós decidir, opinar, aconselhar, fazer, pensar e sentir por eles. Resta apoiar, respeitando, no matter what. Eis o nosso papel. E já é muito. Outras pequenas-grandes aprendizagens: - Ninguém muda ninguém. E, caso o faça, apenas o fará pelo exemplo; - É o medo de perdermos as coisas que nos faz perde-las. Quantas coisas perdemos então por medo de perder?! Demasiadas. Livremo-nos do medo. Agarremos a coragem; - Tudo o que damos recebemos em dobro, basta estarmos atentos e gratos. Há que abrir os olhos ao que nos rodeia; e há que fechar o coração e a vida a quem não nos queira bem; - No caminho que trilho sou responsável (apenas e só) por mim e pela pessoa que decido tornar-me de dia para dia. Por isso vivo para ser melhor e maior. Para ser enorme. É o meu pressuposto. E quem quiser que me acompanhe. “ A vida é tão grande e tudo se resume a tão pouco”. Ao importante. Por isso: A 2013 o que é de 2013. 2014: estou de braços, alma e coração abertos para ti. Chega logo que eu vou-lhe usar… e muito bem. Obrigada a quem me ama e a quem eu amo por nunca me deixar esquecer quem sou e o que valho, mesmo e quando eu própria me esqueço. Por me ajudarem a crescer por dentro. Não seria metade do que sou sem os que, a mal ou a bem, me conduziram até aqui. Até mim. Grata por tudo e tanto disso. Desejo com força um ano cheio e grandioso a todos. Com saúde e paz, que o resto a gente corre atrás. Façamos destes 365 dias uma história para contar e lembrar*

Seguindo.

"Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens. Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer. Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade. Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas siga adiante." (Papa Francisco)

Quem não sonha é quem morreu.

Pés na terra, olhos no céu.

Presentes.

"Os melhores presentes sao os inesperados. Tem de ser bons mas, gracas a surpresa, podem nao ser tao bons como os esperados. Dizemos "é so uma lembranca" e pensamos que estamos a ser hipocritas porque nao é possivel esquecer a obrigacao de dar presentes. No entanto, lembranca é uma bonita palavra. Nao significa so "nao me esqueci de ti". A lembranca é o acto de lembrar, no sentido mais espontaneo, sem obrigacao ou vontade. A unica maneira de cumprir essa amabilidade é comprando o presente e oferecendo-o a pessoa a qual esse nos fez lembrar. Nao porque nos lembrámos dela mas porque traziamos quase esquecida aquela pessoa e aquela coisa lembrou-nos o quanto a amávamos, e o prazer que deu lembrarmo-nos dela. Nao é so uma lembranca, é uma verdadeira lembranca! Aquelas prendas boas, que enchem de satisfacao a quem se as da, sao lembrancas de amor. Sao simbolicas. Um filho pode dar-nos um pedaco de papel com um coracao rabiscado e derretemo-nos; um postal que acharam ser "a nossa cara"; uma fotografia tirada que reflicta e congele algum momento especial, ... Os presentes entre as pessoas que se amam nao dependem do dinheiro que se gasta neles. Dependem da atencao e do amor que se investe e sao sempre bem escolhidos porque foram dificeis de escolher, com a dificuldade que so custa a quem ama, a quem quer bem. Nao sejamos hipocritas e nao falemos em solidariedade e bondade somente nesta epoca do ano. Lembremo-nos de ser assim para os nossos e para os outros ao longo dos restantes meses".

Que sera, sera.

Tu não és Especial.

" Apesar dos miminhos que recebeste dos teus pais, apesar de teres amigos que se riem das tuas piadas e apesar de já teres passado por muita coisa… não caias em ilusões: tu não és especial. Não és especial porque andaste naquela universidade ou tens aquele trabalho. Não és especial porque tens boa aparência ou porque há alguém que gosta de ti. És apenas mais um em 7 biliões, por isso escusas de andar por aí como se o mundo te devesse alguma coisa. Essa cara de vinagre fica-te mal, e esse ar só estraga o ânimo à malta. A sociedade não te deve um trabalho, a família não te deve uma casa e os teus amigos não te devem atenção. Nada disso: o mundo não te deve nada, és tu que deves muito ao mundo. Deves ao mundo o teu tempo, energia e inteligência. A tua melhor intenção e o teu melhor empenho. Trabalhar porque acreditas que o teu trabalho é importante, não porque tens um estatuto a manter. Estudar pelo entusiasmo de aprender e não apenas para passar nos exames. Namorar porque adoras a pessoa que está contigo, não porque não aguentas estar sozinho. Viajar porque queres viajar, não para teres fotografias para mostrar. Cuidar bem dos outros porque queres o bem deles, não para provares que és bonzinho. Podes tentar fugir disto, claro. Podes ficar escondido atrás das cortinas e lamentar-te de todas as dificuldades que tens pela frente. Podes ficar à espera que alguma coisa te venha salvar…mas no fim tens apenas que decidir uma coisa: o que vais fazer com cada hora do teu dia? O que raio vais fazer da tua vida? O mundo precisa de ti. E tu precisas de viver o melhor que tens. A tua vida é demasiado importante para depender de te sentires especial. O caminho vai ser longo e difícil. Vais ser criticado e vais falhar… mas se apesar de cada falhanço, cada crítica e cada sofrimento continuares a dar o teu melhor… então é porque te tornaste em alguém especial". (in inesperado.org)

Um amor verdadeiro tem verdade em tudo o que lhe segue.

"Dias de verdade, noites de verdade, amizade de verdade, beijos de verdade, partilhas de verdade e dor de verdade. Daqui ou do outro lado do mundo, os amores verdadeiros não se perdem. Estão destinados, foi escrito e selado que um dia se vão esbarrar numa praça qualquer, numa esquina, onde for. Os amores verdadeiros aparecem quando se deixa de acreditar neles. Por isso, desacreditem-se, para voltarem a acreditar". (Inês Alegre)

She.

Escreve na Areia o que dás, grava numa Rocha o que Recebes.

Modo de Usar-se.

"... Não costumo ir atrás desta história de "foi usada". No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco. Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer. Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde. Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas. Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto. E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou "apenas" 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu. Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida. Use-se." (Martha Medeiros)

Ele Capricha.

Despacha-te.

"Eu tenho a mania de assustar os homens, com todas estas conversas de amor verdadeiro e laços que não se quebram por nada que a vida nos possa trazer. Há dois tipos de pessoas dentro de uma relação, ou até mesmo fora dela. Existem as pessoas que acreditam no amor e que por mais quedas e tropeções que o destino lhes dê, vêm sempre a tal luz ao fim do túnel, que se proporcionam sempre a sofrer por amor mais uma vez, com a ínfima hipótese de dar certo. E depois há aqueles que já não se dão ao trabalho, e constituem assim o conjunto de pedras que vamos apanhando pela nossa vida fora. Um dia foram nós, calçaram os nossos sapatos, e prometeram mundos e fundos a alguém que lhes falhou na promessa, e se há coisa que eu sei, é que não há nada que magoe mais do que uma promessa falhada para quem cumpre a sua palavra. Hoje as pessoas não namoram, ficam juntas. Dormem agarradas umas ás outras, mas não andam de mão dada na rua. Oficializar uma relação nas redes sociais parece ser a maior prova de amor que se dá no século XXI, e perdoar uma traição quase que parece bonito e romântico. Aprendi com o tempo, que quem ama não trai. Seja de uma maneira ou outra, não se magoa quem se gosta. Não faz sentido, e se só é fiel quem pode e não quem quer, então devíamos ter que passar por uma série de testes para podermos dizer a alguém que o amamos. Testes cognitivos, físicos, testes do verdade ou consequência e quizz's, e se é crime mentir sobre aquilo que se vê, então mentir a alguém ao dizer que o amamos deveria ser também. Já me mentiram muito ao longo do tempo, mas prefiro acreditar que quem o fez, não foi por pura maldade ou com más intenções, mas sim porque nem todos temos a capacidade de amar incondicionalmente, e esse tipo de amor assusta as pessoas. Aquele tipo de sentimento em que dizemos a alguém que o vemos daqui a seis meses, com todas as certezas do mundo que ainda o vamos querer abraçar e beijar da mesma forma, ou que daqui a um ano fazemos as malas e acabamos por mudar a nossa vida, porque achamos que sair à rua não tem o mesmo sentido se não tivermos a possibilidade de nos encontrarmos com a pessoa que gostamos.O tempo assusta as pessoas, a distância, as inseguranças, o "não saber o plano para amanhã", mas a realidade, é que ninguém sabe o minuto a seguir, e se não estamos predispostos a arriscar o ano que vem, então não deverá ser essa a pessoa a quem damos a mão na rua. O amor não foi feito para os preguiçosos, foi feito para os soldados, por isso, despacha-te a aparecer e a ficar. Não apareças só por aparecer, eu odeio quem não se deixa ficar do meu lado. Não te deixes assustar por o aspecto que ás vezes tenho, por ser a mistura entre a mulher que ninguém quer andar de mão dada por saber os riscos que corre, e a mulher com quem se querem casar por as promessas que faz. Eu prometo e juro-te, que não deixo de te ver com encanto, passe o tempo que passar ou passes as fases que passares. Vou-te amar da mesma maneira que te amo quando acordo a meio da noite e olho para ti, nunca deste por nada, mas eu estou lá. Os dias não vão ser todos perfeitos, eu já nasci com alguma bipolaridade inserida em mim e afinal de contas, quem nunca nasceu. Tenho dias em que acordo com um brilho diferente e me rio de manhã à noite, tenho outros menos bons em que me lembro de todas as promessas que já me fizeram. Mas vou-te amar nos dois. Não te vou dizer metade do que penso. Guardo muita coisa para mim, tu sabes, quando estamos deitados na cama a olhar para o nada e a falar, há coisas que não te digo porque não tenho a necessidade de o fazer. Com o tempo, vais acabar por me conhecer sem ser preciso eu te dizer uma única palavra. Aí, vais saber que estamos apaixonados. E que apareças amanhã, ou te decidas que é comigo que deves estar, daqui a uma semana, daqui a uns meses, ou mais que isso, serás sempre bem-vindo. Quem nos ama de verdade, quem fica de verdade e nos olha por dentro, é sempre bem-vindo, seja qual for a fase e as pessoas que estejam na nossa vida. Nunca deixem fugir o homem que vos defende incondicionalmente, não há forma melhor de sabermos se estamos apaixonados por alguém, quando a vontade de os proteger é maior do que cuidarmos bem de nós" (Ines Alegre)

Sem medo do medo.

Don't let anyone ever break your Soul.

"You have to Stand on your own two feet and stand up for yourself. There are those who would give everything to see your failure, but never give them the satisfaction. Hold your head up high, smile and stand your own ground".

O que aprendi na vida é que cada um cuida da sua.

(Marcelo D2)

The moments that Changed our Life Show us how to Live it.

Namore uma mulher que sorria.

"Ela vai te ensinar que são nas coisas mais simples da vida que estão os momentos mais importantes. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não pensar demais, jogar fora o guarda-chuva, acabar a timidez, conversar mais do que permitido, tomar banho no rio. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a rir de todas as coisas esquistas da vida e, principalmente, a não ligar para o que os outros pensam. Namore uma mulher que sorria, mesmo sem fazer nenhum som, de uma forma totalmente louca, você vai ter vontade de abraça-la. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ser sério não tá com nada, a seriedade é duvidosa, a alegria é interrogativa. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que paixão e satisfação caminham de mãos dadas. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a ser imprudente, porque, se andar sempre em linha recta não terá historias para contar. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a chorar nos filmes bobos e a dormir nos filmes chatos. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ninguém deve julgar seus defeitos. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar, por mais que voce esteja sofrendo, um sorriso sempre alivia um pouco. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, as vezes, é preciso chorar, porque se você procurar felicidade eterna, não encontrará. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que amor não precisa de papel assinado. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não arrumar a casa na segunda-feira, não sofrer com o fim do domingo. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, começar de novo é exactamente o que uma pessoa precisa. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que as mulheres não são frágeis. Elas só querem alguém para sorrir junto. “Não seja sério; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa.”

O segredo não é correr atrás das borboletas.

É cuidar do jardim para que elas venham até nós.

A Carta que Nunca nos escreveram.

" Não sei como hei-de começar esta carta. Se te começo por pedir desculpas, ou se te digo que ainda te amo. Desculpa-me e ainda te amo. Passaram-se meses desde a última vez que me disseste, que deitavas alguma coisa por mim sem ser indiferença e nostalgia, e estás quase tão distante de mim, como eu da pessoa que agora dás a mão. Não sei ao certo o porquê de te escrever esta carta, mas dei conta de ti ontem. Ontem à tarde estava na minha vida, metido nos meus problemas e enfiado nos meus próprios pensamentos, quando me apercebi que o Inverno estava a chegar, e que o ia passar sozinho. Veio-me uma imagem de ti à cabeça. Foi breve, estavas com um casaco branco e o cabelo castanho enorme a bater-te em baixo dos ombros, e olhaste para mim e sorriste. O sorriso que me costumavas dar, e deste-me durante tanto tempo, só porque sim. Fizesse eu bem, falasse eu mal, estivesse eu num bom ou mau dia, nunca te esqueceste de dizer o quanto gostavas de mim. Outros dos motivos pelos quais te quis escrever foi para te pedir desculpa. Desculpa-me por todas as vezes que te troquei, ou que te menti. Por todas as vezes que te chamei louca, porque sei que em ti há mais sanidade do que em mim algum dia haverá. Fui eu que te fiz assim. Fora de ti, sem nada a perder ou nada a ganhar, que te transformei no monstro de dúvidas e inseguranças que hoje és. Desculpa por todas as vezes que te disse que nunca te haveria de magoar, sabendo que já o tinha feito. Pela capacidade fora do normal que tive de te enganar, ou por todas as vezes que deixei alguém falar mal de ti à minha frente. Desculpa-me ainda mais, por a quantidade enorme de mulheres que usei para esquecer-me do teu sorriso. A culpa não é delas, é minha. Não as odeies por tentar fazer delas uma cópia tua, por tentar cheirá-las e te sentir a ti, ou por quando dizia que as amava antes de as levar para a cama, querer ver-te a ti em baixo de mim a sorrir. A culpa foi sempre minha. Vi-te no outro dia e o meu coração disparou. Estavas incrivelmente bonita, e pela primeira vez compreendi que nunca precisaste de mim para nada. Que sempre foste assim, mulher do teu nariz, bonita, cheia de sorrisos e com uma capacidade fora do normal para te dares bem com as pessoas que gostas. Fui eu que sempre precisei de ti. Que mesmo mais pequena que eu, arranjava conforto em estar nos teus braços. Que não havia voz que me acalmasse mais de manhã, ou que quisesse mais ouvir antes de me deitar. Estavas tão bonita, tão sorridente, com uma cerveja na mão e o cabelo pouco penteado como costumas andar, e estando os dois no mesmo espaço, não deste por mim. Estavas no teu mundo, nos teus problemas, que com força e com todos os meus erros deixei de fazer parte deles. Olhei para ti com mais intensidade do que olhei em todo o tempo que estivemos juntos. Há coisas que só compreendemos quando perdemos alguém. Nunca tinha reparado como o teu sorriso é bonito visto de fora, nem como pareces estar em câmara lenta quando te rodeias das pessoas que gostas. Se um dia fui o teu namorado e tinha gosto em quando passavas, ver todos os homens olharem para ti, e tu, tão ingénua com o teu sorriso me vires beijar a mim sem dar ali por eles, então eu fui o eles. Fui eu que te vi a ti, a passar, com os olhos de expressividade que tens, e o sorriso que mandas quando vês alguém que amas, passar ao meu lado e beijares alguém, que te olhou como um dia te devia ter olhado. Sei que estás apaixonada. Pensei muitas vezes para mim mesmo, que um dia ia mudar. Um dia ia ser o homem que mereces, e que o destino acabou por te fazer encontrar. Que te ia deixar de mentir, fazer chorar, ou dar pouco valor quando aparecias do nada para me perguntar se estava bem. Nós homens, pensamos que quanto mais magoarmos as mulheres, mais elas vão esperar pelo dia em que deixam de ser magoadas para nos começarem a dar valor. Disse-te muitas vezes que tinhas sorte em me ter como namorado, mesmo sabendo que o azar era teu e não meu. Eu devia ter sabido, que uma mulher como tu, tão independente e agarrada aos sonhos, era a sorte que a vida me tinha metido na frente. Por todos os dias mal passados, por todas as mensagens que fiz de conta não ver, por todos os telefonemas em que virei o ecrã para baixo, pelas vezes em que guardei outros números com nomes de amigos, pelas vezes que te mandei uma mensagem a dizer que te amava prestes a ir ter com outra, por as promessas quebradas, por as mentiras e os dias que te afastei da pessoa que acabaste por encontrar, recebi como paga tu mais bonita que nunca, a rires-te e a passar-me ao lado. A vida deu-me como paga, tu, ao meu lado, apaixonada por outra pessoa. Desculpa, ainda te amo". (Inês Alegre)

Quédate con quien conozca la peor versión de ti...

y en vez de irse se quede y te ayude a ser mejor.

O importante não é a posição em que jogas mas o esforço de cada jogada.

Porque, apesar das dificuldades, se a equipa está unida, nunca desiste.

É no equilíbrio das nossas acções que encontramos o caminho que desejamos e construímos.

"Não de um dia para outro, mas passo a passo. De formar resiliente e única. Não há certos nem errados. Há simplesmente formas diferentes de ser. Não temos que carregar um mundo de decisões às costas nem tão pouco esperar dos outros o que não nos podem dar. Que se encontre na flexibilidade, espaço para se ser e deixar ser. Deixar ir, e deixar entrar o que vier por bem. Sou apaixonada pela vida, pelas pessoas, por mim, pelo mundo. Sou apaixonada pelo que faço e pelo que não faço, quando quero apenas ser, no vazio de alguns dias que são os meus. Lembrem-se que as metas são apenas metas e valem o que valem. Que só descobrimos que somos verdadeiramente felizes quando nos tiram o tapete vezes sem conta e continuamos a sorrir da mesma forma ingénua de quando éramos crianças... Vivam, celebrem o vosso corpo, as vossas famílias e amigos, a vossa mente. Centrem-se no essencial. Ignorem as limitações dos outros e foquem-se no que vos faz feliz. Não deixem nada por fazer... E, acima de tudo, FALL MADLY IN LOVE FOR EVERYTHING " ... e é mesmo isto !

Tentar é Véspera de conseguir.

“Mas tentar também pode ser o dia seguinte de conseguir. Tentar pode ser tarde demais: depois demais. Tentar pode até estar a mais. O pior é o depois. O pior é sempre o momento em que se desiste. Mas pior ainda do que o momento em que se desiste é o momento em que se decide desistir. O momento em que, com coragem, se consegue dizer: acabou. Pior do que o efectivo instante em que acaba é o efectivo instante em que se decide que acabou. É aí, e não antes nem depois, que a dor maior assoma: é aí que a derrota assoma. Pior do que perder é ser obrigado a decidir perder”. Pedro Chagas Freitas
A pensar que, de certa forma e ao engano, andamos demasiadas vezes movidos pelo nosso ego, na procura de encontrar nos outros o "espelho" que nos devolva uma imagem mais grandiosa de nós próprios, que nos poderá ter faltado lá atrás. Mas o que é certo é que esse espelho deverá vir de dentro e não de uma busca incessante e impulsiva cá fora, nos outros, que nada nos trará além de "palmadinhas nas costas", elogios, floreados e ilusões. Dou-me cada vez mais conta de que, as pessoas que vale a pena ter e manter por perto e cá dentro, são as que sabem dizer-nos não; que funcionam como "abre-olhos", a nós próprios e ao mundo. As mesmas que nos questionam, que nos põem em causa e nos fazem fazer o mesmo connosco próprios. São essas que muitas vezes vão "contra nós" que, no fim de contas, nos permitem que vamos cada vez mais a nosso favor. As que nos abanam e abalam mas que, voluntária ou involuntariamente, nos confrontam connosco, nos obrigam a olhar para dentro, a crescer, a revolucionar o que somos e queremos ser. São essas que nos "dão o pontapé no rabo" que nos fazem andar para a frente, crescer, tornarmo-nos mais grandiosos e melhores. Nas melhores versões de nós próprios. A todas as que me ajudaram, sem querer e sem saber, neste percurso, o meu obrigada.

O segredo para ter mais não é ter mais.

É precisar de menos.

Bring it On.

Também fico triste.

“Mas é uma tristeza doce. Não é o desespero que se agarra à garganta, nem o estar deprimido que nos rouba qualquer destino. É só ficar triste como quem não tem de fazer ou já tudo fez e tudo perdeu e em tudo se enganou porque em tudo se iludiu. Sem querer, sou o que não quis ser.” in Mara, Asfixia
http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2012/12/o-que-voce-deseja.html

A Sorte Faz-se.

Procura-se.

" Possivelmente estarás a dormir quando te escrevo esta carta, são 4.04 da manhã. Falei contigo hoje por duas vezes e por duas vezes tive a mesma sensação de perceber que tudo aquilo que eu quero é algo muito parecido a ti. Não sei se és tu, mas parece-me que a haver alguém com as tuas características, é essa pessoa que eu quero. Quero alguém como tu e desde que te conheci que a procuro de forma incansável, na esperança que alguém se assemelhe a ti, que se aproxime do que sinto por ti, que me saiba a ti, que me deixe a pensar-te, a imaginar-te o que fazes a esta hora, onde e como estarás. Mas isto, sem que não o percebas e não te incomodes mais, de forma a que sejamos só amigos como tu pretendes. Sejamos claros, a remax em vez de vender andares e colocar outdoors pelas cidades inteiras à procura de compradores de cimento e tijolos e cozinhas nouvelle vague ou lá o que é, devia dedicar-se ao amor e ajudar-me a procurar alguém como tu – apenas isso - de forma a que continuasses a tua vida sem que alguma vez percebesses que é a ti que eu quero e procuro. A remax, a century 21, a Era, essas imobiliárias de betão, deveriam ajudar-me a procurar alguém igual a ti, em vez de um t2 com vista para o mar, de um andar com 5 assoalhadas, de jardins sustentáveis e condomínios fechados e o diabo a quatro. O melhor vendedor da remax que se chama Nuno Gomes, se fosse mesmo o melhor da Europa como dizem que é, poderia ajudar-me nisto: A procurar alguém igual a ti, colocando em todos os outdoors de Lisboa que têm para o efeito, um anúncio em letras grandes à qual se juntaria a tua foto que diria “Procura-se mulher igual a esta”. E posto isto, deixaria o seu habitual número para lhe chegassem propostas e em todas elas, eu, com tudo o que tinha, hipotecava o que houvesse, desde o recheio da casa, à minha modesta conta ordenado, à minha roupa, aos meus haveres, às minhas acções, desde as boas às más, desde o meu quarto à sala de estar, a este escritório, a este computador, a esta camisa que uso, a este teclado com que agora te escrevo. Procuro alguém igual a ti, peço-te ajuda para isso, não quero interromper a tua vida nem mudá-la, nem sequer fazer perder-te muito mais tempo, desde que me garantas que me arranjas alguém igual a ti. Mas tem que ser igual, exactamente igual. Promete-me isso, quero esse riso na minha vida, quero essas provocações parvas, quero esse teu voluntarismo desinteressado, quero essa cara, esses olhos, esse cabelo, esse foda-se na ponta da língua. Mas não te quero a ti que tens mais que fazer. Esta carta é um pedido de ajuda por isso, porque não é a ti que eu quero, quero isso sim, alguém como tu, alguém que nunca a Remax saberá encontrar". Fernando Alvim (Delicioso!)

Before you get old, you must Fall in Love 3 times.

"...Once, you must fall in love with your best friend, ruining your friendship forever. This will teach you who your true friends are, and the fine line between friendship and more. Once you must fall in love with someone you believe is perfect. You will learn that no one is perfect, and that you should never be treated as anything less than you deserve. And once, you must fall in love with someone that is exactly like you. This will teach you about who you are, and who you want to be. And when you’re through will all that, you learn that the people who care about you the most are the ones that you hurt, and the ones that hurt you are the ones that needed you the most. But most of all, you learn that love is only a concept and is not something that can be defined, it is different to each and every person on this earth, knowing that everyone only wants to be loved..."

Ninguém se despede quando diz adeus.

"Eu sei que me enganaram por amor, mas o céu que me ensinaram não existe. O que nunca me disseram, é que ninguém se despede quando diz adeus. Ensinaram-me que, sempre que se morre, se vai para o Céu. Construí, por isso, a ideia dum lugar longínquo. Talvez porque um sítio tão longe assim precisasse da sensação dum imenso espaço a separá-lo de mim, que só podia ser muito para lá das nuvens, por trás de todos os planetas e das estrelas. Terá sido por isso que eu aceitei que, sempre que se morria, se ia para o Céu. Nunca imaginei o Céu como um planeta num outro sistema solar. Talvez porque isso o tornasse pequeno. Nem como um buraco negro, por exemplo. Sobretudo porque me custava aceitar que num lugar acolhedor se vivesse às escuras. Para mim, o Céu seria um lugar-comum, embora nunca o conseguisse como se fosse acidentado. Não sei porquê. Estimava-o com algum sol, reconheço. Mas nunca com cores intensas, com o bulício duma cidade, com os aromas fortes dum passeio pelo campo. Ou de voz grossa, como se fosse o mar. Apesar de tudo o que me foram dizendo, o meu Céu não era um lugar grande. Nem bonito ou ameno. No meu Céu não havia ruas fervilhantes, com caravanas de automóveis e com pessoas, ruidosas e astutas, festejando. Nem um homem estátua a rir às gargalhadas com cada espirro, ou sempre que escorregassem, por entre a sua pose, todos os movimentos que se têm quando se faz de conta que se morreu. Ao meu Céu falta-lhe o cheiro das castanhas e da chuva. E as zaragatas. E não via que nele as pessoas chorassem no cinema ou rissem sem parar. Às pessoas do meu Céu faltavam respostas na ponta da língua. E não as imaginava, logo que entrassem num livro, galgando todas as páginas, até ao último capítulo. No meu Céu nunca imaginei ninguém que lesse, reparo agora. E deixa-me sem jeito que no Céu não se distingam os livros que nós lemos daqueles que nos leem. Da mesma forma que escutar um texto e lê-lo não são a mesma coisa, também o som das lágrimas e aquilo que nos dizem se separa. Mas como não imagino que se chore no Céu, sinto até que lhe falta algum sofrimento para ser… Céu. Eu gostava que no meu Céu, quando se chora por muitas razões ao mesmo tempo, para simplificar se explicasse que se chora «por nada!» que é assim uma forma de, numa espécie de sussurro, se disser: «sente-me em ti e deixa-me estar»). E gostava que, se se chora à partida, ao meu Céu nunca faltasse o burburinho de todas as chegadas. A corrida por um abraço. Um beijo com lágrimas. E os olhos nos olhos, à distância da respiração que se mistura, quente e ofegante. E, claro, um ramo de rosas. Pelo menos. Se se morre para coisas destas, pequenas e indelicadas, como pode o Céu ser um lugar melhor? Não me parece que o Céu seja um longo fim de semana, com pessoas sentadas à beira do rio, a namorar, e com crianças esparramadas pela relva, a decifrar o nariz que sempre se destaca de entre todas as formas que há nas nuvens. Às vezes, ouso imaginar a cor do Céu. Não sei porquê, mas acho que ele não é azul. Imagino o Céu em palidez. Bucólico. Opaco, até. E silencioso. E custa-me supor que, no Céu, o silêncio não seja, unicamente, como aqui, aquilo que fi ca quando não somos capazes de sentir o som de alguém, com quem estejamos, a ressoar em nós. Arrelia-me que, por lá, as pessoas não tropecem umas nas outras, nunca se enfureçam, não gesticulem, nem praguejem. Por quase nada. E que não se engasguem quando querem ser ternas. E que nunca digam: «és a mulher da minha vida!» (como se nunca fosse preciso que um grande amor as guiasse para o Céu). Eu já achava que as pessoas só deviam morrer quando não precisássemos delas. Mas se o Céu for assim – como imagino - prefiro, ainda mais, que se cheguem para mim. E que fiquem cá. Eu sei que me enganaram por amor, mas o Céu que me ensinaram não existe. O que nunca me disseram, é que ninguém se despede quando diz adeus. Nem que ninguém se afasta quando se despede. Sempre que mente acerca do que sente, o coração retira-se, sem sequer se despedir. Não se separa de quem nos afasta. Despede-se de quem não o sente. E talvez só assim seja morrer." [Eduardo Sá]

Amanheceres interiores.

"...Flores colhidas com os lábios. uma canção impossívelmente romântica, a rasgar a noite. poesia escrita a fogo e pele. um estremecimento qualquer. palavras inventadas, a sair do forno. uma semântica livre. liberdade sem perguntas. um abraço inesperado. um disco perdido. um bilhete para a alegria. uma canção eléctrica, a ferver, no meio da madrugada. a pergunta certa. não ter medo. entender que, às vezes, desaparecemos, mas que voltamos sempre. carácter. bondade inabalável. noites longas, largas, lentas. a aurora numa cidade nova. café. filmes. Dignidade nos gestos. pele. a praia no inverno. a praia no verão, quando a tarde finda. conduzir no alentejo, de janelas abertas e coração aceso. jantares sem relógio. design, em sentido lato. simplicidade. conversar conversar conversar. laços de ternura. as memórias do meu país afectivo. sentido de família. espírito livre. gentileza em terra hostil. fósforos metafóricos. sol, sul, sal. amanhãs que teimam em cantar. brilho nos olhos dos outros. o conforto dos estranhos. amanheceres interiores. todos os/as avós do mundo. rostos desconhecidos que nos comovem. amor em estado puro. sensibilidade e bom-senso. absoluta fome de absoluto. palavras como crepitar, feérico, embriaguez, transbordante. roçar o ridículo para ousar o sublime. reconhecer os mestres. ter memória. a gratidão. heróis improváveis. amores impossíveis. generosidade desinteressada. pessoas que perguntam 'como estás?' e esperam pela resposta. valores. a estética da ética. a ética da estética. viver o melhor possível. livros que nos rasgam em mil. livros que nos reconstroem. filigranas subtis. a beleza de certas lágrimas. mudar a nossa rua. uma mão estendida. acreditar sempre. ler prosa e senti-la como poesia. ser justo. delicadeza avulsa. os detalhes. viagens cá dentro. horizontes em branco. esculpir palavras. Tu esse imenso céu sem fim..."

Tuesday, December 20, 2011

Quem quer, faz por onde. Do céu só cai chuva.

Bonito mesmo é essa coisa da vida:


Um dia, quando menos se espera, a gente se supera e chega mais perto de ser quem na verdade a gente é.


(Caio Fernando Abreu)

Monday, December 12, 2011

Trevo de quatro folhas...

...pé de coelho, figa, ferradura. Nada disso vai funcionar se você mesmo não acreditar que é possível. Coisas dificilmente acontecem por sorte, a sua sorte é você que constroi. Faça acontecer.

(Rafael Beker)

Mas você erra quando acha que alguém resolve um amor.

O amor é que, se tivermos coragem pra deixar, resolve aos poucos a gente.

(Tati Bernardi)

Being a FEMALE is a matter of birth.

Being a WOMAN is a matter of age. Being a LADY is a matter of choice!

E é isto.

"Sou completamente apaixonada pela nossa natureza, que conjuga em si um sem número de singularidades admiráveis, que vão desde a nossa capacidade de resistência, à nossa capacidade de amar, passando por muitas outras, onde me deleito, várias vezes, com tempo e paciência. Gosto também do crescimento e da aprendizagem que nos leva a ser gente, num intercâmbio dialógico e relacional, que nos transforma, a cada passo, em qualquer coisa sempre maior, sempre mais notável, sempre mais perfeita. Acumulamos cá dentro todas as conquistas, o que nos vai construir outra das minhas mais profundas idolatrações, a nossa individualidade interna. Uma das ambições que encerro, é conhecer a minha para além do limite do razoável, o que muito me ajudará nas tarefas dos dias, nos erros dos tempos, nas incertezas das coisas. Encontramos-nos envoltos a um mundo um tanto ou quanto cruel, que parece muitas das vezes querer testar as nossas forças, a nossa vontade em prosseguir, o nosso apetite interior. Poderia, ao invés disto, ceder-nos um terreno brando, mais ou menos coerente, de frestas pequenas, e sempre no mesmo sítio, para que assim nos movêssemos seguros, de crentes que estaríamos da candura dos caminhos. Mas assim não faz, que nos coloca com derradeira frequência em situações incertas, de fantasmas e terrores diversos, para além dos outros, disfarçados de bons, que nos agarram em braços, nos aninham e depois nos largam ao abandono, no sofrimento atroz que é a ausência, que sucede à pertença. Apesar de tudo, nos dias amargos sinto sempre um avanço tamanho, que me diz a mim mesma que se neles não caminhasse, se me retraísse e me acautela-se para das experiências me guardar, este eu que escondo dentro me estaria mais vedado, bem como vedada estaria toda a minha destreza mental. Gosto dela. Tenho momentos árduos, muito secos e espinhosos, em que mudava coisas sem fim, e em que comandava a minha vida desprovida de coração, numa lógica que me salvaria de muitos dos males do mundo. Julgo até que nem sentia, levando ao extremo o apogeu da razão, prática e certa, sempre igual. Perderia porém a emoção que inunda todos estes caminhos que falo, e aos quais chamo crescer. "

[in http://asnovenomeublogue.blogspot.com/]

"É que Deus fez a cabeça em cima do coração...

‎ ...para que o sentimento não ultrapasse a razão..." *

Missing someone...

‎"gets easier every day because even though it's one day further from the last time you saw each other, it's one day closer to the next time you will." *
(One Tree Hill)

Coracao aberto, mas atento.

Os milagres acontecem a cada segundo.

‎"Os melhores costumam ser discretos. Os grandes são secretos".
(In "Milagrário Pessoal", de José Eduardo Agualusa)

Let's just live.

Whatever happens, happens.

Always jump in with both feet.

Acho que a ingenuidade é uma qualidade.

faz-nos bem e faz bem aos outros. Não é ingenuidade ignorante, é dar uma oportunidade às coisas ou despir-se dos preconceitos que nos empobrecem, porque vamos achar que já conhecemos tudo e perdemos a possibilidade de explorar, de nos deslumbrar. Perder esta capacidade é uma tristeza.
Eu vim de um lugar, e tento não me esquecer disso, em que havia um baile e os velhos iam pôr-se ali e era "o" divertimento. Para eles, estar sentado na cadeira lá no jardim já era alguma coisa. E eu acho que, com a quantidade de estímulos que existem, temos de fazer um esforço para descobrir e encontrar beleza em coisas simples.


José Luis Peixoto, em Abraço mesmo

Friday, December 2, 2011

Wanted.

Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas.

“Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros.”

(Charles Chaplin)

Não faças do amanhã o sinónimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.

Teus passos ficaram. Olha para trás mas vai em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.”

(Charles Chaplin)

E vou escolhendo.

"Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo. Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.

Neste mundo de cépticos, preciso de alguém que creia nesta coisa misteriosa, desacreditada, quase impossivel de encontrar: A Amizade.

Que teime em ser leal, simples e justo; que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.

Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isso seja pouco para as suas necessidades.

Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:

"Nós ainda vamos rir muito disso tudo". E ria muito.

Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher o meu Amigo.

E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira a vida se torna mais simples, mais rica e mais bonita..."



(Charlie Chaplin)

:)

Os dias Correm, somem...

" e com o Tempo não vão Voltar, só há uma chance para viver. Não perca a força e o sonho, não deixe NUNCA de Acreditar que Tudo vai acontecer". *

Se a Branca de Neve não tivesse Mordido a Maçã...

...ela não teria Beijado o Príncipe" * (Sandro Kretus)

ɐɯıɔ ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɹǝʌıʌ ɐ ɹǝpuǝɹdɐ soɯɐssod ǝnb ɐɹɐd 'oxıɐq ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɐpɐɔoloɔ é ɐpıʌ ɐssou ɐ 'sǝzǝʌ sɐ

"Ponha açucar na boca, se quiser falar de mim" *

Quando as pessoas são más e não gostam de nós, isso é lisonjeante.

...Já viu o que não teríamos de Ser para Merecer o seu Afecto?!" *

(Eduardo Sá)

Recuar?

Só se for para Ganhar Balanço....!

Querido Pai Natal:

Já que este ano estamos em crise e teremos todos de poupar em algo, sugiro que nos relembres a todos que a única coisa em que não devemos poupar será nós Gestos mágicos que podemos oferecer uns aos outros. Aqueles que não têm preço, só apreço.
it's The Little things. Is all that matters.

O contrário de Ganhar não é Perder...

...é Desistir'. *

Thursday, December 1, 2011

A gente sabe quando encontra a pessoa certa.

Tem gente que diz ah-eu-pensava-que-tal-pessoa-era-a-certa-e-depois-vi-que-não-era. Mentira. No fundo a gente sabe. A gente sempre sabe. O que falta e o que completa. O que abriga e o que desperta. O que protege e o que afugenta. A gente sabe, a gente adora fingir, mas a gente sabe. Porque a gente sente. Lá no fundo, lá dentro, lá na alma, lá.

(Clarissa Corrêa)

Wednesday, November 30, 2011

Eu quero da Vida o que ela tem de cru e de bonito.

"Não estou aqui para que gostem de mim. Estou aqui para aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E para seduzir somente o que me acrescenta".

Aquilo que é bom...

...e de verdade, e forte, e importante, coisa ou pessoa, na sua vida, isso não se perde.

[Caio Abreu]

Friday, November 25, 2011

I was looking back to see....

...if you were looking back to see me looking back at you.

Monday, November 21, 2011

Senhor:

"livra-me de tudo que não suporta meu sorriso aberto, minha risada alta, minha gentileza, minha educação, meu amor nos olhos, meu coração gigante, minha esperança eterna, minha fé irreversível.

Amém.
"

Monday, November 14, 2011

E nunca ninguém vai passar em branco na minha vida.

Pois as pessoas boas, me trazem sorrisos… e as más: apenas experiência.

(Mariana Lobo)

Eu não tenho muitas respostas.

O que eu tenho é Fé. E uma vontade bonita, toda minha, de crescer!

[Ana Jácomo]

O que Distingue um Amigo Verdadeiro.

"Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas.

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.

Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c.

Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser."



Miguel Esteves Cardoso

Friday, November 11, 2011

Quem acredita, sabe encontrar.

Mergulhe no meio das coisas.

"Suje as mãos, caia de joelhos e, então, procure alcançar as estrelas!"
[John L. Curcio]

Sempre.

Thursday, November 10, 2011

Como menina-teimosa que sou...

ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter o meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes.

[Caio F.Abreu]

Tomorrow:


Make a Wish.

Deixo que as Águas me Levem... mas, quando é Preciso, eu Remo.

Wednesday, November 9, 2011

É preciso ter graça.

É preciso ter sonho sempre.
Quem traz na pele essa marca,
possui a estranha mania de ter fé na vida.


[Milton Nascimento]

Tem essa história de que crianças acreditam em monstros embaixo da cama...

...que vão trucidá-las se fecharem os olhos. Bom, eu acredito em monstros embaixo de sorrisos falsos e caras entediadas.”

(Maria Rita)

Cada dia e cada coisa têm sua cota de mel e de espinho.

[Caio F.Abreu]

Amar é descobrir os avessos.

É olhar o outro lado, o nunca visto, o não investigado. Amar é exercício de investigação, de constante e atenta observância. Só o observar silencioso da existência nos capacita para uma formulação de palavras... Só pode dizer alguma coisa sobre uma pessoa, aquele que soube demorar, que soube ficar, permanecer, vigiar, descobrir. As palavras reveladoras só nascem depois da observação silenciosa. Uma mulher não se sente amada no momento em que o homem a proporciona uma noite de amor, apenas... Mas sobretudo no momento em que se sentam à mesa de um restaurante, e sem que ela diga nada ele lhe pede o prato favorito. Amar é descobrir os gostos, os sabores particulares, os desejos mais ocultos. Amar é saber a cor favorita, o número que calça os pés, o que causa medo e o que encoraja.

(Fábio de Melo)

Monday, November 7, 2011

Tenho certeza daquilo que eu quero agora.

Daquilo que mando embora, daquilo que me demora...

Sunday, November 6, 2011

Mamihlapinatapai.

"descreve o olhar de duas pessoas que têm um desejo comum, mas nem uma nem outra quer fazer o primeiro gesto. Ambos querem que seja o outro a tomar a iniciativa. Nesta atrapalhação, de quem quer o mesmo, mas não quer ser o primeiro a fazer por isso, esse olhar é ao mesmo tempo desejoso, cobarde, convidativo, cúmplice, prometedor, frustrado e melancólico.

Podem querer enrolar-se. Ou começar a comer. Ou despedir-se. Sinalizam que, caso o outro faça o primeiro gesto, reagirão da maneira que ele quer. Infelizmente, os desejos são idênticos. Ambos querem enrolar-se ou almoçar ou ir-se embora. Ambos querem começar imediatamente. Mas, infelizmente, ambos se recusam a fazer o que o outro quer - ser o primeiro.

Quem não se lembra de coisas boas que não aconteceram por mútua timidez…
E de todas as que aconteceram, quando o mamihlapinatapai foi só o aperitivo. Apetitoso só por si…"

(miguel esteves cardoso)

Saturday, November 5, 2011

E entre tudo que ele poderia ser pra mim...

...ele escolheu ser saudade.

Caio F. Abreu

Nem que eu lute contra mim todos os dias.

As coisas vão mudar.

Deus sabe quem colocar na sua vida, da mesma forma que sabe quem tirar.

[Caio Fernando Abreu]

Como eu escrevo.

"Como não escrevo. Não escrevo sem lavar os dentes, as palavras ganham sarro e devem sair frescas da boca para a ponta dos dedos. Não escrevo sem pensar que são quê, cinco da manhã, voltaste a acordar antes do sol e é bom que tenhas algo a dizer na confusão do mundo. Não escrevo de barriga cheia ou com vestígios de ressaca. Reduz o horário de escrita do ano, mas nada a fazer. Se começas a ficar tonto, come as palavras que estão a mais, há sempre muitas. Quando não aguentares o jejum, se a própria fome te engorda a frase, vai ao frigorífico e repõe o açúcar e o sal no sangue.
Não escrevo sem pensar nas possibilidades do ridículo de escrever, que nunca acabam. Não escrevo sem pensar que posso ser mais uma pessoa que devia fazer outra coisa na vida. Não escrevo sem perceber que então ia fazer o quê?
Agora como escrevo, se conseguir. Escrevo contra a maldade e a ignorância que estão dentro de mim. Escrevo também a favor delas, são adversários magníficos a quem foram dados muitos anos de avanço.
Escrevo a pensar nas formas impossíveis do amor, se for preciso inventa-se mais uma verdadeira.
Escrevo contra a escravatura das religiões, a obrigatoriedade da fé que tanto mal faz às crianças da Terra. Tenho respeito por Deus, mas se existe é má pessoa. Eu mudava de atitude, com tantos poderes.
Escrevo a combater as conspirações da realidade, a meio desta frase lá está ela a conspirar, algures. Apesar de tudo, acredito que a vida triunfa, não escrevam Fim antes de acabar a história. Sou um optimista mas não percebo porquê. E se isto fosse fácil era para os outros, como dizem os marines e disse uma pessoa que amei. Escrevo porque me pediram para escrever e porque me pediram para não escrever e foram todos bons conselhos de gente formidável. Escrevo porque tenho muitos amigos e amigas e alguns deles são um pouco malucos. E tenho filhos e pais e irmãs.
Escrevo porque viajei e vi injustiça e sofrimento. Não serve de nada escrever sobre desgraças, ou quase nada, mas algum nada temos de fazer. Muito do sofrimento que vi é meu e português e mundial. Também faz rir, mas acredito que o humor é aprofundar, não aligeirar.
Escrevo contra as pessoas parvas.
Escrevo porque as mulheres são bonitas e cheiram bem. E pelos vivos e pelos mortos, as pessoas vivem e de repente morrem-nos. E o mar tem peixes e os bosques pássaros e o esgotos ratos. Escrevo porque é uma profissão interessante, há de certeza melhores, mas não me calharam nem podia ser."

[Rui Cardoso Martins]

O dia em que as coisas acabam.

"É um dia igual aos outros. De manhã o sol nasce e à noite põe-se e fica escuro outra vez. Os donos passeiam os cães de manhã, os pais deixam os filhos na escola, as pessoas esperam pelo autocarro e a manteiga está dura de estar no frigorífico, como sempre. Mas não é um dia igual aos outros, cá dentro não é. O mundo que continua a girar com a mesma velocidade e as mesmas rotações por minuto parece que está envolvido numa espécie de celofane, ou que saímos de casa com as borrachas para o barulho ainda nos ouvidos. A vida continua, mas parece que só lá ao fundo, quase irreal, como as imagens que passam nas salas de espera das urgências e a quem ninguém liga. O dia em que as coisas acabam tem 24 horas como os outros mas é uma espécie de maratona interminável. É o dia do nosso fracasso, um fracasso pior do que ter negativa na escola ou perder uma corrida ou queimar o jantar com convidados à mesa, porque é um fracasso que vem de dentro, que vemos só como nosso, mesmo quando não é e é pouco justo impor esse peso. É o dia em que queremos que falem connosco e nos façam esquecer este aperto no peito, ou então que fiquem calados, porque dói se disserem coisas tristes, e dói se disserem coisas felizes. É o dia em que sentimos que estamos a andar para trás mesmo quando as pernas andam para a frente, e como não somos caranguejos não conseguimos evitar ficar ainda mais, um bocadinho mais tristes. Dizem-nos que é o primeiro dia das nossas vidas, mas enquanto acontece parece só um grande, enorme, baixar de braços."

Friday, November 4, 2011

Toda a gente se engana.

Nem que seja num acento.

Eu tenho 3 vidas:

A minha;
A que os outros cuidam;
A que os outros inventam.

Ás vezes é preciso dormir, dormir muito.

"Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente. Inteira."

[Marla de Queiroz]

Thursday, November 3, 2011

Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas.

E é tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá. É tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho por mais que pense que está.

Gostaria de te desejar tantas coisas.

"Mas nada seria suficiente. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes. E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!”

[Carlos Drummond de Andrade]

Touché!

Faz o que puderes, com o que tens, onde estiveres.*

«A segunda prioridade de toda a vida é conquistar um grande amor. A primeira, nunca o perder.»

«Todo o amor é tímido. E excêntrico, talvez. Não se previne nem se explica. Por tudo isso, não sei se deva escrever sobre o amor. (...) Este livro apanhou-me desprevenido. E talvez só isso tenha feito, tomado por hesitações, aventurar-me nele. Porque é assim - suponho eu - que, em todos nós, se vive qualquer amor: de forma singular e com a descontracção que só se tem diante dos gestos com qualquer coisa de banal. Por isso mesmo, não há como escrever sobre o amor. Será mais ele que nos escreve a nós.»



[Eduardo Sá in Nunca se Perde uma Paixão]

A sedução é uma defesa contra os abraços.

E não concebem que a segurança seja contar com o amor de alguém (em vez de estar seguro que a pessoa com quem se conta não conte, seguramente, para mais ninguém).

[Eduardo Sá]

Pois...

[... e falar é sempre (mais) fácil]

Nothing is wrong when it feels good.

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.

" Porque amigo é a direcção.
Amigo é a base quando falta o chão !"


[Machado de Assis]

Perder-se também é caminho.

Todas as escolhas têm perda.

"Quem não estiver preparado para perder o irrelevante, não estará apto para conquistar o fundamental"

(Augusto Cury).

You never know where the next miracle is going to come from...

...the next smile, the next wish come true. but, if you believe it's right around the corner, and you open your heart and mind to the possibility of it, to the certainty of it, you might just get the thing you're looking for.




[One Tree Hill]

Wednesday, November 2, 2011

Ser inocente.

"..Ser inocente é ter um olhar longo e aberto, mas ser pequeno. É estar - ombro a ombro - com todo o universo e ser grande, ter brilho e voz (e vida) só porque se é precioso para alguém. Ser inocente é deixar que a beleza nos atropele, um ror de vezes, a razão. E sempre que isso se descobre, nunca prometer que se deixa de escutar, primeiro, o que se sente. Ser inocente é estar aberto. Mesmo que isso crie um burburinho, e ponha tanto em dúvida tudo aquilo que supunhamos saber que, no entanto, nesse rebuliço o coração se engasgue e nos deixe descalços. Talvez, por tudo isso, só os sábios sejam inocentes. E, por mais que nos comova a sensibilidade em tudo aquilo que eles sabem, é o encantamento com que deixam que a vida os corteje que nos toca..."

Tuesday, November 1, 2011

Já que não tenho o dom de modificar uma pessoa.

"Vou modificar aquilo que eu posso: O meu jeito de olhar para ela!"

[Fábio de Melo]

Não corras atrás de alguém que não dá um passo por ti.

Como é que se reconhece a alma gémea?

... No abraço.

[Miguel Esteves Cardoso]

O principal fica sempre protegido.

Entre parêntesis ou dentro do peito.

"O sentimento é uma espécie de venha quem viesse...".

[D.A.M.A.]

Devíamos ensinar os nossos filhos...

"...que mais importante que ganhar dinheiro é estarmos sentados ao lado do grande amor da nossa vida" Eduardo Sá in Expresso

Monday, October 31, 2011

Às vezes...

...lá onde moro, fico à noite a olhar as estrelas como as do deserto e oiço o tempo a passar, mas não me angustia mais: eu sei que é justo e que tudo o resto é falso".

"Se o amor fosse um herói, o medo era o vilão..."

Saturday, October 29, 2011

Ouço músicas e encontro a nossa história no meio das letras.

Mora comigo?


- Você não tem casa.
- Então mora em mim.


Caio Augusto Leite

Eu ando criando dentro de mim...

...uma expectativa tão imensa, tão viva, de coisas boas.

Caio F

Ele.

Ele tem um sorriso incrível, daqueles que você não tira da cabeça por nada. Tem bom gosto para perfumes - escolhe os que sempre vão ficar na sua roupa. Ele tem aquele olhar marcante, aquele toque singelo e bruto. Ele era tão na dele, que eu quis que ele fosse todo meu. E ele foi. Ele é. Ainda vai ser. Meu, eu dele. Toda. Inteira. Ele era tudo o que nenhum outro seria: o meu amor.

Nicole Cardoso.

Abraça o que é teu.

Abraça o que te faz bem. Abraça o que te faz feliz!

Caio F.

Eu + você = não precisar de mais nada.

Eu fico feliz com pequenos carinhos.

não precisa me dar o mundo - só precisa ser meu mundo.

Caio Augusto Leite.

...

Quando você sente saudade demais de uma pessoa, então começa a vê-la nas outras, em todos os lugares, de costas, por um jeito de andar, de sorrir ou virar a cabeça de lado.

Caio F.