Tuesday, November 18, 2008
Most of the new-borns cry in their first hours.
but my mum keeps saying I was already laughing when I came to this world...
[To laugh is to live. The more you laugh, the more you live.]
[To laugh is to live. The more you laugh, the more you live.]
Monday, November 17, 2008
'O homem está condenado à incerteza e ao acaso.
Mas o sentimento de esperança pode levar-nos da probabilidade à possibilidade.'*
Life is for breaking.
Pack nothing. Leave without a note. Follow your internal compass. Wear what you slept in, sleep in what you are wearing. Use SPF. Listen to the ocean, but don´t take its advice word for word. Insist on karaoke. Display skin. Attract a following. Steal a heart. Loose track of time. Live your life.
Sunday, November 16, 2008
Thursday, November 13, 2008
Para ti:
Quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.
[Podias ter dançado para sempre no meu peito. O meu para sempre: enquanto o que sentisse por ti fosse verdade.]
[Podias ter dançado para sempre no meu peito. O meu para sempre: enquanto o que sentisse por ti fosse verdade.]
I don't know.
It's like, there's this person that you want to be for other people. To make them proud of you. And then there's you. And sometimes it's hard to tell where one ends and the other begins.
[in Dawson's Creek]
[in Dawson's Creek]
Que se lixem aqueles que precisam de fechar os olhos às emoções menos lineares.
aos dias menos bonitos, à imperfeição.
Tento não julgar um fraco.
Raramente conseguimos fazer o que queremos, mas apenas aquilo para que estamos preparados...!
[Margarida Rebelo Pinto]
[Margarida Rebelo Pinto]
Tempo.
Aprendemos que os segundos afinal não vêm juntos, mas bem separados, e que quem estava ao nosso lado num segundo pode estar a caminho do outro lado do mundo no seguinte.
Não é digno de saborear o mel.
aquele que se afasta da colmeia com medo das picadas das abelhas!
[shakespeare]
[shakespeare]
E o que não nos mata torna.nos mais fortes.
Há quem diga que existem dias para se esquecer, mas eu prefiro dizer que existem acontecimentos para nos fortalecer.
[P.S. A fazer as malas para o Porto e a tentar incluir nelas as risadas que não tenho dado em abundância...]
[P.S. A fazer as malas para o Porto e a tentar incluir nelas as risadas que não tenho dado em abundância...]
Se eu pudesse voltar atrás...
mudar um verso, mudar uma frase, pra ter sucesso e não fracasso.... Mas o meu progresso também vive dos erros que eu faço..!
Wednesday, November 12, 2008
Não.
'Não é o caso das pessoas que têm tudo serem as frias. Não é o caso das pessoas bonitas terem o direito de brincar com as emoções das outras. Nem é o caso das pessoas que não sentem poderem menosprezar as outras. Muito menos é o caso de quando se é tudo que se pode ter tudo. É o caso de quem nunca ouviu um não. É o caso de quem nunca sofreu, de quem nunca caiu e se levantou sozinho, de quem teve sempre quem lhe abrisse o caminho. É o caso de quem nunca teve uma porta fechada na cara, é o caso de quem nunca deu com os cornos no chão, de quem nunca ficou sem luz. É o caso de quem nunca esteve terrivelmente triste. É o caso de quem, ainda, nunca viveu. Mas vai viver. Com todas as forças e com toda a energia que possuir. Com todas as suas células e com todo o ATP que compõe o complexo corpo humano. Vai viver e assimilar, vai cair, e partir-se, e esfolar-se todo, vai levantar-se sozinho e aí vai, finalmente, mudar. Vai aprender o quanto dói. Vai dar valor às coisas mais pequenas, vai compreender o quanto custa, vai concluir que é tudo uma questão de perspectiva. Vai amadurecer. Só é pena que seja tão tarde. Sim, e continuo a dizer que não. Nem todas as pessoas que têm tudo são frias. Nem todas as pessoas bonitas brincam com as emoções das outras. Claro que ninguém nasce aprendido, mas uns aprendem mais depressa que os outros. Aprendem desde sempre que magoar dói. Dói, não dói? E agora dói-me. Magoa, viola, queima e tortura. Mas quando deixar de me doer, a ti vai estar doer, e muito mais do que a mim. Sim, muito mais. Porque eu, nessa altura, já aprendi.'
I still believe in paradise.
'Cause it's not where you go. It's how you feel for a moment in your life when you're a part of something, and if you find that moment... it lasts forever...
It's so easy to laugh it's so easy to hate.
it takes strength to be gentle and kind,
over and over and over.
over and over and over.
Tuesday, November 11, 2008
O coração:
é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade...
4.
Queria ter feito do que fomos um filme. Queria poder ter filmado antes de tudo ter acontecido. Queria poder cortar as partes em que não éramos o que queriamos ser, e filmar até ao que poderiamos ser hoje...!
Recordar.
Sou do tempo em que valia a pena acordar cedo para ver desenhos animados. Sou do tempo em que todas sabiamos de cor a música de pelo menos quatro canções da Disney. Sou do tempo em que se fazia aquelas coisinhas de papel para ver com quem é que me ia casar. Sou do tempo em que cantava as musicas das Spice Girls mas não sabia bem o que é que estava a dizer. Sou do tempo em que já sabia que a Power Ranger cor-de-rosa e o verde iam acabar juntos. Sou do tempo do Dragon Ball. Sou do tempo dos Tamagochis. Sou do tempo em que a Anabela cantava "Quando cai a noite na cidadeee...". Sou do tempo em que se brincava às Polly Poquet. Sou do tempo da Macarena. Sou do tempo em que se gritava "Olhós namorados, primos e casados!". Sou do tempo do "Tururururu, Inspector Gadget, Tururururuuu!". Sou do tempo em que 500 escudos dava para muita coisa. Sou do tempo do "Bem-vindos ao Mundo encantado dos brinquedos, onde há reis, princesas, dragões!" Sou do tempo das decisões importantes baseadas num sério "Pim-pu-ne-ta". Sou do tempo da franja e cabelinho à tigela, com muito orgulho. Sou do tempo dos Push-Pop. Sou do tempo do quarto escuro sem segundas intenções. Sou do tempo dos "quantos queres?". Sou do tempo em que se respondia aos insultos com um "Quem diz é quem é!".
Friday, November 7, 2008
Thursday, November 6, 2008
To live is to choose.
But to choose well, you must know who you are and what you stand for, where you want to go and why you want to get there.
[Kofi Annan]
[Kofi Annan]
Monday, November 3, 2008
Na bússola do amor todos temos o nosso norte.
Deve ser por isso que é tão difícil encontrar alguém com as mesmas coordenadas que nós...
Sunday, November 2, 2008
Quando morrer.
voltarei para buscar os instantes que nao vivi junto ao mar.
[Sophia de Mello Breyner Andersen]
[Sophia de Mello Breyner Andersen]
Vive.
"Nada levarás quando partires , quando se aproximar o dia final. Vive feliz agora, enquanto podes talvez amanhã já não tenhas tempo para te sentires despertar (...)
Abre os teus braços fortes à vida e não deixes nada à deriva, do céu nada te cairá, trata de ser feliz com o que tens, vive a vida, intensamente, lutando conseguirás!
E quando chegar por fim a tua despedida, certamente que feliz sorrirás, por teres conseguido o que amavas, por encontrares o que procuravas e porque viveste ate ao fim. "
Abre os teus braços fortes à vida e não deixes nada à deriva, do céu nada te cairá, trata de ser feliz com o que tens, vive a vida, intensamente, lutando conseguirás!
E quando chegar por fim a tua despedida, certamente que feliz sorrirás, por teres conseguido o que amavas, por encontrares o que procuravas e porque viveste ate ao fim. "
Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão.
De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo...
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos... E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar...
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas... terminam.
Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura...
De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.
[Descoberto algures...]
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo...
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos... E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar...
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas... terminam.
Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura...
De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.
[Descoberto algures...]
Afinal quanto vale um toque?
Uma pele que só apetece cheirar, uns braços fortes na nossa cintura e umas mãos decididas? Tudo, meus amigos.Uma mulher quer que a puxem pela cintura, querem que a façam sentir desejada e ao mesmo tempo segura. Querem um homem, não querem um menino".
Friday, October 31, 2008
Dúvida (existencial):
E sem ser Cabrões, já Não existe em Stock?! É que queria um Desses, Sff. (Com garantia, de preferência!)
Thursday, October 30, 2008
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples.
Tem só duas datas: a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
[Alberto Caeiro]
Entre uma e outra todos os dias são meus.
[Alberto Caeiro]
Wednesday, October 29, 2008
A vida está cheia de tarefas inúteis.
Apaixonarmo.nos pela pessoa errada é talvez a mais inútil de todas.
Tuesday, October 28, 2008
Tanto faz correr como ir devagar, todo o caminho tem fim.
há que aceitá-lo com dignidade e com a certeza de que, seja o que for que vier, será sempre melhor.
Monday, October 27, 2008
And then, something happened.
I let go. Lost in oblivion. Dark and silent and complete. I found freedom. Losing all hope was freedom.
[in Fight Club]
[in Fight Club]
Sunday, October 26, 2008
Ela abre os braços para manter o equilíbrio.
Abre os braços porque é trapezista de circo. E trapezista da vida, também... Conhece de cor todos os mistérios que envolvem permanecer em cima do arame, ilesa e magnífica. Mas também conhece os mistérios de cair na rede, quando menos se espera, basta um tremer de mãos. Ela sabe que todos os dias tem que acordar, tomar banho, percorrer a corda bamba um milhão de vezes, e voltar para a cama. Ela sabe que no seu peito lhe vive um amor enorme por um homem de olhos brilhantes, mas ainda não sabe que esse amor vai durar-se-lhe para sempre.
[in http://gxxvn.blogspot.com/]
[in http://gxxvn.blogspot.com/]
Vejo que aqueles que me tocaram a alma nao conseguiram despertar o meu corpo.
e aqueles que tocaram no meu corpo nao conseguiram antigir minha alma.
[Paulo Coelho]
[Paulo Coelho]
Mas quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver...
...Não o sabes, Se não sais de ti, não chegas a saber quem és...
[josé Saramago]
[josé Saramago]
Friday, October 24, 2008
Lay down, and listen to your life's cd, track after track, none wasted...
...and If a tear falls while you're listenning,don't be afraid is like the tear of a fan listenning to his favoutrite song...
Si es question de confesar...
no se preparar cafe, no entiendo de futbol, y jamas uso reloj...Conmigo nada es facil...
Now alone or not, we have to walk ahead.
one thing to remember is if we are alone, then we are all together in that too*
The most authentic thing about us.
is our capacity to create, to overcome, to endure, to transform, to love and to be greater than our suffering.
[Ben Okri]
[Ben Okri]
Faz o que eu digo mas não faças o que eu faço.
Somos (quase) todos assim.
Deve ter sido por isso que alguém disse em tempos:
'Se os conselhos fossem bons não se davam, vendiam.se!' ;)
Deve ter sido por isso que alguém disse em tempos:
'Se os conselhos fossem bons não se davam, vendiam.se!' ;)
Thursday, October 23, 2008
Wednesday, October 22, 2008
We live and we learn to Take One Step at a Time
There's no need to Rush
It's like learning to Fly, or Falling in Love
It's gonna Happen when it's Supposed to Happen
That we Find the Reasons Why...
One Step at a Time!
It's like learning to Fly, or Falling in Love
It's gonna Happen when it's Supposed to Happen
That we Find the Reasons Why...
One Step at a Time!
Um sorriso significa muito.
Enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem o oferece; dura apenas um segundo, mas a sua recordação, por vezes, nunca se apaga.
Tuesday, October 21, 2008
Se construiste castelos no ar, não penses que foi trabalho desperdiçado.
Eles estão onde deveriam estar. Agora constrói os alicerces.
[Henry D. Thoreau]
[Henry D. Thoreau]
Recado escrito num papel rosa.
Não fugi.
Fui só às compras.
Não sei porque não fujo, talvez porque não posso.
Não sei porque volto. Talvez porque precise.
Espera por mim que eu volto, enquanto puder.
Mas quando eu fugir, vai atrás de mim
e faz-me sentir amada.
[PAIXÃO, Pedro, Asfixia, Quetzal Editores, 2006, p.25]
É bom...
...crescer com os pés na Terra e com a cabeça na Lua.
Com projectos e com sonhos. Com assombro e com encantamento. Com a vista na ponta dos dedos, descobrindo os intestinos das coisas, e perguntando «porquê?»
É bom ser pequeno e grande, mas ser criança (por dentro) para sempre...
Com projectos e com sonhos. Com assombro e com encantamento. Com a vista na ponta dos dedos, descobrindo os intestinos das coisas, e perguntando «porquê?»
É bom ser pequeno e grande, mas ser criança (por dentro) para sempre...
Monday, October 20, 2008
Saturday, October 18, 2008
Querer muito, ter a certeza que vai ser assim.
Lies will flow from my lips.
but there may perhaps be some truth mixed up with them; it is for you to seek out this truth and to decide whether any part of it is worth keeping. If not, you will of course throw the whole of it into the waste-paper basket and forget all about it.
[A Room of One's Own, Virginia Woolf]
[A Room of One's Own, Virginia Woolf]
Thursday, October 16, 2008
When I can't move, I'll enjoy the still for a while...
and lose myself in waves, and mountains, and the sky..and I'm back here quick as lightning! 'Cause we are just seconds, seconds in a day..
Sunday, October 12, 2008
Some people come into our lives and quickly go.
Some people move our souls to dance. They awaken us to new understanding with the passing whisper of their wisdom. Some people make the sky more beautiful to gaze upon. They stay in our lives for awhile, leave footprints on our hearts, and we are never ever the same.
Sometimes in life, you find a special friend;
Someone who changes your life just by being part of it; Someone who makes you laugh until you can't stop; Someone who makes you believe that there really is good in the world. Someone who convinces you that there really is an unlocked door just waiting for you to open it.
Sometimes in life, you find a special friend;
Someone who changes your life just by being part of it; Someone who makes you laugh until you can't stop; Someone who makes you believe that there really is good in the world. Someone who convinces you that there really is an unlocked door just waiting for you to open it.
O amor é fodido (2).
Tenho para mim que mulher nenhuma, por muito amada, é suficientemente perseguida. Prefere que um homem a persiga por mil quilómetros e mil dias que mil homens a persigam durante um ano, pela mesma avenida acima.
[Miguel Esteves Cardoso]
[Miguel Esteves Cardoso]
Saturday, October 11, 2008
Fairy tails do not tell children that the dragons exist.
Children already know that dragons exist. Fairy tails tell children that the dragons can be killed.
[G.K. Chesterton]
[G.K. Chesterton]
Friday, October 10, 2008
You can close your eyes for the things you don't want to see.
but you can't close your heart for the things you don't want to feel.
De olhos abertos.
inteiramente acordada sem drogas e sem filtros, só vinho bebido em frente da solenidade das coisas - porque pertenço à raça daqueles que percorrem o labirinto sem jamais perderem o fio de linho da palavra.
[Sophia de Mello Breyner]
[Sophia de Mello Breyner]
Never take someone for granted...
Hold every person close to your heart because you might wake up one day and realize that you've lost a diamond while you were too busy collecting stones...
Desfazer-se de certas lembranças.
significa Também abrir Espaço para Que outras Tomem o seu Lugar! *
Thursday, October 9, 2008
Pessoa certa.
Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lagrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente(...).
[Luis Fernando Veríssimo]
[Luis Fernando Veríssimo]
Wednesday, October 8, 2008
(Des)encontros.
Ela sofria; ele nem ligava.
Ela chorava; ele sorria.
Ela falava; ele não ouvia.
Ele mentia; ela acreditava.
Ela esperava-o; ele não voltava.
Ela queria coisa séria; ele só se queria divertir.
Ela sorria pra ele; ele ria-se dela.
Ela acreditava em tudo o que ele dizia; ele dizia o mesmo para as outras.
Ela queria pra sempre; ele só por um momento.
Ela entregava-se; ele evitava-a.
Ela falava: amo-te; ele apenas sorria.
Ela ficava pelo conteúdo; ele ficava por quantidade.
Ela procurava o príncipe; ele procurava a próxima.
Ela queria-o; ele queria uma.
Ele descobriu que ela era única; ela descobriu que ele era só mais um.
Ela chorava; ele sorria.
Ela falava; ele não ouvia.
Ele mentia; ela acreditava.
Ela esperava-o; ele não voltava.
Ela queria coisa séria; ele só se queria divertir.
Ela sorria pra ele; ele ria-se dela.
Ela acreditava em tudo o que ele dizia; ele dizia o mesmo para as outras.
Ela queria pra sempre; ele só por um momento.
Ela entregava-se; ele evitava-a.
Ela falava: amo-te; ele apenas sorria.
Ela ficava pelo conteúdo; ele ficava por quantidade.
Ela procurava o príncipe; ele procurava a próxima.
Ela queria-o; ele queria uma.
Ele descobriu que ela era única; ela descobriu que ele era só mais um.
Tuesday, October 7, 2008
Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela.
Mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.
[Pablo Picasso]
[Pablo Picasso]
Assim como a criança me disse que não tinha medo de andar com os pés no chão e se magoar...
...também eu ganhei coragem, e fui.
Who will save your soul after all the lies that you told?
Who will save your soul if you won't save your own?
Tudo o que alguém tem para si mesmo...
... aquilo que o acompanha na solidão e que ninguém lhe pode dar ou tirar, é muito mais essencial do que tudo o que tem e do que representa perante os olhos alheios.
[Schopenhauer]
[Schopenhauer]
Sunday, October 5, 2008
Have some fire. Be unstoppable.
Be a force of nature. Be better than anyone here, and don't give a damn what anyone thinks.
Once upon a time, happier ever after.
The stories we tell are the stuff of dreams. Fairy tales don't come true. Reality is much stormier. Much murkier. Much scarier.
True.
Patient: Why do men cheat? My husband slept with my friend, he lost his job and then he slept with my friend, telling me he loves me. Why?
Alex: Maybe he was low, he was down and he didn't want you to see him like that, in pain, weak, less than a man. He has his pride so he turned away. It's not right but it doesn't mean he doesn't care about you. I SWEAR it doesn't.
[in Grey's Anatomy]
Alex: Maybe he was low, he was down and he didn't want you to see him like that, in pain, weak, less than a man. He has his pride so he turned away. It's not right but it doesn't mean he doesn't care about you. I SWEAR it doesn't.
[in Grey's Anatomy]
Friday, October 3, 2008
It is easy to hate and it is difficult to love.
This is how the whole scheme of things works. All good things are difficult to achieve; and bad things are very easy to get.
Thursday, October 2, 2008
Wednesday, October 1, 2008
Conselho é uma forma de nostalgia.
dar conselho é forma de resgatar o passado da lata do lixo, limpá-lo, esconder as partes feias, e reciclá-lo por um preço maior do que o que vale.
Ser mulher.
"Um dia, perguntaram-me como é ser mulher nos dias de hoje
E eu respondi que ser mulher é aprender...
Percebi que a minha resposta não tinha sido muito clara e satisfatória...
Tentei explicar e disse, orgulhosamente,
Que ao longo de muitos anos a mulher aprendeu
A não andar de joelhos curvados e de cabeça baixa...
Aprendeu a levantar-se sozinha e a secar as próprias lágrimas...
Ela percebeu que podia ser muito mais do que as pessoas lhe diziam...
Aprendeu a tirar a roupa e a mostrar-se sem medo…
E percebeu que também sentia desejos e que gostava de senti-los...
E andando com as próprias pernas,
Ela entendeu que havia espaço suficiente para ela em qualquer lugar
E decidiu ocupá-los...
Ela não se intimidou com o longo caminho que iria percorrer
Para fazer com que os outros entendessem
Que ela tinha direito aos direitos que lhe pertenciam...
E ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre,
A gritar quando tem vontade,
A chorar quando precisa de chorar,
E a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir...
Mas, acima de tudo, aprendeu a ser forte...
De calças compridas, salto alto, com rosto pintado e cabelos penteados...
Ela aprendeu a ser muito mais do que uma mulher vaidosa...
Aprendeu a ser idealista, determinada e precisa...
Aprendeu a falar alto quando necessário...
Mas não foi só isso...
Ela aprendeu muito mais...
Aprendeu com a vida, com a situação,
Com a dor (a não ser apenas uma reprodutora e esposa)...
Aprendeu que ela é uma parte importante na história,
Alguém que poderia ultrapassar,
Com ousadia e coragem, os limites da hierarquia...
Ela ensinou aos outros a terem respeito pela sua luta
E alguns assim entenderam, outros não...
Ela aprendeu a tomar conta de si mesma,
A tomar decisões e a não ter medo de dizer: "Eu posso"...
Aprendeu que não se deve ter vergonha do sexo,
Nem de dizer que gosta de sexo...
Aprendeu a tomar iniciativa e a dizer "não" quando necessário...
E percebeu que pode prevenir-se…
E decidir a hora certa de ser mãe sem ser pressionada...
E perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade,
Ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana,
Mas que podia ser quebrada várias vezes…
E que sempre conseguia juntar-se sem perder nenhum dos pedaços...
Isso é ser mulher!
A mulher é o único ser da criação, que abriga dentro de si, um templo.
Só ela sabe ser deusa e ser santa, ser rainha e ser mulher.
Ser forte quando precisa e ser frágil quando quer.
A mulher gera vidas e cria a humanidade.
Que sabe ser estrela, e sabe ter saudade.
Só ela sabe ser mulher e ser menina, ser sedutora e ser seduzida.
É luz que brilha, acalma e tranquiliza.
Ela é música quando é alegria, é ritmo vibrante quando improvisa.
É tempestade quando chora e um vulcão quando ama.
Sofre discriminação, é incompreendida mas sabe superar.
Sofre também preconceitos, tem lá os seus defeitos, mas sabe perdoar.
Ela consegue lutar pela vida, se transformar em fera, mas sem perder a doçura.
É mulher e é amante, companheira, guerreira.
Ela pode até perder a luta, mas nunca perde os seus ideais.
Pode perder os seus amores, mas nunca desiste dos seus sonhos.
A mulher é feminina, sensível, amável, sem perder a força.
Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta.
Assume como a lua, ela tem as suas fases todas imprevisíveis.
E com certeza a mulher é o maior de todos os mistérios,
Que alguns homens ainda não conseguiram desvendar! "
E eu respondi que ser mulher é aprender...
Percebi que a minha resposta não tinha sido muito clara e satisfatória...
Tentei explicar e disse, orgulhosamente,
Que ao longo de muitos anos a mulher aprendeu
A não andar de joelhos curvados e de cabeça baixa...
Aprendeu a levantar-se sozinha e a secar as próprias lágrimas...
Ela percebeu que podia ser muito mais do que as pessoas lhe diziam...
Aprendeu a tirar a roupa e a mostrar-se sem medo…
E percebeu que também sentia desejos e que gostava de senti-los...
E andando com as próprias pernas,
Ela entendeu que havia espaço suficiente para ela em qualquer lugar
E decidiu ocupá-los...
Ela não se intimidou com o longo caminho que iria percorrer
Para fazer com que os outros entendessem
Que ela tinha direito aos direitos que lhe pertenciam...
E ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre,
A gritar quando tem vontade,
A chorar quando precisa de chorar,
E a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir...
Mas, acima de tudo, aprendeu a ser forte...
De calças compridas, salto alto, com rosto pintado e cabelos penteados...
Ela aprendeu a ser muito mais do que uma mulher vaidosa...
Aprendeu a ser idealista, determinada e precisa...
Aprendeu a falar alto quando necessário...
Mas não foi só isso...
Ela aprendeu muito mais...
Aprendeu com a vida, com a situação,
Com a dor (a não ser apenas uma reprodutora e esposa)...
Aprendeu que ela é uma parte importante na história,
Alguém que poderia ultrapassar,
Com ousadia e coragem, os limites da hierarquia...
Ela ensinou aos outros a terem respeito pela sua luta
E alguns assim entenderam, outros não...
Ela aprendeu a tomar conta de si mesma,
A tomar decisões e a não ter medo de dizer: "Eu posso"...
Aprendeu que não se deve ter vergonha do sexo,
Nem de dizer que gosta de sexo...
Aprendeu a tomar iniciativa e a dizer "não" quando necessário...
E percebeu que pode prevenir-se…
E decidir a hora certa de ser mãe sem ser pressionada...
E perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade,
Ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana,
Mas que podia ser quebrada várias vezes…
E que sempre conseguia juntar-se sem perder nenhum dos pedaços...
Isso é ser mulher!
A mulher é o único ser da criação, que abriga dentro de si, um templo.
Só ela sabe ser deusa e ser santa, ser rainha e ser mulher.
Ser forte quando precisa e ser frágil quando quer.
A mulher gera vidas e cria a humanidade.
Que sabe ser estrela, e sabe ter saudade.
Só ela sabe ser mulher e ser menina, ser sedutora e ser seduzida.
É luz que brilha, acalma e tranquiliza.
Ela é música quando é alegria, é ritmo vibrante quando improvisa.
É tempestade quando chora e um vulcão quando ama.
Sofre discriminação, é incompreendida mas sabe superar.
Sofre também preconceitos, tem lá os seus defeitos, mas sabe perdoar.
Ela consegue lutar pela vida, se transformar em fera, mas sem perder a doçura.
É mulher e é amante, companheira, guerreira.
Ela pode até perder a luta, mas nunca perde os seus ideais.
Pode perder os seus amores, mas nunca desiste dos seus sonhos.
A mulher é feminina, sensível, amável, sem perder a força.
Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta.
Assume como a lua, ela tem as suas fases todas imprevisíveis.
E com certeza a mulher é o maior de todos os mistérios,
Que alguns homens ainda não conseguiram desvendar! "
Mais tarde...
Tuesday, September 30, 2008
A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua.
Existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.
Monday, September 29, 2008
"Of all the things I question in life, I have one answer in my mind.
What you need is that one person who keeps you going, that one person who manages to take all the pain away. It amazes me that the one person who stays with you through everything, makes you forget all about the others who didn't. A single soul out of the billions in the world can make you feel like you are the world. Life is only worth living if there is someone worth living for. You need that someone who fills the empty space in your heart, someone who lets you know you're so much more than enough."
Há bocado.
assim de um momento para o outro, fixei o tecto e tomei uma decisão - talvez a mais importante da minha vida. decidi não me prender ao orgulho das coisas escuras, não pensar no que vem a seguir, sorrir para sempre, não evitar as melhores emoções por saber que ainda são efémeras e depois dói perdê-las, fazer tudo com pouco, mais com menos.
[in http://gxxvn.blogspot.com/]
[in http://gxxvn.blogspot.com/]
Friday, September 26, 2008
Mas gostava que soubesses que já gosto muito de ti, embora ainda não tenha tido tempo de saber o que é isso de gostar muito de ti.
Não faz mal, logo se vê. Não, o que me assusta mesmo muito, quase terror por vezes, e depois não poder voltar atrás, tão simplesmente como quem põe uma fita de cinema a rebobinar. Quero dizer, depois de começar a gostar de ti como gosto, já não consigo desfazer isso que se fez, sei lá o que, o que tu quiseres, isso tudo, o que nos traz juntos ate aqui, se tu quiseres.
[Pedro Paixão]
[Pedro Paixão]
É tão estranho conhecer uma pessoa.
Tão difícil que parece impossível. Não existir e passar a existir: uma pessoa inteira, um mundo inteiro. Onde caberá um mundo inteiro neste mundo pequenino? Como é que se consegue? Como é que se faz?
[Pedro Paixão]
[Pedro Paixão]
O sorriso.
Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nú dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
[Eugénio de Andrade]
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nú dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
[Eugénio de Andrade]
Thursday, September 25, 2008
Às vezes sinto que os anos me passam ao lado.
outras vezes que me passaram por cima, é conforme...!
[M.R.P.]
[M.R.P.]
Tuesday, September 23, 2008
Estado permanente de flor.
E se você desejar me conhecer...
Vou te ensinar o itinerário...
Primeiro, esqueça o horário...
Liberte-se das capas, mapas e mentiras...
e ria junto comigo...
Não gosto de formalidades, muito tato que leva às meias-verdades...
Serei sempre do tamanho que você me enxergar...
Porém...veja-me como sou,
não diga que tenho valor se você não me dá o devido...
Não sou de vidro, não quebro à toa...
Na boa, trata-me com a intensidade necessária
e não me faça de deusa...
se você não consegue vê-la em mim.
Meu pedido, meu recado e tudo que preciso
está escrito no tempo...
Vento...calmarias e nada mais pode apagar isso...
O que preciso é de eternidade...
Sendo assim...aprecie o que te ofereço de coração...
Observe-me com a leveza de uma bolha de sabão...
e ache minha beleza...
Ela está ao meu redor...no meu calor...no meu estado permanente de flor.
[Karla Bardanza]
Vou te ensinar o itinerário...
Primeiro, esqueça o horário...
Liberte-se das capas, mapas e mentiras...
e ria junto comigo...
Não gosto de formalidades, muito tato que leva às meias-verdades...
Serei sempre do tamanho que você me enxergar...
Porém...veja-me como sou,
não diga que tenho valor se você não me dá o devido...
Não sou de vidro, não quebro à toa...
Na boa, trata-me com a intensidade necessária
e não me faça de deusa...
se você não consegue vê-la em mim.
Meu pedido, meu recado e tudo que preciso
está escrito no tempo...
Vento...calmarias e nada mais pode apagar isso...
O que preciso é de eternidade...
Sendo assim...aprecie o que te ofereço de coração...
Observe-me com a leveza de uma bolha de sabão...
e ache minha beleza...
Ela está ao meu redor...no meu calor...no meu estado permanente de flor.
[Karla Bardanza]
Monday, September 22, 2008
Tenho o verde secreto dos teus olhos, algumas palavras de ódio, algumas palavras de amor.
O tapete que vai partir para o infinito esta noite ou uma noite qualquer.
The art of Losing.
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
...Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
[Elizabeth Bishop]
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
...Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
[Elizabeth Bishop]
Sunday, September 21, 2008
Só há dois tipos de problemas:
os que o tempo resolve e os que nem o tempo resolve.
[Margarida Rebelo Pinto]
[Margarida Rebelo Pinto]
Saturday, September 20, 2008
Thursday, September 18, 2008
Se a guerra se faz com mísseis, não adianta cansarmo-nos a atirar-lhes pedras.
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
Não tenho pena de ter o coração fechado, é muito mais fácil viver assim.
De vez em quando abro um pequeno compartimento e alguém entra, mas é só para espreitar, nunca fica muito tempo...
A palavra de ordem é construção.
E devagarinho. Não gosto de quem aparece de um dia para o outro. É como um castelo de areia: se pusermos areia, calcarmos, mais um bocadinho de areia, fica mais sólido. Podemos (então) construir alguma coisa sobre isso.
Porque os outros se mascáram mas tu não.
Porque os outros usam a virtude para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem e os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros sao hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos e tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
[Sophia de Mello Breyner Andresen]
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem e os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros sao hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos e tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
[Sophia de Mello Breyner Andresen]
Vem por aqui!
...dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
[José Régio]
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
[José Régio]
Wednesday, September 17, 2008
Um homem tem de criar raízes e não pode ser feliz a vida inteira em salas de embarque de aeroportos.
[Margarida Rebelo Pinto]
As segundas escolhas são para os vencidos da vida, para aqueles que já perderam a força de sonhar e de lutar.
quem quer mesmo o melhor não desiste, joga os noventa minutos, vai a prolongamento e aguenta todos os campeonatos que forem precisos até conquistar a taça.
[Margarida Rebelo Pinto]
[Margarida Rebelo Pinto]
Tuesday, September 16, 2008
Quero brilho dos olhos.
e viragens repentinas do irredutível, viagens ao outro lado do mundo por apenas um fim de semana, amor de rebentar botões de camisas, cafés olhos nos olhos e gargalhadas cúmplices. Quero sorte das estrelas, passos firmes, e o teu cheiro para sempre no meu cabelo.
[inhttp://gxxvn.blogspot.com/]
[inhttp://gxxvn.blogspot.com/]
Monday, September 15, 2008
Friday, September 12, 2008
Thursday, September 11, 2008
Devemos fazer da interrupção, um caminho novo.
Da queda, um passo de dança.
Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. E da procura, um encontro.
[Fernando Pessoa]
Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. E da procura, um encontro.
[Fernando Pessoa]
Acabar à homem.
"Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim
o que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
- Não quero mais
chegam com os discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações do género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui separar da chata
- Custou mas foi
- Amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e depois passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas, nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar (chichi, sede, fome, a janela de que se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no rónhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
- Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, nãos lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas?
Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor do que eu
levou como resposta
- Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua.
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que lhe façam falta.
Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me."
[António Lobo Antunes In Visão]
- Pai, acabei um namoro à homem
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim
o que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
- Não quero mais
chegam com os discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações do género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui separar da chata
- Custou mas foi
- Amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e depois passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas, nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar (chichi, sede, fome, a janela de que se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no rónhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
- Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, nãos lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas?
Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor do que eu
levou como resposta
- Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua.
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que lhe façam falta.
Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me."
[António Lobo Antunes In Visão]
Wednesday, September 10, 2008
O amor é vontade.
já dizia Sá de Miranda, poeta petrarquista.
Quando uma pessoa se quer apaixonar apaixona-se mesmo, ainda que por um sapo, desde que ele esteja disponível. A ocasião faz a paixão e quem feio ama bonito lhe carece.
[M.R.P.]
Quando uma pessoa se quer apaixonar apaixona-se mesmo, ainda que por um sapo, desde que ele esteja disponível. A ocasião faz a paixão e quem feio ama bonito lhe carece.
[M.R.P.]
O Cemitério dos Poetas.
Há pessoas que põem palavras nos nossos sentimentos. Parecem-se com os poetas. Mas depois, de surpresa, abandonam os nossos sonhos pé ante pé ou de “pantufas”. Não sei... Na verdade, decepcionam-nos (devagarinho) e, quando damos por isso, apagam-se dentro de nós. Deixam de ser preciosas e, por tudo o que valeram, não podem voltar a ser só (!) nossas amigas. Partem para uma “terra de ninguém”, muito distante do sítio onde vivem os génios da lâmpada, o Pai Natal, as fadas e os duendes. E por lá ficam. Mais ou menos errantes.
Imagino esse lugar, onde se acotovelam tantas pessoas que nos disseram tanto, como um Purgatório, com a particularidade de lá não se ser promovido, com facilidade, até ao Céu. É verdade que essas pessoas não se transformam num inferno dentro de nós, embora, por vezes, surjam, ora como um vulto ora como uma silhueta ou, até mesmo, como uma estrela cadente que, atravessando o nosso coração, já não provoca um arrepio (muito menos, um calafrio, que são aqueles sentimentos impetuosos que nos desabotoam a cabeça e nos deixam a arder de paixão e a tremer de medo, ao mesmo tempo).
Afinal, não são nem amigos nem amores. Transformam-se num museu? Numa arqueologia de todos os amores, por exemplo? Às vezes, nem isso. Infelizmente. Se fosse assim, estáticas, empoeirados, seguravam-se no nosso coração. O que não acontece às pessoas que foram perdendo a magia...
Este “não sei onde” é uma espécie de cemitério de poetas dentro de nós. Um lugar de silêncio que convida a espreitar para o que sentimos. Com surpresa e com dor, ao descobrirmos que, ao contrário do que sempre desejámos, há relações – luminosas - que foram morrendo para nós. Às vezes assusta. Afinal, não é simpático descobrirmos que mora em nós alguém que, não sendo o Capitão Gancho, tenha ajudado a morrer quem trouxe poesia, ou luz, ou um insustentável rebuliço ao que sentimos... Às vezes, atormenta. Porque magoa descobrirmos que – mesmo quando nos imaginamos a dar a sala mais espaçosa do nosso coração - também nós, dentro de algumas, vivemos sem viver, errantes, nesse “não sei onde” de alguém, entre os seus amigos e os seus amores. Às vezes ainda, somos tocados pelos galanteios da vida e, levados pelo entusiasmo, imaginamos que, se desejarmos com muita força, algumas das pessoas que guardamos no nosso cemitério de poetas ressuscitam e regressam, cheias de luz, para surpresa do Pai Natal ou das fadas. Eu sei que também entre as pessoas há quem pareça mágico mas intocável. Como eles. Mas: esse é o cais de embarque que, de surpresa, nos pode levar (sem volta) para o cemitério dos poetas.
[Eduardo Sá]
Imagino esse lugar, onde se acotovelam tantas pessoas que nos disseram tanto, como um Purgatório, com a particularidade de lá não se ser promovido, com facilidade, até ao Céu. É verdade que essas pessoas não se transformam num inferno dentro de nós, embora, por vezes, surjam, ora como um vulto ora como uma silhueta ou, até mesmo, como uma estrela cadente que, atravessando o nosso coração, já não provoca um arrepio (muito menos, um calafrio, que são aqueles sentimentos impetuosos que nos desabotoam a cabeça e nos deixam a arder de paixão e a tremer de medo, ao mesmo tempo).
Afinal, não são nem amigos nem amores. Transformam-se num museu? Numa arqueologia de todos os amores, por exemplo? Às vezes, nem isso. Infelizmente. Se fosse assim, estáticas, empoeirados, seguravam-se no nosso coração. O que não acontece às pessoas que foram perdendo a magia...
Este “não sei onde” é uma espécie de cemitério de poetas dentro de nós. Um lugar de silêncio que convida a espreitar para o que sentimos. Com surpresa e com dor, ao descobrirmos que, ao contrário do que sempre desejámos, há relações – luminosas - que foram morrendo para nós. Às vezes assusta. Afinal, não é simpático descobrirmos que mora em nós alguém que, não sendo o Capitão Gancho, tenha ajudado a morrer quem trouxe poesia, ou luz, ou um insustentável rebuliço ao que sentimos... Às vezes, atormenta. Porque magoa descobrirmos que – mesmo quando nos imaginamos a dar a sala mais espaçosa do nosso coração - também nós, dentro de algumas, vivemos sem viver, errantes, nesse “não sei onde” de alguém, entre os seus amigos e os seus amores. Às vezes ainda, somos tocados pelos galanteios da vida e, levados pelo entusiasmo, imaginamos que, se desejarmos com muita força, algumas das pessoas que guardamos no nosso cemitério de poetas ressuscitam e regressam, cheias de luz, para surpresa do Pai Natal ou das fadas. Eu sei que também entre as pessoas há quem pareça mágico mas intocável. Como eles. Mas: esse é o cais de embarque que, de surpresa, nos pode levar (sem volta) para o cemitério dos poetas.
[Eduardo Sá]
Tuesday, September 9, 2008
Não te vou julgar porque também eu posso ser réu.
não te vou julgar porque quem te julga está no céu.
Monday, September 8, 2008
Great dancers are not great because of their technique.
they're great because of their passion!
[Martha Graham]
[Martha Graham]
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora! Soltar! Desprender-se!
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos....
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és....
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
[Fernando Pessoa]
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora! Soltar! Desprender-se!
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos....
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és....
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
[Fernando Pessoa]
Sunday, September 7, 2008
A esperança.
"A esperança desponta precisamente quando o espírito descai, quando a emoção se esvazia, quando a firmeza se apaga, quando a vontade murcha. é nessa altura que se chega à Esperança. A Esperança é esperar, é estar longamente, lentamente e continuamente à espera. A Esperança é perder o sonho e a ânsia, é perder a aspiração e o desejo e, apesar disso, confiar, acreditar, continuar à espera. Esperar todos os dias, como no dia anterior."
É tempo de ir sem pensar em voltar.
Tempo de ir. Apenas ir. É tempo de rir. Rir da vida. Rir de nós. Rir de tudo. É tempo de não fazer nada. É tempo de fazer tudo. É tempo de viver.
Friday, September 5, 2008
Nunca receies a adversidade:
lembra-te de que os papagaios de papel sobem contra o vento & não a favor dele!
Tuesday, September 2, 2008
Friday, August 29, 2008
Thursday, August 28, 2008
It’s not that I want you to live a lie.
It’s just that, through your eyes, I see the loss of what you could be...
Monday, August 25, 2008
It might not be the right time, I might not be the right one.
But there's something about us I got to say, cause there's something between us anyway...
Sunday, August 24, 2008
Friday, August 22, 2008
Fotografar.
Watch your thoughts, they become words.
Watch your words, they become actions. Watch your actions, they become habits. Watch your habits, they become character. Watch your character, it becomes your destiny!
Thursday, August 21, 2008
I believe in pink.
I believe that loving is the best calorie burner. I believe in french kissing. I believe that happy girls are the prettiest girls. I believe...
[Audrey Hepburn]
[Audrey Hepburn]
Wednesday, August 20, 2008
There must be people whose job it is to use the right words, put things in a way.
who when their heart beats, can get other people's hearts to beat.
Justiça.
não é só o modo como castigamos aqueles que nos prejudicam... é também o modo como tentamos salvá-los.
Monday, August 18, 2008
A vida não muda se não a mudares.
O mundo não gira se não o girares. Avança na dança da tua mudança.. Faz guerra à guerra e à ignorância... Lembra que quem sonha pode mover a montanha...!
Thursday, August 14, 2008
Porque vivemos como se o Tempo nos pertencesse infinitamente?
Como se pudéssemos repetir tudo de novo, como se pudéssemos alguma coisa?!
[Inês Pedrosa]
[Inês Pedrosa]
Apesar de raramente termos consciência disso.
não há dúvida de que a necessidade mais profunda do ser humano é dar-se.
Monday, August 11, 2008
Quando te fores embora, não faças barulho.
Prefiro não saber, não te ouvir, não sentir ao olhar a tua sombra na parede e perceber que pode ser a última vez que a luz desenha o teu perfil aquilino, metade pássaro, metade imperador. Prefiro não saber que partes, porque ao menos assim, não choro a tua ausência, porque não me foi anunciada. E se não fizeres barulho e eu continuar adormecida, no dia seguinte vou imaginar que acordei em um outro lugar, que entrei numa dimensão desconhecida, que mudei de nome e de coração e que, como nunca te conheci, não posso chorar a tua perda.
[Margarida Rebelo Pinto]
[Margarida Rebelo Pinto]
Guardar.
'Significa deitar maõs à obra, olhar para cada coisa, pegar-lhe com cuidado e atribuir-lhe, primeiro, uma importância e, depois, uma gaveta. Como um sotão que se arruma mantendo intactas todas as peças e, até, alguma poeira que o tempo acumulou. Ninguém deve limpar o chão de um sotão antigo com baldes de lixívia e uma escova dura. Separa-se o que não interessa ou já não tem utilidade e deita-se o lixo no lixo. E exactamente isso que deviamos fazer com o nosso passado. Separar o que nao interessa, arrumar muito bem nas gavetas os pequenos e grandes tesouros e deitar o lixo no lixo'.
Sunday, August 10, 2008
Não há nada mais sugestivo do que um perfume.
Precisamente porque é uma lembrança que não pudemos desvanecer.
[Christian Dior]
[Christian Dior]
Nothing lasts forever.
so life it up, drink it down, laugh it off, avoid the bullshit, take chances, and never have regrets, because at one point, what you did was exactly what you wanted.
Friday, August 8, 2008
As bagagens que trazia deixei dispersas no chão.
tudo aquilo que eu mais queria cabe na palma da mão.
Never say goodbye when you still want to try.
Never give up when you still feel you can take it. Never say you no longer love a person when you can't let go. If you love someone, tell them.
Wednesday, August 6, 2008
Monday, August 4, 2008
Para que percorres inutilmente o céu inteiro à procura da tua estrela?
Põe-na lá.
[Vergílio Ferreira]
[Vergílio Ferreira]
Tuesday, July 29, 2008
Oh amor, deixa a dor pra depois.
Só alguns sabem que, se subirem o murro, está uma praia bonita onde há sol o ano inteiro...
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