Sunday, October 5, 2008
Have some fire. Be unstoppable.
Be a force of nature. Be better than anyone here, and don't give a damn what anyone thinks.
Once upon a time, happier ever after.
The stories we tell are the stuff of dreams. Fairy tales don't come true. Reality is much stormier. Much murkier. Much scarier.
True.
Patient: Why do men cheat? My husband slept with my friend, he lost his job and then he slept with my friend, telling me he loves me. Why?
Alex: Maybe he was low, he was down and he didn't want you to see him like that, in pain, weak, less than a man. He has his pride so he turned away. It's not right but it doesn't mean he doesn't care about you. I SWEAR it doesn't.
[in Grey's Anatomy]
Alex: Maybe he was low, he was down and he didn't want you to see him like that, in pain, weak, less than a man. He has his pride so he turned away. It's not right but it doesn't mean he doesn't care about you. I SWEAR it doesn't.
[in Grey's Anatomy]
Friday, October 3, 2008
It is easy to hate and it is difficult to love.
This is how the whole scheme of things works. All good things are difficult to achieve; and bad things are very easy to get.
Thursday, October 2, 2008
Wednesday, October 1, 2008
Conselho é uma forma de nostalgia.
dar conselho é forma de resgatar o passado da lata do lixo, limpá-lo, esconder as partes feias, e reciclá-lo por um preço maior do que o que vale.
Ser mulher.
"Um dia, perguntaram-me como é ser mulher nos dias de hoje
E eu respondi que ser mulher é aprender...
Percebi que a minha resposta não tinha sido muito clara e satisfatória...
Tentei explicar e disse, orgulhosamente,
Que ao longo de muitos anos a mulher aprendeu
A não andar de joelhos curvados e de cabeça baixa...
Aprendeu a levantar-se sozinha e a secar as próprias lágrimas...
Ela percebeu que podia ser muito mais do que as pessoas lhe diziam...
Aprendeu a tirar a roupa e a mostrar-se sem medo…
E percebeu que também sentia desejos e que gostava de senti-los...
E andando com as próprias pernas,
Ela entendeu que havia espaço suficiente para ela em qualquer lugar
E decidiu ocupá-los...
Ela não se intimidou com o longo caminho que iria percorrer
Para fazer com que os outros entendessem
Que ela tinha direito aos direitos que lhe pertenciam...
E ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre,
A gritar quando tem vontade,
A chorar quando precisa de chorar,
E a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir...
Mas, acima de tudo, aprendeu a ser forte...
De calças compridas, salto alto, com rosto pintado e cabelos penteados...
Ela aprendeu a ser muito mais do que uma mulher vaidosa...
Aprendeu a ser idealista, determinada e precisa...
Aprendeu a falar alto quando necessário...
Mas não foi só isso...
Ela aprendeu muito mais...
Aprendeu com a vida, com a situação,
Com a dor (a não ser apenas uma reprodutora e esposa)...
Aprendeu que ela é uma parte importante na história,
Alguém que poderia ultrapassar,
Com ousadia e coragem, os limites da hierarquia...
Ela ensinou aos outros a terem respeito pela sua luta
E alguns assim entenderam, outros não...
Ela aprendeu a tomar conta de si mesma,
A tomar decisões e a não ter medo de dizer: "Eu posso"...
Aprendeu que não se deve ter vergonha do sexo,
Nem de dizer que gosta de sexo...
Aprendeu a tomar iniciativa e a dizer "não" quando necessário...
E percebeu que pode prevenir-se…
E decidir a hora certa de ser mãe sem ser pressionada...
E perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade,
Ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana,
Mas que podia ser quebrada várias vezes…
E que sempre conseguia juntar-se sem perder nenhum dos pedaços...
Isso é ser mulher!
A mulher é o único ser da criação, que abriga dentro de si, um templo.
Só ela sabe ser deusa e ser santa, ser rainha e ser mulher.
Ser forte quando precisa e ser frágil quando quer.
A mulher gera vidas e cria a humanidade.
Que sabe ser estrela, e sabe ter saudade.
Só ela sabe ser mulher e ser menina, ser sedutora e ser seduzida.
É luz que brilha, acalma e tranquiliza.
Ela é música quando é alegria, é ritmo vibrante quando improvisa.
É tempestade quando chora e um vulcão quando ama.
Sofre discriminação, é incompreendida mas sabe superar.
Sofre também preconceitos, tem lá os seus defeitos, mas sabe perdoar.
Ela consegue lutar pela vida, se transformar em fera, mas sem perder a doçura.
É mulher e é amante, companheira, guerreira.
Ela pode até perder a luta, mas nunca perde os seus ideais.
Pode perder os seus amores, mas nunca desiste dos seus sonhos.
A mulher é feminina, sensível, amável, sem perder a força.
Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta.
Assume como a lua, ela tem as suas fases todas imprevisíveis.
E com certeza a mulher é o maior de todos os mistérios,
Que alguns homens ainda não conseguiram desvendar! "
E eu respondi que ser mulher é aprender...
Percebi que a minha resposta não tinha sido muito clara e satisfatória...
Tentei explicar e disse, orgulhosamente,
Que ao longo de muitos anos a mulher aprendeu
A não andar de joelhos curvados e de cabeça baixa...
Aprendeu a levantar-se sozinha e a secar as próprias lágrimas...
Ela percebeu que podia ser muito mais do que as pessoas lhe diziam...
Aprendeu a tirar a roupa e a mostrar-se sem medo…
E percebeu que também sentia desejos e que gostava de senti-los...
E andando com as próprias pernas,
Ela entendeu que havia espaço suficiente para ela em qualquer lugar
E decidiu ocupá-los...
Ela não se intimidou com o longo caminho que iria percorrer
Para fazer com que os outros entendessem
Que ela tinha direito aos direitos que lhe pertenciam...
E ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre,
A gritar quando tem vontade,
A chorar quando precisa de chorar,
E a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir...
Mas, acima de tudo, aprendeu a ser forte...
De calças compridas, salto alto, com rosto pintado e cabelos penteados...
Ela aprendeu a ser muito mais do que uma mulher vaidosa...
Aprendeu a ser idealista, determinada e precisa...
Aprendeu a falar alto quando necessário...
Mas não foi só isso...
Ela aprendeu muito mais...
Aprendeu com a vida, com a situação,
Com a dor (a não ser apenas uma reprodutora e esposa)...
Aprendeu que ela é uma parte importante na história,
Alguém que poderia ultrapassar,
Com ousadia e coragem, os limites da hierarquia...
Ela ensinou aos outros a terem respeito pela sua luta
E alguns assim entenderam, outros não...
Ela aprendeu a tomar conta de si mesma,
A tomar decisões e a não ter medo de dizer: "Eu posso"...
Aprendeu que não se deve ter vergonha do sexo,
Nem de dizer que gosta de sexo...
Aprendeu a tomar iniciativa e a dizer "não" quando necessário...
E percebeu que pode prevenir-se…
E decidir a hora certa de ser mãe sem ser pressionada...
E perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade,
Ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana,
Mas que podia ser quebrada várias vezes…
E que sempre conseguia juntar-se sem perder nenhum dos pedaços...
Isso é ser mulher!
A mulher é o único ser da criação, que abriga dentro de si, um templo.
Só ela sabe ser deusa e ser santa, ser rainha e ser mulher.
Ser forte quando precisa e ser frágil quando quer.
A mulher gera vidas e cria a humanidade.
Que sabe ser estrela, e sabe ter saudade.
Só ela sabe ser mulher e ser menina, ser sedutora e ser seduzida.
É luz que brilha, acalma e tranquiliza.
Ela é música quando é alegria, é ritmo vibrante quando improvisa.
É tempestade quando chora e um vulcão quando ama.
Sofre discriminação, é incompreendida mas sabe superar.
Sofre também preconceitos, tem lá os seus defeitos, mas sabe perdoar.
Ela consegue lutar pela vida, se transformar em fera, mas sem perder a doçura.
É mulher e é amante, companheira, guerreira.
Ela pode até perder a luta, mas nunca perde os seus ideais.
Pode perder os seus amores, mas nunca desiste dos seus sonhos.
A mulher é feminina, sensível, amável, sem perder a força.
Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta.
Assume como a lua, ela tem as suas fases todas imprevisíveis.
E com certeza a mulher é o maior de todos os mistérios,
Que alguns homens ainda não conseguiram desvendar! "
Mais tarde...
Tuesday, September 30, 2008
A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua.
Existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.
Monday, September 29, 2008
"Of all the things I question in life, I have one answer in my mind.
What you need is that one person who keeps you going, that one person who manages to take all the pain away. It amazes me that the one person who stays with you through everything, makes you forget all about the others who didn't. A single soul out of the billions in the world can make you feel like you are the world. Life is only worth living if there is someone worth living for. You need that someone who fills the empty space in your heart, someone who lets you know you're so much more than enough."
Há bocado.
assim de um momento para o outro, fixei o tecto e tomei uma decisão - talvez a mais importante da minha vida. decidi não me prender ao orgulho das coisas escuras, não pensar no que vem a seguir, sorrir para sempre, não evitar as melhores emoções por saber que ainda são efémeras e depois dói perdê-las, fazer tudo com pouco, mais com menos.
[in http://gxxvn.blogspot.com/]
[in http://gxxvn.blogspot.com/]
Friday, September 26, 2008
Mas gostava que soubesses que já gosto muito de ti, embora ainda não tenha tido tempo de saber o que é isso de gostar muito de ti.
Não faz mal, logo se vê. Não, o que me assusta mesmo muito, quase terror por vezes, e depois não poder voltar atrás, tão simplesmente como quem põe uma fita de cinema a rebobinar. Quero dizer, depois de começar a gostar de ti como gosto, já não consigo desfazer isso que se fez, sei lá o que, o que tu quiseres, isso tudo, o que nos traz juntos ate aqui, se tu quiseres.
[Pedro Paixão]
[Pedro Paixão]
É tão estranho conhecer uma pessoa.
Tão difícil que parece impossível. Não existir e passar a existir: uma pessoa inteira, um mundo inteiro. Onde caberá um mundo inteiro neste mundo pequenino? Como é que se consegue? Como é que se faz?
[Pedro Paixão]
[Pedro Paixão]
O sorriso.
Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nú dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
[Eugénio de Andrade]
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nú dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
[Eugénio de Andrade]
Thursday, September 25, 2008
Às vezes sinto que os anos me passam ao lado.
outras vezes que me passaram por cima, é conforme...!
[M.R.P.]
[M.R.P.]
Tuesday, September 23, 2008
Estado permanente de flor.
E se você desejar me conhecer...
Vou te ensinar o itinerário...
Primeiro, esqueça o horário...
Liberte-se das capas, mapas e mentiras...
e ria junto comigo...
Não gosto de formalidades, muito tato que leva às meias-verdades...
Serei sempre do tamanho que você me enxergar...
Porém...veja-me como sou,
não diga que tenho valor se você não me dá o devido...
Não sou de vidro, não quebro à toa...
Na boa, trata-me com a intensidade necessária
e não me faça de deusa...
se você não consegue vê-la em mim.
Meu pedido, meu recado e tudo que preciso
está escrito no tempo...
Vento...calmarias e nada mais pode apagar isso...
O que preciso é de eternidade...
Sendo assim...aprecie o que te ofereço de coração...
Observe-me com a leveza de uma bolha de sabão...
e ache minha beleza...
Ela está ao meu redor...no meu calor...no meu estado permanente de flor.
[Karla Bardanza]
Vou te ensinar o itinerário...
Primeiro, esqueça o horário...
Liberte-se das capas, mapas e mentiras...
e ria junto comigo...
Não gosto de formalidades, muito tato que leva às meias-verdades...
Serei sempre do tamanho que você me enxergar...
Porém...veja-me como sou,
não diga que tenho valor se você não me dá o devido...
Não sou de vidro, não quebro à toa...
Na boa, trata-me com a intensidade necessária
e não me faça de deusa...
se você não consegue vê-la em mim.
Meu pedido, meu recado e tudo que preciso
está escrito no tempo...
Vento...calmarias e nada mais pode apagar isso...
O que preciso é de eternidade...
Sendo assim...aprecie o que te ofereço de coração...
Observe-me com a leveza de uma bolha de sabão...
e ache minha beleza...
Ela está ao meu redor...no meu calor...no meu estado permanente de flor.
[Karla Bardanza]
Monday, September 22, 2008
Tenho o verde secreto dos teus olhos, algumas palavras de ódio, algumas palavras de amor.
O tapete que vai partir para o infinito esta noite ou uma noite qualquer.
The art of Losing.
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
...Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
[Elizabeth Bishop]
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
...Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
[Elizabeth Bishop]
Sunday, September 21, 2008
Só há dois tipos de problemas:
os que o tempo resolve e os que nem o tempo resolve.
[Margarida Rebelo Pinto]
[Margarida Rebelo Pinto]
Saturday, September 20, 2008
Thursday, September 18, 2008
Se a guerra se faz com mísseis, não adianta cansarmo-nos a atirar-lhes pedras.
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
Não tenho pena de ter o coração fechado, é muito mais fácil viver assim.
De vez em quando abro um pequeno compartimento e alguém entra, mas é só para espreitar, nunca fica muito tempo...
A palavra de ordem é construção.
E devagarinho. Não gosto de quem aparece de um dia para o outro. É como um castelo de areia: se pusermos areia, calcarmos, mais um bocadinho de areia, fica mais sólido. Podemos (então) construir alguma coisa sobre isso.
Porque os outros se mascáram mas tu não.
Porque os outros usam a virtude para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem e os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros sao hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos e tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
[Sophia de Mello Breyner Andresen]
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem e os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros sao hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos e tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
[Sophia de Mello Breyner Andresen]
Vem por aqui!
...dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
[José Régio]
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
[José Régio]
Wednesday, September 17, 2008
Um homem tem de criar raízes e não pode ser feliz a vida inteira em salas de embarque de aeroportos.
[Margarida Rebelo Pinto]
As segundas escolhas são para os vencidos da vida, para aqueles que já perderam a força de sonhar e de lutar.
quem quer mesmo o melhor não desiste, joga os noventa minutos, vai a prolongamento e aguenta todos os campeonatos que forem precisos até conquistar a taça.
[Margarida Rebelo Pinto]
[Margarida Rebelo Pinto]
Tuesday, September 16, 2008
Quero brilho dos olhos.
e viragens repentinas do irredutível, viagens ao outro lado do mundo por apenas um fim de semana, amor de rebentar botões de camisas, cafés olhos nos olhos e gargalhadas cúmplices. Quero sorte das estrelas, passos firmes, e o teu cheiro para sempre no meu cabelo.
[inhttp://gxxvn.blogspot.com/]
[inhttp://gxxvn.blogspot.com/]
Monday, September 15, 2008
Friday, September 12, 2008
Thursday, September 11, 2008
Devemos fazer da interrupção, um caminho novo.
Da queda, um passo de dança.
Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. E da procura, um encontro.
[Fernando Pessoa]
Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. E da procura, um encontro.
[Fernando Pessoa]
Acabar à homem.
"Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim
o que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
- Não quero mais
chegam com os discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações do género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui separar da chata
- Custou mas foi
- Amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e depois passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas, nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar (chichi, sede, fome, a janela de que se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no rónhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
- Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, nãos lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas?
Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor do que eu
levou como resposta
- Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua.
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que lhe façam falta.
Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me."
[António Lobo Antunes In Visão]
- Pai, acabei um namoro à homem
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim
o que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
- Não quero mais
chegam com os discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações do género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui separar da chata
- Custou mas foi
- Amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e depois passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas, nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar (chichi, sede, fome, a janela de que se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no rónhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
- Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, nãos lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas?
Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor do que eu
levou como resposta
- Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua.
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que lhe façam falta.
Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me."
[António Lobo Antunes In Visão]
Wednesday, September 10, 2008
O amor é vontade.
já dizia Sá de Miranda, poeta petrarquista.
Quando uma pessoa se quer apaixonar apaixona-se mesmo, ainda que por um sapo, desde que ele esteja disponível. A ocasião faz a paixão e quem feio ama bonito lhe carece.
[M.R.P.]
Quando uma pessoa se quer apaixonar apaixona-se mesmo, ainda que por um sapo, desde que ele esteja disponível. A ocasião faz a paixão e quem feio ama bonito lhe carece.
[M.R.P.]
O Cemitério dos Poetas.
Há pessoas que põem palavras nos nossos sentimentos. Parecem-se com os poetas. Mas depois, de surpresa, abandonam os nossos sonhos pé ante pé ou de “pantufas”. Não sei... Na verdade, decepcionam-nos (devagarinho) e, quando damos por isso, apagam-se dentro de nós. Deixam de ser preciosas e, por tudo o que valeram, não podem voltar a ser só (!) nossas amigas. Partem para uma “terra de ninguém”, muito distante do sítio onde vivem os génios da lâmpada, o Pai Natal, as fadas e os duendes. E por lá ficam. Mais ou menos errantes.
Imagino esse lugar, onde se acotovelam tantas pessoas que nos disseram tanto, como um Purgatório, com a particularidade de lá não se ser promovido, com facilidade, até ao Céu. É verdade que essas pessoas não se transformam num inferno dentro de nós, embora, por vezes, surjam, ora como um vulto ora como uma silhueta ou, até mesmo, como uma estrela cadente que, atravessando o nosso coração, já não provoca um arrepio (muito menos, um calafrio, que são aqueles sentimentos impetuosos que nos desabotoam a cabeça e nos deixam a arder de paixão e a tremer de medo, ao mesmo tempo).
Afinal, não são nem amigos nem amores. Transformam-se num museu? Numa arqueologia de todos os amores, por exemplo? Às vezes, nem isso. Infelizmente. Se fosse assim, estáticas, empoeirados, seguravam-se no nosso coração. O que não acontece às pessoas que foram perdendo a magia...
Este “não sei onde” é uma espécie de cemitério de poetas dentro de nós. Um lugar de silêncio que convida a espreitar para o que sentimos. Com surpresa e com dor, ao descobrirmos que, ao contrário do que sempre desejámos, há relações – luminosas - que foram morrendo para nós. Às vezes assusta. Afinal, não é simpático descobrirmos que mora em nós alguém que, não sendo o Capitão Gancho, tenha ajudado a morrer quem trouxe poesia, ou luz, ou um insustentável rebuliço ao que sentimos... Às vezes, atormenta. Porque magoa descobrirmos que – mesmo quando nos imaginamos a dar a sala mais espaçosa do nosso coração - também nós, dentro de algumas, vivemos sem viver, errantes, nesse “não sei onde” de alguém, entre os seus amigos e os seus amores. Às vezes ainda, somos tocados pelos galanteios da vida e, levados pelo entusiasmo, imaginamos que, se desejarmos com muita força, algumas das pessoas que guardamos no nosso cemitério de poetas ressuscitam e regressam, cheias de luz, para surpresa do Pai Natal ou das fadas. Eu sei que também entre as pessoas há quem pareça mágico mas intocável. Como eles. Mas: esse é o cais de embarque que, de surpresa, nos pode levar (sem volta) para o cemitério dos poetas.
[Eduardo Sá]
Imagino esse lugar, onde se acotovelam tantas pessoas que nos disseram tanto, como um Purgatório, com a particularidade de lá não se ser promovido, com facilidade, até ao Céu. É verdade que essas pessoas não se transformam num inferno dentro de nós, embora, por vezes, surjam, ora como um vulto ora como uma silhueta ou, até mesmo, como uma estrela cadente que, atravessando o nosso coração, já não provoca um arrepio (muito menos, um calafrio, que são aqueles sentimentos impetuosos que nos desabotoam a cabeça e nos deixam a arder de paixão e a tremer de medo, ao mesmo tempo).
Afinal, não são nem amigos nem amores. Transformam-se num museu? Numa arqueologia de todos os amores, por exemplo? Às vezes, nem isso. Infelizmente. Se fosse assim, estáticas, empoeirados, seguravam-se no nosso coração. O que não acontece às pessoas que foram perdendo a magia...
Este “não sei onde” é uma espécie de cemitério de poetas dentro de nós. Um lugar de silêncio que convida a espreitar para o que sentimos. Com surpresa e com dor, ao descobrirmos que, ao contrário do que sempre desejámos, há relações – luminosas - que foram morrendo para nós. Às vezes assusta. Afinal, não é simpático descobrirmos que mora em nós alguém que, não sendo o Capitão Gancho, tenha ajudado a morrer quem trouxe poesia, ou luz, ou um insustentável rebuliço ao que sentimos... Às vezes, atormenta. Porque magoa descobrirmos que – mesmo quando nos imaginamos a dar a sala mais espaçosa do nosso coração - também nós, dentro de algumas, vivemos sem viver, errantes, nesse “não sei onde” de alguém, entre os seus amigos e os seus amores. Às vezes ainda, somos tocados pelos galanteios da vida e, levados pelo entusiasmo, imaginamos que, se desejarmos com muita força, algumas das pessoas que guardamos no nosso cemitério de poetas ressuscitam e regressam, cheias de luz, para surpresa do Pai Natal ou das fadas. Eu sei que também entre as pessoas há quem pareça mágico mas intocável. Como eles. Mas: esse é o cais de embarque que, de surpresa, nos pode levar (sem volta) para o cemitério dos poetas.
[Eduardo Sá]
Tuesday, September 9, 2008
Não te vou julgar porque também eu posso ser réu.
não te vou julgar porque quem te julga está no céu.
Monday, September 8, 2008
Great dancers are not great because of their technique.
they're great because of their passion!
[Martha Graham]
[Martha Graham]
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora! Soltar! Desprender-se!
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos....
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és....
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
[Fernando Pessoa]
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora! Soltar! Desprender-se!
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos....
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és....
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
[Fernando Pessoa]
Sunday, September 7, 2008
A esperança.
"A esperança desponta precisamente quando o espírito descai, quando a emoção se esvazia, quando a firmeza se apaga, quando a vontade murcha. é nessa altura que se chega à Esperança. A Esperança é esperar, é estar longamente, lentamente e continuamente à espera. A Esperança é perder o sonho e a ânsia, é perder a aspiração e o desejo e, apesar disso, confiar, acreditar, continuar à espera. Esperar todos os dias, como no dia anterior."
É tempo de ir sem pensar em voltar.
Tempo de ir. Apenas ir. É tempo de rir. Rir da vida. Rir de nós. Rir de tudo. É tempo de não fazer nada. É tempo de fazer tudo. É tempo de viver.
Friday, September 5, 2008
Nunca receies a adversidade:
lembra-te de que os papagaios de papel sobem contra o vento & não a favor dele!
Tuesday, September 2, 2008
Friday, August 29, 2008
Thursday, August 28, 2008
It’s not that I want you to live a lie.
It’s just that, through your eyes, I see the loss of what you could be...
Monday, August 25, 2008
It might not be the right time, I might not be the right one.
But there's something about us I got to say, cause there's something between us anyway...
Sunday, August 24, 2008
Friday, August 22, 2008
Fotografar.
Watch your thoughts, they become words.
Watch your words, they become actions. Watch your actions, they become habits. Watch your habits, they become character. Watch your character, it becomes your destiny!
Thursday, August 21, 2008
I believe in pink.
I believe that loving is the best calorie burner. I believe in french kissing. I believe that happy girls are the prettiest girls. I believe...
[Audrey Hepburn]
[Audrey Hepburn]
Wednesday, August 20, 2008
There must be people whose job it is to use the right words, put things in a way.
who when their heart beats, can get other people's hearts to beat.
Justiça.
não é só o modo como castigamos aqueles que nos prejudicam... é também o modo como tentamos salvá-los.
Monday, August 18, 2008
A vida não muda se não a mudares.
O mundo não gira se não o girares. Avança na dança da tua mudança.. Faz guerra à guerra e à ignorância... Lembra que quem sonha pode mover a montanha...!
Thursday, August 14, 2008
Porque vivemos como se o Tempo nos pertencesse infinitamente?
Como se pudéssemos repetir tudo de novo, como se pudéssemos alguma coisa?!
[Inês Pedrosa]
[Inês Pedrosa]
Apesar de raramente termos consciência disso.
não há dúvida de que a necessidade mais profunda do ser humano é dar-se.
Monday, August 11, 2008
Quando te fores embora, não faças barulho.
Prefiro não saber, não te ouvir, não sentir ao olhar a tua sombra na parede e perceber que pode ser a última vez que a luz desenha o teu perfil aquilino, metade pássaro, metade imperador. Prefiro não saber que partes, porque ao menos assim, não choro a tua ausência, porque não me foi anunciada. E se não fizeres barulho e eu continuar adormecida, no dia seguinte vou imaginar que acordei em um outro lugar, que entrei numa dimensão desconhecida, que mudei de nome e de coração e que, como nunca te conheci, não posso chorar a tua perda.
[Margarida Rebelo Pinto]
[Margarida Rebelo Pinto]
Guardar.
'Significa deitar maõs à obra, olhar para cada coisa, pegar-lhe com cuidado e atribuir-lhe, primeiro, uma importância e, depois, uma gaveta. Como um sotão que se arruma mantendo intactas todas as peças e, até, alguma poeira que o tempo acumulou. Ninguém deve limpar o chão de um sotão antigo com baldes de lixívia e uma escova dura. Separa-se o que não interessa ou já não tem utilidade e deita-se o lixo no lixo. E exactamente isso que deviamos fazer com o nosso passado. Separar o que nao interessa, arrumar muito bem nas gavetas os pequenos e grandes tesouros e deitar o lixo no lixo'.
Sunday, August 10, 2008
Não há nada mais sugestivo do que um perfume.
Precisamente porque é uma lembrança que não pudemos desvanecer.
[Christian Dior]
[Christian Dior]
Nothing lasts forever.
so life it up, drink it down, laugh it off, avoid the bullshit, take chances, and never have regrets, because at one point, what you did was exactly what you wanted.
Friday, August 8, 2008
As bagagens que trazia deixei dispersas no chão.
tudo aquilo que eu mais queria cabe na palma da mão.
Never say goodbye when you still want to try.
Never give up when you still feel you can take it. Never say you no longer love a person when you can't let go. If you love someone, tell them.
Wednesday, August 6, 2008
Monday, August 4, 2008
Para que percorres inutilmente o céu inteiro à procura da tua estrela?
Põe-na lá.
[Vergílio Ferreira]
[Vergílio Ferreira]
Tuesday, July 29, 2008
Oh amor, deixa a dor pra depois.
Só alguns sabem que, se subirem o murro, está uma praia bonita onde há sol o ano inteiro...
Start by doing what's necessary.
Then do what's possible, and suddenly... you are doing the impossible.
[Francis of Assisi]
[Francis of Assisi]
The measure of a man cannot be whether he ever makes mistakes, because he will make mistakes.
It's what he does in response to his mistakes. The same is true of companies. We have to apologize, we have to fix the problem, and we have to learn from our mistakes.
[Wil Shipley]
[Wil Shipley]
Sunday, July 27, 2008
Falhar mostra que temos força para aceitar desafios.
Por isso, tento ver os fracassos como oportunidades de evolução.
O único fracasso inaceitável é desistir.
O único fracasso inaceitável é desistir.
If it takes control of your body and soul, embrace it.
If it makes you cry or leaves you wondering why:
Don't turn around, face it.
Don't turn around, face it.
Passo dopo passo.
continuerò a crescere, continuerò a vincere, continuerò a perdere... continuerò a commettere errori e continuerò a impare!
Saturday, July 26, 2008
Há pensamentos que são orações.
Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.
O campo do inimigo.
Sabias desenhá-lo com a nitidez de um relvado de futebol. Gostavas de futebol porque era parecido com a verdade. Mesmo com árbitros comprados. Ou notas correndo em rios gordurosos debaixo das mesas de fiscais, empresários, advogados. Mesmo quando se tornou um negócio. Os maus e os bons, os puros e os impuros; sim, o correr das notas tornava as distinções mais árduas. Mas o sol sobre o relvado decidia tudo - as pernas dos bons homens correndo atrás da bola da verdade.
- Vê-se tão bem quem joga com tudo o que é e quem joga só com o corpo, dizias tu. Porque é que a vida não é transparente como um jogo de futebol?!
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
- Vê-se tão bem quem joga com tudo o que é e quem joga só com o corpo, dizias tu. Porque é que a vida não é transparente como um jogo de futebol?!
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
Vive-se melhor a inventar a verdade todos os dias, dizem-me.
Faz de conta que não morres. Faz lá. Nós os dois queríamos inventar tudo menos a verdade. Mesmo que ela fosse nossa inimiga. Sobretudo quando ela era nossa inimiga. Queríamos matar a verdade má e espalhar a verdade boa.
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
Fazes-me falta.
Mas a vida não é mais do que essa sucessão de faltas que nos animam.
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
Não se pode ser feliz só com a amizade.
Nem só com o amor.
Se conseguissemos ser inteiramente felizes, o que ficaria para desejar?
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
Se conseguissemos ser inteiramente felizes, o que ficaria para desejar?
[Inês Pedrosa in Fazes-me Falta]
Hoy solo quiero bailar.
ver al cielo y cerrar los ojos solo para despegar hacia un mundo azul de sueños locos.
[Belanova]
[Belanova]
Love conquers all.
Faith can move mountains, Everything happens for a reason, Where there's life there's hope...
Well,they gotta tell us something right...
Well,they gotta tell us something right...
A palavra escrita.
ensina a ouvir a voz humana.
[Yourcenar]
(Sempre fui melhor a expressar-me pela escrita do que pela fala... Na volta porque talvez seja assim que me oiço melhor. Quiçá.)
[Yourcenar]
(Sempre fui melhor a expressar-me pela escrita do que pela fala... Na volta porque talvez seja assim que me oiço melhor. Quiçá.)
Thursday, July 24, 2008
E a duração tá em cada exploração pessoal.
Até que o coração decidir e dê a batida final...
[Sam the Kid]
[Sam the Kid]
Wednesday, July 23, 2008
There are no shortcuts.
In life, and in Love, this pain must be felt. The alternative is much worse. It's what makes us special, what makes us beautiful, what makes us worthy. It's the pain of how we love. But the pain is accompanied by something else, isn't it? Hope. With your pain, there is hope and that is what you are. Somewhere between agony and optimism and prayer. So, you're human. You're alive. And that is what we have.
[Brothers&Sisters]
[Brothers&Sisters]
A minha paixão.
'Chego a conclusao de que as pessoas têm medo de se apaixonarem porque têm medo de sofrer. Faz-me lembrar aquela velha situacao em que se chega com um animal a casa e os pais o rejeitam liminarmente, dizendo que é mais um para termos um desgosto, nem penses, leva-o daqui para fora enquanto é tempo, enquanto lhe vão fazendo uma festinha no focinho.
A paixão é mais ou menos isto. Uma vontade de a agarrarmos sem reservas sem contudo a aceitarmos de ânimo leve. É isto, não é?! Uma vontade de ficarmos para toda a vida com ela, mesmo sabendo que um destes dias o mais certo é morrer atropelada por alguém que nao a viu a tempo. Talvez por isto, a minha paixão por ti atravessa sempre nas passadeiras e olha para os dois lados antes de chegar à outra margem. Quero que saibas que a minha paixão por ti é órfã de pai e mãe, mas vive feliz na Casa do Gaiato. Não tem vícios, não bebe, não fuma e já não tem a esperança de encontrar os parentes que a fizeram nascer. Talvez porque tenha aprendido a crescer sozinha e se tenha habituado a essa condição, na certeza de que o mais importante na vida nao é o triunfo, mas a luta para o alcançar.
A minha paixão já não chora à noite porque se lhe secaram as lágrimas e reduziram a terra húmida todos os seus sonhos. Já não espera pelo beijinho de boas-noites porque sabe que ele não vem e, por isso, num raro exercício de auto-estima abraca-se a ela própria como se estivesse a ser agarrada. A minha paixão não tem dono, não é de ninguém, é autodidacta e vive só por ela. A minha paixão existe, vive comigo sem estar aqui e é isso que importa.'
A paixão é mais ou menos isto. Uma vontade de a agarrarmos sem reservas sem contudo a aceitarmos de ânimo leve. É isto, não é?! Uma vontade de ficarmos para toda a vida com ela, mesmo sabendo que um destes dias o mais certo é morrer atropelada por alguém que nao a viu a tempo. Talvez por isto, a minha paixão por ti atravessa sempre nas passadeiras e olha para os dois lados antes de chegar à outra margem. Quero que saibas que a minha paixão por ti é órfã de pai e mãe, mas vive feliz na Casa do Gaiato. Não tem vícios, não bebe, não fuma e já não tem a esperança de encontrar os parentes que a fizeram nascer. Talvez porque tenha aprendido a crescer sozinha e se tenha habituado a essa condição, na certeza de que o mais importante na vida nao é o triunfo, mas a luta para o alcançar.
A minha paixão já não chora à noite porque se lhe secaram as lágrimas e reduziram a terra húmida todos os seus sonhos. Já não espera pelo beijinho de boas-noites porque sabe que ele não vem e, por isso, num raro exercício de auto-estima abraca-se a ela própria como se estivesse a ser agarrada. A minha paixão não tem dono, não é de ninguém, é autodidacta e vive só por ela. A minha paixão existe, vive comigo sem estar aqui e é isso que importa.'
Sabes qual o erro que cometemos sempre?
Acreditar que a vida é imutável; que, mal escolhemos um carril, temos de o seguir até ao fim.
Tuesday, July 22, 2008
As mulheres sao como os saquinhos de chá:
só saberás o quão fortes podem ser depois de as meteres em água quente.
Queriendo convertir los campos en ciudad, mezclando el cielo con el mar.
...Ahogándome entre fotos y cuadernos, entre cosas y recuerdos que no puedo comprender...
Monday, July 21, 2008
"Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.
– Isso é por causa da saudade – disse o rapaz.
– Mas o que é a saudade? – perguntou a Menina do Mar.
– A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora .."
[Sophia de Mello Breyner Andresen, 'A Menina do Mar']
– Mas o que é a saudade? – perguntou a Menina do Mar.
– A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora .."
[Sophia de Mello Breyner Andresen, 'A Menina do Mar']
We're women.
We don't say what we want, but we reserve the right to be pissed off if we don't get it.
[from Sliding Doors]
[from Sliding Doors]
Thursday, July 17, 2008
Se não sabes para onde queres ir.
o que importa o caminho que vais seguir?!
[in Alice in Wonderland]
[in Alice in Wonderland]
Wednesday, July 16, 2008
Tuesday, July 15, 2008
They say time will make all this go away.
but it's time that has taken my tomorrows and turned them into yesterdays.
Monday, July 14, 2008
Se uma mulher quiser agarrar um homem.
basta-lhe fazer apelo ao pior que nele existe.
[Margarida Rebelo Pinto]
[Margarida Rebelo Pinto]
O Verão chegou e eu olhei pela janela mais alta do edifício.
o sol está igual. ontem estive acordada em mais um amanhecer mas não assisti a esse momento. os teus olhos estão como os meus - entreabertos. Não nos apetece sair daqui, porque estamos tão bem. Há sempre um fim. E é no instante em que tudo acaba que percebemos o quão fabuloso foi viver tudo o que vivemos, beijar todas as pessoas que beijámos e não dormir todas as noites em que não dormimos.
[in http://gxxvn.blogspot.com/]
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Sunday, July 13, 2008
I almost remember your face, but it's fading, but it's fading fast.
Now that i remember the taste, It's a memory with a life to last...
You're a part time lover and a full time friend.
The monkey on you're back is the latest trend.
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you...
The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you...
[in Juno]
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you...
The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you...
[in Juno]
I'm broke but I'm happy.
I'm poor but I'm kind; I'm short but I'm healthy; I'm high but I'm grounded; I'm sane but I'm overwhelmed; I'm lost but I'm hopeful; I feel drunk but I'm sober; I'm young and I'm underpaid; I'm tired but I'm working;I care but I'm restless;I'm here but I'm really gone; I'm wrong and I'm sorry; I'm free but I'm focused; I'm green but I'm wise; I'm hard but I'm friendly; I'm sad but I'm laughing; I'm brave but I'm chickenshit; I'm sick but I'm pretty.
Far far away in thoughts I am with you.
thinking back to the days when our loving was so true, some things are for now others are forever she's a truly...
You're the prince to my ballerina.
You feed other people's parking meters; You encourage the eating of ice cream; You would somersault in sand with me.
Friday, July 11, 2008
You know that place between sleep and awake, where you're still dreaming?
That's where i'll always think of you.
[Tinkerbell]
[Tinkerbell]
Me has enseñado tu, tu has sido mi maestro.
para hacer sufrir, so alguna vez fui mala, lo aprendi de ti.
'As coisas vulgares que ha na vida não deixam saudades.
só as lembranças que doem ou fazem sorrir. Há gente que fica na história da história da gente...'
Thursday, July 10, 2008
Wednesday, July 9, 2008
A melhor prova que o ser humano tem a provar.
é provar a si mesmo que ele não tem que provar nada a ninguém.
Tuesday, July 8, 2008
Per7ume.
Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto aonde eu não entrei,
Não me deixes já
Historia que não terminou...
Não me deixes mal,
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto aonde eu não entrei,
Não me deixes já
Historia que não terminou...
E podes pensar que o pior do mundo é cansares-te de cair.
Mas digo-te eu: o pior é cansares-te de te levantar.
O Universo ajuda-nos sempre a lutar pelos nossos sonhos.
Por mais idiotas que possam parecer. Porque são os nossos sonhos, e só nós sabemos o quanto custa sonhá-los.
[Paulo Coelho]
[Paulo Coelho]
Uma queda do terceiro andar magoa tanto quanto uma queda do centésimo andar.
Se eu tiver que cair, que caia de lugares bem altos. *
[Paulo Coelho]
[Paulo Coelho]
Friday, July 4, 2008
'Já escondi um amor com medo de perdê-lo.
já perdi um amor por escondê-lo, já expulsei pessoas que amava da minha vida e já me arrependi por isso, já passei noites a chorar até adormecer, já fui dormir tão feliz ao ponto de nem conseguir fechar os olhos, já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem, já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amavam, já passei horas em frente ao espelho a tentar descobrir quem sou, já fingi não dar importância às pessoas que amava para mais tarde chorar quieta no meu canto, já parti pratos, copos e vasos de raiva, já senti muita falta de alguém mas nunca lhe disse, já gritei quando deveria calar, já sonhei demais ao ponto de confundir com a realidade, já liguei para quem não deveria apenas para não ligar para quem realmente queria, já chamei pessoas próximas de amigo e descobri que não eram, algumas pessoas nunca foi preciso chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre, não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir o meu coração, não me façam ser o q não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente, não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão... Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre... Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes, tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Podes-me até empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí...? EU ADORO VOAR!'
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre, não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir o meu coração, não me façam ser o q não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente, não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão... Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre... Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes, tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Podes-me até empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí...? EU ADORO VOAR!'
Thursday, July 3, 2008
And we should consider every day lost on which we have not danced at least once.
And we should call every truth false which was not accompanied by at least one laugh.
[Nietzsche]
[Nietzsche]
Respirar o amor deve ser como ir à lua.
sensação de astronauta. Atravessar uma cidade apenas cruzando uma única rua - delicioso. Tomar decisões talvez a pior coisa da vida.
[in http://gxxvn.blogspot.com/]
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Still, they say you don’t kick the habit until you hit rock bottom, but how do you know when you’re there?
Because no matter how badly a thing is hurting us, sometimes letting it go hurts even worse.
Wednesday, July 2, 2008
Acredito que há sempre uma maneira especial de fazer as coisas.
mesmo as mais incómodas e difíceis. Até as embaraçosas. Os pequenos pormenores podem mudar tudo. Um sorriso pode mudar o rumo de uma vida.
Trago dentro do meu coracao.
Como num cofre
que se nao pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi atraves de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto,
é pouco para o que eu quero.
que se nao pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi atraves de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto,
é pouco para o que eu quero.
Tuesday, July 1, 2008
Acredito no que dizem os olhos.
porque os olhos nunca mentem, são sempre verdadeiros e falam de coisas que por vezes a alma não fala, porque não sabe ou simplesmente porque não estão ainda inventadas todas as palavras que dizem o que sentimos.
Acredito na verdade.
embora haja muitas verdades e nunca saibamos bem qual delas é de quem, ou de qual, ou até mesmo para que serve.
it's just that...I think that some things are meant to be broken.
Imperfect. Chaotic. It's the universe's way of providing contrast, you know? There have to be a few holes in the road. It's how life is.
[Sarah Dessen in The Truth About Forever]
[Sarah Dessen in The Truth About Forever]
You see the smile that's on my mouth.
It's hiding the words that don't come out...
And all of my friends who think that I'm blessed,
They don't know my head is a mess...
[Brandi Carlile, The Story]
Monday, June 30, 2008
Sunday, June 29, 2008
Tuesday, June 24, 2008
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